terça-feira, setembro 19, 2017

Urso em Los Angeles

A temporada de terremoto e furacão na América do Norte continua. Na noite passada, um terremotinho de 3,6 que mais uma vez não senti mas a notícia mais sensacional desta semana foi um amigo que mora mais perto das montanhas aqui em Los Angeles. Ele foi acordado às 3 da manhã por um briga de ursos no pátio ao lado do quarto dele. Num certo momento, o urso esbarrou na porta do quarto e abriu e ele meio acordado pulou pra fechar na hora. Imagina a possibilidade de 2 ursos brigando dentro do seu quarto?
Na hora que ele escutou os grunhidos, pensou: será urso? Só alguém que cresceu no Alasca pra chegar tão rápido a essa conclusão. Olha só o estrago!


quarta-feira, setembro 13, 2017

Energia Pesada + Boa Novidade

Como manter o equilíbrio quando a energia em volta está pesada?

De um lado a natureza com incêndios em toda costa oeste e furacões devastadores. Do outro, 7 pessoas no meu círculo de amigos e conhecidos morreram esta semana, sendo que 3 de câncer e 2 suicídios. Além disso, vários amigos tiveram um momento difícil no Burning Man (é onde muita gente acaba processando os desafios da vida) e outros amigos postando sobre depressão esta semana.
Na vida pessoal, há 3 meses tento fazer um exame importante e cada semana o consultório dá uma desculpa esfarrapada diferente. Haja paciência!

Apesar de um outro desafio pessoal, estou em paz. A boa novidade é sobre aquele trabalho com o YouTube que me impediu de mudar pra Seattle no ano passado. Após 15 meses, o emprego finalmente rolou. Agora é só meio período mas comecei semana passada e o legal é que tem um pouco de jornalismo também. A vantagem é que posso trabalhar de casa e a desvantagem é que não tenho nenhum benefício mas tudo bem, já estou acostumada.

Desafio: aprender a focar mais dentro de casa.

segunda-feira, setembro 04, 2017

Inspiração

Hoje termina mais um Burning Man e pela primeira vez digo com convicção que não tive um pingo de vontade de ir. Uma grande diferença em relação ao ano passado quando eu estava super ansiosa.

Mas esse post não é pra falar disso. É pra falar que durante a semana um amigo, que resolveu não ir esse ano, postou momentos que marcaram a experiência dele em 6 anos de festival. Uma das últimas fotos é com a ex-namorada dele. E com isso veio uma conversa entre a ex e a atual namorada que são pessoas que admiro imensamente. Isso pra mim é um grande exemplo de evolução da consciência humana. Os três têm muito respeito um pelo o outro, mesmo discordando em algumas atitudes. Um dia eu chego lá mas já fico feliz de ter a oportunidade de conhecer gente assim. Esse mundo do Burning Man despertou em mim pontos de vista em que eu já acreditava mas que me achavam louca por isso. Lá, vi que os padrões convencionais nem sempre são os melhores e que não há nada de errado em pensar diferente do tradicional. Somos louquinhos, excêntricos, liberais mas e daí? O fato é que a maioria está sempre buscando crescer, seja como pessoa, nos relacionamentos, na carreira ou correndo atrás de seus sonhos. Não é assim que a gente cresce? Desafiando os parâmetros da sociedade? Só preciso ter cuidado pra não me frustrar com os tradicionalistas caretas.


He: No burn-week series would be complete if I didn't photographically acknowledge AM, as my former partner, dear friend, and the one with whom I began all these dusty adventures with.  
Ex: Thank you D. for this beautiful acknowledgement. What a journey it has been! Six years ago was our first burn... time...what a slippery mistress! No words will ever be able to express my gratitude for all that we have given one another...all the lifetimes within this one lifetime we have shared WOW ... imagine us in another 10...20...30 years! Here's to all the adventures we have in store and all the epic ways we will bring love and light to this planet through our allegiance You rock my socks. I love you and L. So happy you two are happy. Here's to meeting my king! Gonna be (and it already is) sooo good. ^.^  
Atual: I love you too, for both the man that I love that you helped create, and the woman you are becoming today.  

Ex:  L, it's such a wild beautiful thought...when we love someone...we are loving all of their previous lovers/partners because they are inextricably interwoven and responsible for how the person that you love is in the present moment. Each relationship carving the stone of this exquisite sculpture that you get to revel in and appreciate. Or perhaps a garden, something alive is a better metaphor hahaha...each relationship tending the garden from which its fruits we get to savor and enjoy and its flowers smell and delight in... We are because others are. I am because you are.  What a precious world it can be when we have this perspective of honoring past relationships instead of fearing and denying them. You have been instrumental in demonstrating a woman who is so generous and comfortable with her partner and his other beloveds whether romantic or not. Such a trust you have seemed to possess. Regardless of that trust always being honored, what a quality I admire and strive to cultivate.
 
Atual: It warms my soul so to have you acknowledge and bear witness to that aspect of myself. I treat others as I wish I'd been treated. To deny you, your past romantic love, or your friendship would be to deny an inextricable filament of his golden soul, and I cannot, will not do that.
Over D's bed there is a giant print of you overlooking a cliff rock thing, taken by Sequoia. As I sat on his bed a couple weeks ago, I realized he and I were exceedingly fortunate that it doesn't occur to either of us to care that, technically, there is his ex-girlfriend in large print, looking exquisite, over his bed. It's been there for a couple years now, and I realized that that could be something that bothered someone, somewhere, and it didn't cross my mind that it even *could* bother me until that moment. It's a gorgeous photo of our friend (taken by another amazing friend) who happens to be his ex. That's the world we choose to live in. That's the world I want to live in. I love you. Thank you for seeing me, and thank you for all your grace and beauty. You didn't have to choose that, and you did.

Google translate:
Ele: nenhuma série do Burning Man seria completa se eu não reconhecesse fotograficamente A.M., como minha parceira anterior, querida amiga, e aquela com quem comecei todas essas aventuras no deserto.

Ex: Obrigada D. por este reconhecimento bonito. Tem sido uma grande caminhada! Seis anos atrás foi o nosso primeiro Burning Man ... tempo ...  Nenhuma palavra será capaz de expressar minha gratidão por tudo o que nos damos um ao outro ... todas as vidas dentro desta vida que compartilhamos UAU ... imagine a gente em 10 ... 20 ... 30 anos! A todas as aventuras que temos, vamos trazer amor e luz para este planeta através da nossa fidelidade. Você é demais! Amo você e L. Fico feliz que vocês dois estejam felizes. Ainda vou conhecer meu rei! Vai ser (e já é) tão bom. ^. ^

Atual: eu também te amo, tanto pelo homem que eu amo que você ajudou a criar, como pela mulher que você está se tornando hoje.

Ex: L, é um pensamento tão bonito e selvagem ... quando amamos alguém ... estamos amando todos os seus amantes / parceiros anteriores, porque eles estão intrincados entrelaçados e responsáveis ​​pela forma como a pessoa que você ama é no momento presente. Cada relacionamento esculpindo a pedra desta escultura requintada que você aprecia. Ou talvez um jardim, algo vivo é uma metáfora melhor hahaha ... cada relacionamento que cuida do jardim do qual seus frutos conseguimos saborear e desfrutar e o cheiro de suas flores e deleitam-se ... Somos porque os outros são. Eu sou porque você é. Que mundo precioso pode ser quando temos essa perspectiva de honrar relacionamentos anteriores em vez de temer e negar. Você foi instrumental na demonstração de uma mulher que é tão generosa e confortável com seu parceiro e seus outros amantes, seja romântico ou não. Tamanha confiança que você parece possuir. Independentemente dessa confiança sempre sendo honrada, é uma qualidade que admiro e esforço para cultivar.

Atual: Aquece minha alma ver que você reconhece e presencie esse meu aspecto. Trato os outros como eu gosto de ser tratada. Negar você, seu amor romântico no passado, ou sua amizade seria negar um filamento inextrincável de alma dourada dele, e não posso, não farei isso.
Acima da cama do D. há uma fotografia gigante de você olhando para uma pedra num penhasco, feita pela Sequoia. Quando estava sentada na cama dele algumas semanas atrás, percebi que ele e eu somos extremamente afortunados de que não há nenhuma preocupação, tecnicamente, de que é a ex-namorada dele num quadro enorme, maravilhosa, sobre a sua cama. Está lá há alguns anos, e percebi que isso poderia ser algo que incomodaria alguém, em algum lugar, e não me passou pela cabeça que * poderia * me incomodar até esse momento. É uma foto linda da nossa amiga (tirada por outra amiga incrível) que por acaso, também é a ex dele. Esse é o mundo em que escolhemos viver. Esse é o mundo em que quero viver. Eu te amo. Obrigada por me ver, e obrigada por toda a sua graça e beleza. Você não precisava fazer isso, e você fez.


Eu não sei quanto a vocês mas achei linda essa comunicação entre elas, essa liberdade entre eles, confiança, esse nível de conforto e segurança. Esse é o mundo que quero viver também.

sexta-feira, setembro 01, 2017

Mistura de Estações


O famoso congelante verão de São Francisco é mais frio do que o inverno em Floripa.
Eu nunca vi um verão como o de SF. A única época que faz tempo bom naquela cidade é setembro e outubro.

terça-feira, agosto 29, 2017

Eclipse Solar

"Ser espiritual não tem nada a ver com o que você acredita e sim com o seu estado de consciência."
Eckhart Tolle

Foto: Jamal Eid


Eu confesso que não estava com a menor vontade de ir para outro festival, principalmente um tão longe e sem que eu estivesse envolvida na produção. Cheia de coisa pra resolver aqui e sem muito trabalho. No entanto resolvi não ser furona e encarei a saga.

Ao invés de ir com a minha van, fomos os transportadores de um motorhome pra um amigo usar lá. Assim economizamos a gasolina de 2000 milhas (ida e volta). A intenção era parar em alguns parques nacionais e águas termais mas não tivemos muito tempo, a não ser umas poucas paradas rápidas. Eu nunca tinha dirigido ao norte de São Francisco, então finalmente realizei o antigo sonho de ver o Mt Shasta no norte do estado, um vulcão ainda ativo sempre nevado.

Fomos até Portland - cidade principal do Oregon - pra buscar uma turma e o cara que alugou o veículo e daí partimos para o Oregon Eclipse Festival. Addendum: minha mãe diz que quero morar em todo lugar que visito. Verdade. Amei Portland, uma cidade cheia de árvores e um povo super educado. A entrada pro festival foi complicada. Dirigimos a noite toda numa fila de vários quilômetros que levou 14 horas até a entrada. 

Esse festival tinha me chamado a atenção desde o ano passado pois contou com a colaboração de 8 festivais no mundo incluindo o Universo Paralello no Brasil. Além disso, a arte e a música do Symbiosis Gathering sempre foi de primeira. 

A primeira coisa muito boa deste festival foi o meu acampamento. Há muitos anos ando com a necessidade de encontrar um pessoal mais alinhado com meu estilo de vida e pensamento. Acho que isso finalmente está acontecendo. A harmonia do grupo foi mágica e é tão bom se sentir parte de algo assim novamente. 

Mas vamos ao que interessa: o eclipse. Sinceramente não tinha me dado conta da dimensão e sensação que é ver um eclipse solar total. Eu já tinha presenciado um eclipse total em Floripa em 1994 durante um campeonato de surf mas não tenho a mínima lembrança do impacto causado como foi dessa vez. As cores no céu, a energia, as estrelas em pleno dia, a possibilidade de olhar pro sol por 3 minutos, a cerimônia dos índios Sioux, os protetores da água e 50 mil pessoas. As lágrimas escorriam sem parar e jamais vou esquecer esse momento.

Realização total e agora quero virar uma "eclipse chaser" presenciando outros eclipses pelo mundo. Próximo: Chile/Argentina em 2019

sábado, agosto 12, 2017

Honestidade Radical

Essa semana fui num workshop muito bom sobre honestidade radical. São grupos espalhados pelo mundo - de uma certa forma não deixa de ser uma comunidade - baseados no livro Radical Honesty do Dr. Brad Blanton.
Quem me conhece sabe que eu não tenho problema com honestidade mas ultimamente tenho mantido mais as coisas pra mim mesma pra evitar conflitos. Não quero deixar de ser honesta mas com o cuidado em ter compaixão. Esses estudos falam dos benefícios de não esconder os pensamentos e viver num mundo sem mentiras.
Taí, acho que encontrei meu grupo pois é um dos princípios que sempre admirei.
Primeiro nos apresentamos e uma das coisas que devíamos falar era sobre algo que geralmente não compartilhamos, algo que a gente evita tocar no assunto.
Um dos exercícios que eu curti foi sentar na frente de uma pessoa desconhecida e falar de coisas que você percebe (roupa, física, gestos) e que nos leva a imaginar (a deduzir) alguma coisa. Por exemplo, você percebe que a pessoa está usando calça pra yoga e então você imagina que ela estava chegando do yoga. Coisas simples mas que nos faz perceber que a gente tira várias conclusões incorretas baseado no que a gente vê mas uma coisa não deveria levar a outra.

Mais sobre honestidade radical

terça-feira, agosto 08, 2017

Ecologia e super população

Tá um tal de amiga grávida agora, quer dizer, sempre tem, né? Mas dessa vez a maioria delas são de recém-casadas, até casal que está junto há menos de um ano.
Semana passada uma conhecida postou sobre coisas que ela faz pra contribuir com o meio-ambiente e um dos exemplos dela era não trazer embalagens de viagem pra casa. Ela perguntou o que mais as pessoas fazem e recebeu uma enxurrada de respostas. Dois assuntos polêmicos foram o consumo de carne (assistam Cowspiracy) e o excesso de procriação no mundo.
Por mais que eu gostaria muito de ter tido um filho, o outro lado fica feliz por não contribuir com a super população mundial. São 7,5 bilhões de pessoas no planeta e como não temos predador e a nossa expectativa de vida aumenta a cada década, a nossa reprodução está fora de controle. Mesmo que a gente seja o mais consciente possível e crie o menor impacto possível, só o fato de a gente comer, beber e morar já causa um grande impacto. Para produzir comida em massa, é necessário usar mais água, mais terra e cada vez mais os animais vão perdendo seus habitats. Entre transporte, água potável, esgoto, eletricidade e moradia, acho inviável para o planeta sustentar essa quantidade de pessoas pois convenhamos, podemos até sonhar mas o fato é que jamais teremos 7 bilhões de humanos vivendo em simbiose com a natureza. Eu acredito que a única forma de haver mais qualidade para o planeta, os animais e os humanos seria diminuir a população mundial (além do  aumento da consciência ecológica).
No entanto, muita gente acredita que a maior função do ser humano é procriar, então continuamos com o crescimento descontrolado.

obs: na verdade eu já tinha escrito quase a mesma coisa sobre isso, aqui neste post

quarta-feira, agosto 02, 2017

Big Pine

Second Lake, North Folk Big Pine

Na semana passada fiz uma trilha nas montanhas na Eastern Sierras. Começamos a trilha cedinho e foram 2800 pés de subida, algo como 224 andares segundo o fitbit. Ao todo foram 18km ida e volta e 9/10 horas de caminhada. A trilha leva a 10 lagos formados com o degelo da neve. Nós vimos os 3 primeiros a 10000 pés de altitude. É com certeza uma das trilhas mais lindas que eu já fiz. Como é bom ficar no meio da natureza assim!
Eu nunca tinha feito uma trilha tão longa e no final da subida eu estava tão exausta que arrastava os pés. A volta foi ainda mais difícil. Me concentrei muito pras minhas pernas chegarem ao final.
Fiquei 3 dias sem me mexer direito.
Na volta da caminhada me questionei várias vezes se tinha valido a pena ficar tão dolorida. Agora que a dor passou, eu creio que sim porque aquele visual vai ficar marcado.
Será que encaro outra dessa?

quarta-feira, julho 26, 2017

Religiosidade

Lá vou eu tocar no assunto de novo.
Eu sempre me considerei ateia mas agora que ando distante de pessoas religiosas, vejo que sou mais agnóstica. Na verdade não me considero nada em relação a religião. Simplesmente não sinto a necessidade de acreditar ou não acreditar e muito menos a necessidade de vangloriar qualquer ser considerado supremo ou líder religioso.
Eu acredito em senso comum, em não causar danos aos outros, em respeitar a natureza, a tentar ser uma boa pessoa consigo mesma e com os outros, a ser proativo e não esperar a vida passar por você (eu falho nisso bastante) e pra isso não sinto necessidade de um ser supremo, nem de regras religiosas ou julgamentos e condenações. Eu sei que muitas pessoas se sentem mais confortadas ao afirmar que foi a vontade de um deus quando passam por problemas.

NAO FAÇA COM OS OUTROS O QUE VOCE NAO QUER QUE FAÇAM CONTIGO.
Este é o meu lema de vida. Simples assim. Acho que este é o princípio pra se levar a vida além de lógico, querer crescer, aprender, superar com os erros e acertos.

Me interesso por uma vida mais palpável e prática, e por isso tenho me interessado bastante por livros de psicologia pois ao invés de pregação, fala de experiências do crescimento humano baseado em exemplos reais. Ao mesmo tempo continuo a acreditar em energia, conexão e tal. Mesmo que a existência ou não de um Deus não faça diferença na minha ética de vida, às vezes gosto de assistir algo mais no ramo espiritualidade. Dia desses descobri os vídeos do Mooji, um líder espiritual jamaicano. Passei horas assistindo os vídeos e gostei muito.

terça-feira, julho 25, 2017

Dia perfeito de verão

É botar a bike na van, almoçar no restaurante hare krishna Govinda, andar 16km de bike, curtir o final de tarde na praia e jantar no meu restaurante italiano preferido. Preciso de mais dias assim. Acho que hoje em dia andar de bike é meu exercício favorito.
O rolê de bike não me cansou muito porque paramos aqui e ali mas os 90 minutos de vinyasa yoga intenso de ontem me quebrou. Estou toda dolorida. Isso é o que dá ser preguiçosa e passar um tempão sem exercício.
Tudo isso é preparação pra uma trilha de 18km nas montanhas que vou fazer nesta quinta. Será que eu aguento? Eu nunca fiz isso.

segunda-feira, julho 17, 2017

Uma volta pelo Centro

Além de natureza, eu também gosto de caminhar nos centros das grandes cidades e admirar a arquitetura. Com a revitalização do centro de Los Angeles, há vários edifícios residenciais e comerciais sendo construídos mas legal mesmo é ver os prédios antigos feitos na época da corrida do ouro.

Saint Vincent Court - até esse mês eu nunca tinha ouvido falar deste lugar. Uma rua sem saída, meio que um beco cheio de restaurantes com mesas nas ruas. Isso é raro no meio da cidade.

Bradbury Building - construído em 1893, tem uma arquitetura italiana renascentista cheio de detalhes nas escadas e elevador em ferro e com um "teto solar". É considerado um monumento histórico nacional e usado em várias filmagens como o filme Blade Runner.






Ace Hotel

quinta-feira, julho 13, 2017

Habitações do Século XXI

Você sabia que uma casa em Los Angeles custa no mínimo 500 mil dólares? E já que a Califórnia é a meca dos hippies, dos techies e dos DIY (faça você mesmo), muitas pessoas estão criando alternativas para o problema de moradia e das hipotecas absurdas de cara.
A primeira é o movimento tiny house em que muitas pessoas estão construindo suas próprias casas pequenas sobre rodas (por causa de uma legislação, eles contornaram o problema criando casas móveis). As casinhas são super fofas e a intenção sempre é colocá-las em lugares menos urbanos e aproveitar mais a natureza.
A segunda alternativa tem sido a conversão de ônibus escolares em casas e convenhamos muitos projetos são bem melhores que a minha casa. Confesso que a vontade de morar num é grande.

Leia mais sobre tiny house
Dá uma olhada nesses ônibus

quarta-feira, julho 12, 2017

A tal da Reforma Trabalhista

Sinceramente não li nada sobre o assunto a não ser comentários no Facebook. Não sei bem quais foram as mudanças mas pelo que vejo, ficou um pouco parecido com as leis trabalhistas dos países neoliberais.
Aqui cada empresa determina os benefícios aos funcionários com alguns parâmetros básicos geral. Foi estranho aceitar isso quando cheguei mas reconheço que os Estados Unidos são um país super produtivo onde essa falta de direitos rígidos tem proporcionado uma maior existência de microempresas.
Essa é a maior vantagem que vejo mas de resto... sinto falta de férias de 30 dias, 13º salário, "remuneração" por demissão sem justa causa e é por isso que trabalho autônomo pra mim vale bem mais a pena. Já que não há muitos benefícios, eu tenho minha liberdade.
Acho que a tendência é essa. Ser menos empregado e mais autônomo. Hoje em dia é possível trabalhar de casa para várias empresas americanas.

sexta-feira, julho 07, 2017

Los Angeles é uma cidade praiana?


Sim e não.
Se vocês pensam que Los Angeles é uma cidade tipo Miami Beach ou Rio de Janeiro, vocês estão enganados. Sim, Los Angeles tem um litoral extenso e até existem pessoas que frequentam a praia. No entanto, a grande maioria não tem o costume de lagartear na areia. O máximo que você vê é muita gente frequentando o calçadão pra andar de bicicleta, patins, skate, se exercitar, fazer ioga, jogar volei de praia ou caminhar. Os angelenos são muito ativos e acho que a ideia de ficar no sol sem fazer nada os deixariam loucos.
Portanto esta é um cidade que tem praia mas não tem o clima praiano.

terça-feira, junho 27, 2017

Papo de Mulher

Já vou avisando que esse post é sobre menstruação. Chega de mimimi pra falar de algo normal. Por que, né? Nós mulheres sangramos mesmo e é perfeitamente natural.
Na verdade esse post é sobre menstruação X meio-ambiente, já que sempre me interessei em contribuir pro meio-ambiente da forma que eu pudesse.
Você sabia que a mulher usa em média 10 mil absorventes em sua vida? É muito lixo no planeta. Quando descobri a existência do coletor menstrual há uns 8 anos fiquei encantada a ponto de vender o produto para as amigas. Só que depois da minha cirurgia não consegui mais usar.
Esse ano descobri mais um produto que eu e minhas amigas estamos amando: a calcinha THINX. Isso mesmo! Calcinha que não vaza e é só lavar e reutilizar. No começo achei meio estranho. Calcinha pra usar durante nosso período menstrual?
Tantas amigas elogiaram o produto que eu resolvi testar. E não é que é bom mesmo? Super confortável! A longo prazo além de contribuir pra menos desperdício, ajuda o bolso também.
E ainda por cima essa empresa de Nova York envia o produto pra adolescentes na África que não podem comprar absorventes e sofrem por não poderem ir à escola quando estão menstruadas. Empresa com consciência social é isso.

www.thinx.com


quinta-feira, junho 22, 2017

O Recomeço

Aviso que é um post desabafo.
Após alguns anos de depressão, vem o recomeço. É um renascer. Nisso vem uma vontade de começar do zero num lugar completamente novo onde ninguém tenha me visto naquele estado.

A depressão muda a tua forma de pensar, de agir, de reagir. Nesse processo várias amizades se foram. Não vale aqui comentar as razões mas eu sinto que as velhas amizades sempre vão me ver como aquela pessoa daqui pra frente.

segunda-feira, junho 19, 2017

Catalina Island e outras ilhas


Depois de 16 anos em Los Angeles, posso dizer que conheço essa cidade muito bem mas sempre é possível explorar mais.
Na sexta passei o dia em Avalon em Santa Catalina Island. Sempre achei curioso o fato de que a 20 milhas da costa de Los Angeles há uma ilha com quase o mesmo nome do lugar que nasci, a Ilha de Santa Catarina.
A ilha tem 35km de extensão mas há somente uma pequena vila de 3.500 habitantes, provavelmente porque água potável é bem limitada. O que mais me encantou foi a transparência da água. Andei de caiaque e pude ver vários peixes.

Eu sempre fui fascinada por estes pedaços de terra cercados de água por todos os lados e me vejo sempre visitando um canto assim. Algumas ilhas onde já botei os pés:

- Floripa
- Ilha do Mel
- Tinharé (Morro de São Paulo)
- Hawaii
- Cuba
- República Dominicana

Qual será a próxima? E você, qual sua ilha favorita?

quinta-feira, junho 15, 2017

Recado para os YouTubers

Hoje termino outro projeto do YouTube.
Minha maior dificuldade de trabalhar com os vídeos brasileiros são:

- são super repetitivos (tipo colégio) em que muita gente cria vídeos idênticos.
- vídeos extremamente longos.

Gente, se vocês querem exposição dos vídeos e eventualmente fazer dinheiro com isso, não adianta fazer vídeos de mais de 10 minutos. As pessoas não tem tempo nem paciência, principalmente se for alguém falando pra câmera sem nada mais. O ideal é que sejam vídeos curtos de 3 a 5 minutos.

Fica a dica!

terça-feira, junho 06, 2017

Xô Stress

Um dos meus maiores desafios é o controle do stress. Preciso aprender a manter a calma em situações difíceis. Às vezes parece que estou aprendendo a evitar o dito cujo e de repente percebo que regredi.
Durante o festival rolaram várias tensões entre a minha equipe (nem sempre em relação a mim). Eu não me dou bem em ambiente em que as pessoas ficam falando por trás. Só que ao invés de me manter calma e ficar na minha, eu fico tensa. Quero falar abertamente sobre a situação mas as pessoas odeiam encarar conflitos de frente ou na verdade sou eu que preciso me comunicar melhor. Quero fazer um bom trabalho e acabo me estressando por coisas desnecessárias.
Pra piorar, um dos atendentes do festival me esculachou numa lista online. Fiquei arrasada.
Eu adoro estar envolvida nisso e fico triste de dizer adeus mas é hora de encerrar esse ciclo. É preciso reconhecer que não me faz bem.

terça-feira, maio 30, 2017

LIB 2017

De volta do LIB. Eu não festei, não dancei e até dormi bastante mas acho que estou desidratada porque estou completamente exausta. Mal consigo ficar acordada hoje.
Eu acho que este foi meu último ano de trabalho em festival. Não é mais pra mim. Vejamos no ano que vem mas realmente deve ser minha aposentadoria.

Este ano cuidei do family camp, que foi bem tranquilo. Meus melhores momentos esse ano foram:

- ao lado da nossa área tinha um ninho de uma águia careca. Eu nunca tinha visto uma. Esse animal é o símbolo do país e ameaçado de extinção. A área em volta da árvore estava protegida pela lei federal com pessoas monitorando o nível de decibeis no local. Inclusive o festival terá que monitorar o ninho que tem filhotes durante 5 anos, com risco de receber uma multa salgada.

- no primeiro dia tive um sonho que encontrei um amigo que eu não via há 4 anos. Dois dias depois descubro que ele estava acampando bem perto de mim. Conversamos por 2 horas. Foi a primeira vez que tivemos "quality time".

terça-feira, maio 23, 2017

Porque eu vou pra festivais

Photo by Andrew Jorgensen
Hoje parto pro meu 13º Lightning in a Bottle Festival. Hoje em dia eu não frequento tantos festivais quanto antigamente. Não me considero "party animal". O que eu gosto mesmo é de estar envolvida na realização de um grande evento. Acho que em 2017 só vou trabalhar neste mas por que ainda curto essa cultura de festivais?

1) dar um tempo da internet
2) me exercitar
3) sair da cidade e ficar na natureza
4) convívio em comunidade
5) alimentação

  1. Eu sei que é necessário dar um tempo de eletrônicos de vez em quando mas é um desafio e tanto considerando que grande parte do meu trabalho é online e toda interação na cidade é feita com alguém grudado em algum aparelho. Esse é o único jeito de eu me afastar um pouco de tecnologia. 
  2. Eu sei que isso não é motivo pras pessoas irem a festivais mas como ainda não encarei uma academia, eu fico animada com a ideia de caminhar milhas por dia e se possível ainda dançar um bocado. Eu preciso de mais exercícios!
  3. Mesmo com milhares de pessoas em volta é bom não estar na cidade. Depois de uns dias, é bom também voltar à cidade e apreciar o nosso próprio chuveiro e privada e sair daquela poeira toda.
  4. Eu não tenho mais vontade de morar no mesmo teto com um monte de gente mas continuo com vontade de morar perto de amigos e de gente que divide os mesmos ideais e se envolver em projetos juntos. Enquanto isso não acontece, acordar num festival para trabalhar e se divertir com amigos sem precisar dirigir no trânsito da cidade é o mais próximo desse ideal de estar em comunidade.
  5. Isso só acontece quando vou a trabalho mas a comida vegetariana que eles preparam pros funcionários é fantástica. Acho que sou a única que engorda nesses festivais.

quarta-feira, maio 17, 2017

Da Série "Me Mordo de Ciúmes"

...ou nesse caso a falta dele.
Ano passado conheci um cara durante um retiro/festival e nos conectamos de cara durante um exercício de conexão e comunicação não-verbal de um workshop. Eu estava num processo de cura de uma depressão profunda e o olhar dele, por incrível que pareça, me deu força. Não foi nada sexual, só energia boa mesmo. Acontece que ele é casado e diga-se de passagem com uma das mulheres mais lindas que já conheci. Também gostei muito dela e ficamos amigas. Em geral mantenho minha distância por causa da minha herança cultural do ciúmes brasileiro.
Na última festa de aniversário que os encontrei, passei um tempo conversando com os dois e depois que ela saiu, eu e ele continuamos conversando por um tempão sobre a viagem que eles fizeram e afins. No final quando me despedi dela, ela disse:
- O Andrew te adora. Toda vez que ele te vê, ele gosta de conversar contigo.

Eu já sabia que essa turma tinha um grande nível de maturidade mas ainda assim fiquei surpresa. Cadê o chilique e a baixaria me chamando de piranha pra baixo? NAO TEM! Minha admiração por essa mulher tão segura aumentou ainda mais e que tranquilidade saber que posso continuar amiga do meu amigo.

Talvez esse seja um dos principais motivos de eu gostar de morar aqui. Paz de espírito sem desconfianças e neuroses.

segunda-feira, maio 15, 2017

Tubarão!

Aparentemente essa época do ano no sul da Califórnia é temporada de tubarão. Já havia acontecido no ano passado mas este ano foram avistados até agora 25 (o número varia de 10 a 25) tubarões-brancos jovens dando um rolê e alguns super próximos da areia.
A primeira notícia surgiu em Dana Point quando o helicóptero avisou para as pessoas que estavam com paddleboard saírem calmamente do mar pois havia 15 tubarões em volta deles. Imagina o apavoro?
Especialistas explicam que agora há uma abundância de comida nessa área para eles como o linguado e a arraia.

Vídeo AQUI

quarta-feira, maio 10, 2017

Santa Marta e Tayrona (2)

Já faz mais de um mês que voltei da viagem e ainda não arranjei tempo pra escrever sobre tudo. 
Os planos até chegar em Santa Marta era passar um ou dois dias acampada dentro do Parque Natural Tayrona mas tudo mudou quando chegamos no resort e bateu o apavoro de carregar um mochilão numa trilha de 2 horas. E diga-se de passagem, trilha que sobe, desce e caminha na areia da praia. Eu teria morrido. Chegando no acampamento do parque, percebemos que foi uma decisão certíssima. Com a umidade na frente da praia, os colchões dentro das barracas não são dos melhores. Deu pra sentir bem aquele cheirinho de mofo. 
Então só passamos um dia lá mas valeu muito. Adorei a trilha que é grande parte pela floresta e o restante final pelas praias. As praias são lindas, a água não tão quente quanto eu imaginava mas super gostosa, clara e limpa. A praia mais famosa e turística é Cabo San Juan que tem um mar mais calmo mas eu fiquei um pouco incomodada com a quantidade de lixo que os turistas deixam. 
Eu preferi La Piscina que tem coral e arrecifes que servem quase como uma muralha. 


video
Eu continuo uma jornalista de araque com pavor de câmera. Bate o nervosismo e eu falo coisas como tipos de espécies. Eita! Outra coisa. Esta praia não é La Piscina, é Arenales.

No dia seguinte nos mandamos para a última noite em Santa Marta. O centro tem vários barzinhos, lugares para dançar e um por do sol maravilhoso na praia. Bem gracinha a praça principal.



sábado, abril 29, 2017

Santa Marta e Tayrona (1)

A última parte da viagem consistiu em realizar um antigo sonho: conhecer o Parque Nacional Tayrona, que fica a 5 horas de Cartagena. A primeira vez que ouvi falar desse lugar foi em 1999 e tenho certeza que era um lugar bem menos explorado mas vamos lá.
Pegamos um ônibus até Santa Marta e foram 4 horas de viagem. Chegando lá, o ônibus nos deixou no meio da rua e dividimos um táxi (leva quase uma hora) com um casal holandês até Tayrona. O taxista foi o primeiro colombiano rabugento que conheci e foi uma surpresa pros amigos gringos quando o cara parou numas quebradas pra comprar gasolina na casa de alguém ao invés do posto de gasolina. Enquanto isso, a esposa ligando o tempo todo pra ele perguntando que horas ele ia voltar.
Enfim, ele nos deixou num hotel próximo ao parque graças a uma dicas que pegamos em Cartagena. Ficamos num resort pós-apocalíptico, ou seja, era um resort grande com praia particular mas completamente abandonado. Clima de fim de mundo com poucos sobreviventes. Acho que tinha 10 pessoas hospedadas no lugar e uns 6 prédios vazios e várias partes fechadas. Sem problema pois a piscina era ótima, o quarto grande com varanda pra praia. Já imaginei festivais, festas de casamento e muita vontade de comprar o lugar pra construir uma comunidade com espaços pra retiros de yoga e coisas do gênero. Verão o ano todo? Tô pronta! Se eu encontrasse um grupo pra fazer isso, eu faria. De qualquer forma, eu recomendo o lugar pois é super em conta e aliás me deu vontade de visitar resorts pós-apocalípticos pelo mundo pagando baratinho.

Mendihuaca Resort


Mendihuaca2 from Lighthouse Creative Studio on Vimeo.

Ônibus Cartagena - Santa Marta
Sol y Mar  - COP$40 mil
Berlinas - COP$36 mil 

domingo, abril 23, 2017

Playa Blanca - Baru

Antes da viagem, pesquisamos que praias visitar na região pois afinal Caribe, né? Cada website falava uma coisa diferente sobre ilhas disso, ilhas daquilo e vários comentários como excesso de turistas, água cristalina ou muito caro.
Depois de uma recomendação de um casal argentino em Cartagena, resolvemos passar uma noite em Playa Blanca que é a praia mais famosa da região. A maioria dos turistas geralmente pega uma lancha rápida e passa o dia na praia entre 10hs e 3:30. Resolvemos fazer diferente. Pegamos o ônibus e passamos a noite lá. As acomodações são as mais rústicas que fiquei na minha vida. São cabanas super precárias, teto de palha, banho de caneca e privada de balde.
O bom de ter feito isso é que entre 4 e 6 da tarde e bem cedinho, a praia estava praticamente vazia.
A água realmente tem uma cor linda, aquela coisa de foto de mar caribenho.
No entanto eu não voltaria lá. O problema não é nem os turistas, é a quantidade de vendedores em cima de você e os jet-skis juntamente com o cheiro de óleo. Pra se ter uma ideia, assim que saímos do ônibus, um moleque já fica te seguindo puxando assunto pra se hospedar na pousada dele e o moleque fica no pé. Uma outra mulher me seguiu a praia toda na tentativa dela fazer massagem em mim.
Ai não, quero paz.
De qualquer forma, o nascer e o por do sol foram maravilhosos sem vendedores, nem cheiro de óleo e nem barulho de jet ski.

Hospedagem - média de COP$60 mil
O lugar que pareceu melhorzinho era o Parador Playa Blanca mas a diária era de $150mil.

Transporte - lancha demora 30 minutos e ônibus 50 minutos. Tem um que sai do Hostel Mamallena ou El Viajero (ida e volta COP$50 mil)





segunda-feira, abril 17, 2017

Bogotá e Cartagena

Bogotá
Na ida e na volta tivemos um layover em Bogotá de 7 horas e como o aeroporto fica a 12km do Centro, pegamos um táxi e fomos dar uma volta no bairro da Candelaria (centro). O motorista de táxi explicou que Bogotá é uma cidade voltada muito pro trabalho, tipo São Paulo. Mesmo exausta, não pude deixar de dançar um pouquinho no único bar mais animado. Parece que todos os bares fecham às 3 da manhã. Foi uma boa reintrodução a América do Sul. Anos atrás eu não suportava música latina mas agora dependendo do ritmo, adoro o remelexo. Os policiais e o motorista de táxi ficaram super preocupados com o fato de a gente caminhar 3 quadras sozinhos no meio da noite mas eu achei super tranquilo. Sei lá, quem viveu 7 anos no Rio raramente encontra outro lugar que dê mais medo.
O que eu não tinha me ligado antes era o fato da cidade ficar a 2600m de altitude. Frio de 13ºC e eu nada preparada pra inverno, tive que dar uma de alemã e usar meia com sandália e congelar mesmo. Eu não queria trazer roupas de inverno e sapato só pra algumas horas de frio. Eles disseram que raramente a temperatura passa de 21ºC. Estranho ver uma cidade tão perto do Caribe ser tão fria.

Cartagena
A cidade tem uma história rica de invasões, piratas e exploração. Sempre teve um porto importante que nos tempos de colônia servia para escoar o tesouro tomado pelos espanhóis. Na época das caravelas, Cartagena foi atacada por franceses e ingleses e por isso um muro foi construído em volta da cidade para protegê-la.
Passamos 3 dias num AirBnb na Cidade Murada. Caminhamos bastante por tudo. Eu não estava preocupada em encontrar muita coisa pra fazer além de curtir os restaurantes, a arquitetura colonial, o por do sol e algumas apresentações de música e dança na rua.
Sim, é uma área bem turística principalmente porque ficamos lá durante o fim de semana mas não achei muito exagerado. Os vendedores ficam um pouquinho em cima mas nada comparado com a República Dominicana.

Parque Fernandez de Madrid (que é uma praça) é um local interessante. Tem o bar KGB, com decoração russa (e o mais caro que fomos). No outro lado da rua, um bar cubano. Deve ser a esquina socialista. Num lado da praça sempre música ao vivo rolando e no outro lado, ótimos restaurantes. Também tem artesãos e uma loja & museu de chocolate (amo!).

Vida Noturna - Pra sair à noite naquela área, uma boa opção é a rua principal de Getsemaní com vários bares e boates. Uns são de graça, outros na média de COP$10mil. A outra opção é na Cidade Murada entre a Plaza de los Coches e a Plaza de la Aduana.
No domingo à noite estávamos caminhando em Getsemaní e vimos um amontoado de gente na frente de uma igreja na Plaza de la Santísima Trinidad. Curiosidade bateu forte e chegamos lá e estava rolando uma aula de zumba com dezenas de pessoas participando. Adoro esse clima tropical de atividades na rua e os locais e turistas se divertindo juntos.
Uma coisa que eu adoro na cultura latina é que nem tudo envolve fazer muito dinheiro.

Uma atração na cidade é o Castillo San Felipe de Barajas que na verdade é o maior forte construído pelos espanhóis em suas colônias. A construção começou em 1536 e passou por várias mudanças, inclusive diversos túneis que é possível visitar. A entrada custa 25 mil pesos colombianos e vale ir na hora do almoço pois todos os grupos de excursão chegaram depois das 15h. Tem uma vista da cidade toda.



terça-feira, abril 04, 2017

Colômbia

Ano passado fui pra Cuba e não tive energia pra escrever sobre o assunto por causa da visita da minha mãe mas vamos ver se dessa vez vai.
Fazia muitos anos que eu tinha vontade de ir a Cartagena. Primeiro porque adoro a obra do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, principalmente O Amor nos Tempos do Cólera. Segundo porque assim que um viajante italiano me contou sobre o Parque Tayrona em 1999, eu quis muito conhecer aquele lugar. Já tinha convidado muita gente pra viajar comigo mas nunca tinha dado certo. E viva 2017! Dessa vez deu e nem fui eu que botei pilha.

Depois de 24 horas viajando entre Los Angeles - Dallas (troca de aeroporto) - Bogotá, finalmente a chegada em Cartagena num clima pra lá de úmido e calor de 31ºC. Delícia. Ai ai, vida tropical e férias têm tudo a ver.

Primeiras Impressões

Desde um Encontro Latinoamericano que participei em 1996 na Venezuela, eu sempre tive uma ótima impressão dos colombianos. São simpáticos, atenciosos e super gente boa. Inclusive tenho uns bons amigos de Bogotá em LA. Foi naquela época que começou a minha vontade de conhecer o país mas os comentários sobre a segurança não eram nada animadores.

Encontrei vários brasileiros pelas ruas, muitos visitando a cidade por causa de um cruzeiro de 7 dias que sai de lá. Fico feliz por isso pois eu sei que nós brasileiros sempre viramos as costas para os nossos vizinhos.

Cada vez que viajo pra um país latino, vejo várias similaridades com a terrinha em termos de comida, tempero, costumes, até detalhes bobos como o lixo do banheiro com sacola de supermercado, coisa que eu não vejo aqui. Também percebo que nós latinos viajamos com uma mentalidade mais "o quanto posso economizar" ao invés de "o quanto posso gastar" como os americanos com quem viajei.

Ainda bem que consigo me virar no espanhol pois não encontrei muita gente que falasse inglês e até ajudei umas brasileiras em algumas negociações na praia.

Ninguém me ofereceu cocaína nas ruas. Sei lá, eu sei que é um baita estereótipo mas pensei que isso ia acontecer em algum bar como aconteceu em Amsterdam ou Floripa.

Segurança
A parte turística de Cartagena, assim como Santa Marta são super seguras. Em momento algum senti que estava correndo perigo. A área conta com mais de 2 mil policiais de turismo, algo inédito pra mim (alô Rio de Janeiro, polícia de turismo!). Aliás, vi muitos policiais em todos os cantos, nas estradas, ruas, praças, blitz. Provavelmente porque além do turismo, a área tem também os portos que levam as drogas pra outros lugares.

Comida
Comida caribenha é tudo de bom. A comida típica naquela região é arroz de coco, patacones (tipo um "cookie" de banana frita nem doce nem salgado) e carne acompanhado de uma salada de repolho e sopa. Me esbaldei de peixe fresco e camarão. O suco famoso da região é a limonada de coco. Amei! Preços dos pratos em média de COP$20 mil a COP$40mil. Recomendo o restaurante La Mulata e pra quem é vegetariano, o restaurante Girasoles que é super em conta, ambos na Cidade Murada. Um pouco menos em conta mas bem cotado em vários sites e no Lonely Planet é o Agua de Mar que serve tapas e bons drinks. Outro restaurante muito bom é o Plaza Majagua, ideal pra um jantar mais tarde e os pratos são bem servidos. E eu como amo crepe e sorvete, recomendo o Crepes & Waffles que é uma cadeia de restaurantes na América Latina. O ponto do centro histórico é super despojado.

La Mulata - Calle Quero 9 58
Girasoles - Calle de los Puntales No. 37-01
Agua de Mar - Calle del Santísimo #8-15
Plaza Majagua - Calle de la Tablada 7-12
Crepes & Waffles - Calle del Baloco, Edificio Piñeres, local 1

terça-feira, março 21, 2017

Mulheres...

Mulher brasileira é um bicho muito esquisito pro meu entendimento. Nunca vou entender esse ciúmes doentio. Acho que dá pra escrever um livro sobre as ceninhas que já presenciei. Uma amiga me disse que sou do século XXII. Ao contrário, só não acho que eu seja do século XIX e sou provavelmente a mais careta da minha turma.
A esposa de um amigo está viajando pela Califórnia com uma amiga. Dois anos atrás veio o marido dela com o melhor amigo e eles vieram me visitar. Somos amigos desde que eu tinha 16 anos. A esposa do outro amigo já tinha dado chilique porque eu e ele batemos fotos encostados um no outro sem absolutamente nenhuma maldade. Bom, pra começar é daquele pessoal que faz perfil conjunto no Facebook. Comentei na foto dela pra aproveitar bem a viagem e ela apagou.
Eita povinho mais desconfiado e neurótico.

Às vezes bate saudade do Brasil mas nessas horas agradeço por não estar lá. Essas situações sempre me estressaram em Floripa.
Essa coisa de casal não ter mais nenhuma privacidade, checar Facebook e email do outro. Ui!
Eu era moleque e gostava de andar com homem porque os assuntos que me interessavam eram cultura e esportes radicais. Sempre rolou o maior respeito entre eu e eles. Mas aí é arranjar namorada, casar e "Deus me livre" continuar sendo amiga deles. Acaba a amizade na hora.
E aqui a quantidade de esposa brasileira que escreve em nome do marido quando procura por aulas? Coincidentemente são os que nunca começaram a estudar.

Agradecida pelas pessoas daqui onde jamais presenciei esse tipo de situação. Agradecida por viver num clima de respeito, confiança, comunicação e sinceridade. Sou amiga dos namorados e maridos e vice-versa. Nunca dei chilique pelo namorado ter amizade do sexo oposto ou até mesmo com ex-namorada. Ainda bem. Jamais vou querer viver nesse clima de paranoia e desconfiança. Se eu não puder confiar no companheiro, não vale a pena.

Diário de Bordo

Residência em 2 países
13 outros países visitados
13 estados brasileiros
13 estados americanos

domingo, março 19, 2017

Primavera



O resto do país adora falar que as estações em Los Angeles não existem. Tá certo que a gente não tem nevasca mas eu vejo as estações claramente. Depois do inverno mais chuvoso da Califórnia, tudo está verde e começando a florir. Em toda caminhada que eu faço, encontro várias flores pelo caminho. Está lindo!

segunda-feira, março 06, 2017

Idyllwild

Desde que minha amiga Violeta se mudou pra Idyllwild há 5 anos, eu andava curiosa pra conhecer essa cidadezinha cerca de 2,5 horas de Los Angeles. É uma montanha imponente no meio do deserto como se fosse uma ilha "pra cima".
A cidade fica a quase 6 mil pés (1.800m) de altitude e tem 4 mil habitantes. É estranho imaginar um lugar que neva no meio do deserto. A placa da cidade diz que é a terra da aventura, música, arte e harmonia. E deu pra perceber. A maioria dos restaurantes tem obras de arte e música ao vivo. Eu adoro essas cidades pequenas em lugares montanhosos, cheio de árvores, artistas, rios, enfim natureza e arte. Idyllwild é um lugar charmosinho do jeito que eu imaginava.
O prefeito da cidade (que é incorporada a Riverside) é um cachorro Golden Retriever chamado Max II.
A única coisa que eu estava insegura de ir era ter que dormir na van num frio de 2ºC mas deu pra aguentar numa boa.
Fizemos 2 trilhas pequenas mas uma foi no meio da neve. Vou ter que voltar no verão com certeza.
Quando descemos a montanha, vimos o deserto bem verdinho por causa dos 3 meses de chuva intensa neste inverno. Lindo!

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Composteira

Com toda a umidade neste inverno, minha composteira finalmente encheu de minhoca vermelha ao invés dos bichos brancos nojentos.
Pequenas felicidades do dia-a-dia.

Livrando-se dos preconceitos

Já vou alertando que esse post é sobre a bissexualidade alheia. Eu sempre me considerei uma pessoa super liberal mas de vez em quando percebo um resquício conservador de quem passou grande parte da vida numa cidade relativamente conservadora. Nunca é tarde pra ver que ainda tenho preconceitos e tentar corrigí-los.

Um tempo atrás, um amigo veio me contar que finalmente conseguia se assumir bissexual. Na minha cabecinha veio o pensamento:
- Será que ele é gay mas ainda não consegue admitir isso?
- Será que realmente existe homem que gosta de homem e mulher?

Outro dia uma amiga veio me perguntar se eu entraria numa relação com um homem bissexual e a resposta veio rápido:
- Provavelmente não.

Mas agora meses depois, percebo que esse pensamento é limitado. Se existe mulher bissexual (que aliás parece bem mais aceitável pela sociedade), por que não existiria homem bissexual também? Um dos meus primeiros alunos me disse que muito homem casado (com mulher) dava em cima dele porque eles queriam uma experiência diferente. Outra amiga me explicou que gosta de ver 2 homens juntos porque é uma energia completamente diferente do que ela pode proporcionar, que é algo mais agressivo e ela acha isso super sexy. E convenhamos, acho que a maioria dos homens curte muito fazer sexo anal, não é não? Hoje em dia, me dou conta de que tenho mais amigos bissexuais do que imaginava.
E por que eu me considero tão contra em me relacionar com alguém que gosta do ser humano ao invés do gênero? Eu sei que na minha época de adolescência em Floripa não se falava muito disso mas atualmente esse assunto (ou talvez as pessoas das metrópoles) já falam sobre isso com mais naturalidade.
Hora de expandir mais a cabecinha e perceber que eram preconceitos desnecessários.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Distância da Terrinha

Em janeiro fez 3 anos que não vou ao Brasil. Às vezes parece que faz muito mais. Ao mesmo tempo que me sinto cada vez mais brasileira, eu estou completamente por fora do Brasil em termos de cultura, música, cinema...super desatualizada mas também, né? Última vez que fui a Floripa, só rolava música sertaneja. Daí não dá mesmo.
Bate saudade quando vejo as fotos maravilhosas das praias e do verão. Apesar de curtir bastante a vida cultural na cidade grande, continuo com vontade de ter um quintal com uma grande horta e galinha pois eu já ando bem mais caseira que 10 anos atrás.
O fato é que metade da juventude foi passada na efervescência cultural carioca e a outra parte no sítio do vô com galinha, codorna, coelho, vaca e muita fruta, verdura e legume colhidos na hora. Quero um ar menos poluído, uma estrada menos engarrafada, vizinhos gentis e minha internet, que sem ela não vivo mais. Mas será que não sentiria falta dessa incrível variedade de opções e mentes super liberais?
No sábado, por exemplo, fui num rinque de patinação. Super divertido! No dia anterior, trilha com cachoeira, que aliás tem várias na cidade. Dezesseis anos nesta cidade e raramente falta opção de coisa pra fazer, apesar da preguiça me fazer ficar muuuuuuuuito em casa.

domingo, fevereiro 19, 2017

Hollywood

Quem assistiu Rebelde Sem Causa com James Dean onde há uma cena no Griffith Observatory? Ou Uma Linda Mulher filmado em Beverly Hills? Para um recém-chegado em Hollywood, é impossível não lembrar as várias cenas famosas que assistimos ao longo de nossas vidas. Algumas são claras e mostram pontos turísticos bem conhecidos de Los Angeles como o pier de Santa Monica ou o letreiro e outras mais sutis onde só os residentes reconhecem mas para os amantes de cinema, LA é uma prova de reconhecimento de cenas que nos marcaram.
Em tempos de telas grandes de televisão e Roku TV, eu raramente vou ao cinema hoje em dia a não ser que seja um filme em que vou curtir muito a fotografia.
O filme que escolhi neste início de ano foi La La Land, um musical estrelado pelo gostoso Ryan Gosling e os olhos penetrantes de Emma Stone. Apesar de preferir histórias mais intensas, foi interessante assistir um musical moderno que homenageia a cidade que moro há 16 anos. O filme já começa com um engarrafamento na freeway 105 e de quebra alguém bamboleando. Também fala da vida de ator iniciante e seus testes de gravações. Tem um tom anos 40, já que foi a era dourada dos musicais e pelo protagonista ser um músico de jazz mas sem uma extrema cantoria que eram os musicais da época.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Amori para Prefeito

É Valentine's Day!
Ótima oportunidade para falar da campanha do amigo Paul E. Amori para prefeito. Na verdade esse amigo era conhecido por outro nome e criou esse personagem há alguns anos quando começou a produzir festas e espaço artístico de Valentine's Day e festivais, tudo em nome do amor. No ano passado ele registrou o novo nome dele, algo bem fácil de se fazer nos EUA e contou que ia se candidatar a prefeito. Eu achei que era zoação mas de repente lá estava o Amori coletando assinaturas para a candidatura pelo Partido do Amor.
No dia 7 de março tem eleições. Como não tem campanha, panfletos e o voto não é obrigatório, muita gente nem sabe sobre as eleições.


sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Mais Trabalho

Depois de um ano com pouquíssimo trabalho e torrando todas as minhas economias, esse ano preciso correr atrás do prejuízo. Estou focada em conseguir qualquer trabalho, antes que eu tenha que me mudar pra sala da minha mãe por não conseguir mais pagar o aluguel e conta médica.
Eu sempre me virei desde os 15 anos. Acredito que esse ano eu encontro uma saída.
Estou aceitando tudo e avisando pros amigos: promoção, cuidar de cachorro, trabalho em bar, motorista...enfim qualquer bico. Nos EUA você aprende a deixar o orgulho da classe média brasileira e aceitar que qualquer trabalho é trabalho.

Hoje de manhã, um pensamento que vai e vem ao longo dos anos ressurgiu: estudar nutrição. Sempre fui apaixonada por isso desde os 15 anos. Hora de estudar a possibilidade.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Coração Partido

Esses dias alguém me perguntou se eu já parti muitos corações. Nunca tinha pensado nisso mas cheguei a conclusão de que nunca fiz isso, a não ser um amor platônico.
Nas histórias breves, eles que caíram fora. Em duas longas fui eu mas foi tudo aos poucos e a gente manteve a amizade, provavelmente porque eu levo anos até entrar em outra relação.
Taí uma coisa pra ter orgulho: não machucar os outros.

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Criatividade

Essa palavra anda circulando na minha cabeça.
Eu sinto falta de criar e de estar mais em sintonia com a criatividade. Eu me considerava bem criativa quando era criança mas aqui acho que o modo sobrevivência apagou um pouco isso em mim. Algumas pessoas dizem que sou muito criativa no meu jeito de vestir. Eu soltava um pouco a criatividade na criação dos bambolês mas agora que não tenho feito mais, falta encontrar algo pra mexer nessa parte do cérebro.
O que será? Como desenvolver a criatividade?


domingo, janeiro 29, 2017

A Semana em LA

A chuva deu uma tregua de uma semana mas o friozinho continua.
E como já mencionei inúmeras vezes, a vantagem de morar em cidade grande é a variedade de opções culturais (ainda mais aqui em LA).
Na quinta fui no evento Uma Noite de Ideias - Utopia realizado no complexo artístico Bergamot Station.
O evento teve vários debates, palestras e arte relacionado a utopia, uma palavra que sempre gostei e usei bastante. O primeiro debate que assisti foi sobre neurotecnologia e os avanços da ciência em mobilidade e problemas neurológicos. O segundo sobre utopia em Los Angeles e gostei muito dessa frase de um dos palestrantes:
"A arte não muda o mundo. A arte inspira as pessoas a quererem mudar o mundo". Yuval Sharon
O terceiro foi sobre filosofia pós-empatia que discutiu pós-colonialismo na França, imigração, ser estrangeiro, etc.

Ontem foi a terceira edição da Night on Broadway. Eu não estava me sentindo bem mas não queria perder o evento. Trata-se de um movimento de revitalização dos teatros na Broadway. São teatros lindos construídos nos anos 30 e que ficaram fechados por muito tempo. Em 3 anos, o tamanho do evento triplicou. Assisti um pouquinho de Oingo Boingo. Há anos quero assistir William Close and the Earth Harp que é um artista local, amigo dos meus amigo e toca uma harpa super diferente.  Ele foi finalista do America Got Talent uns anos atrás. A chance de assistí-lo finalmente chegou.  E pra melhorar, a projeção em 360º de Samskara de Android Jones, que atualmente é meu artista favorito.

domingo, janeiro 22, 2017

Marcha das Mulheres

Como não se emocionar com esse movimento lindo que foi a Marcha das Mulheres ontem? As amigas feministas em Floripa me perguntaram como foi mas não sei nem por onde começar.

Acho que vou começar pelo transporte em Los Angeles. A maioria dos angelenos raramente usa transporte público a não ser que a gente vá ao Centro da cidade. A partir das 8:30 da manhã de ontem todos os ônibus, metrô, Uber e Lyft tinham uma fila gigantesca e algumas pessoas levaram 3 horas pra chegar ao Centro. A manhã na cidade ficou intransitável, algo nunca visto antes.
Aliás, não lembro de ter visto nenhum protesto antes que tenha envolvido 4 milhões de pessoas no mundo, incluindo até a Antártida! Números aqui.

"Mantenha seus rosários fora dos meus ovários"
Los Angeles, Chicago, New York e Washington DC tiveram o maior número de participantes. Os números em Los Angeles variam de 200 mil a 750 mil e a manifestação tomou mais de 7 quarteirões. Vale lembrar que é inverno aqui no hemisfério Norte e bem rigoroso lá nos estados acima da Califórnia. Washington DC teve 3x mais participantes (mais de 500 mil pessoas) na marcha do que na posse do presidente no dia anterior.

No Facebook, deu pra constatar que a grande maioria dos meus amigos - tanto homens quanto mulheres - participou da passeata. Eu resolvi ir somente de tarde já que não havia transporte pro centro. Dá orgulho fazer parte desse momento histórico, o maior protesto realizado nos Estados Unidos. Dá orgulho ver que as pessoas em minha volta se importam com um mundo melhor com menos discriminação.

Na marcha de Los Angeles, the Edge do U2 tocou In the Name of Love. Foi legal também ver os inúmeros cartazes sobre várias questões mas acho que a maioria envolvia críticas ao Trump.
Valeu! Um dia pra ser lembrado.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Salton Sea


Acho que nunca comentei aqui mas realizei um antigo sonho há 2 anos: adquirir uma camper van. Sempre quis ter uma mas sabe aquelas coisas que parecem sonhos meio inalcansáveis? Depois de muita ralação em festival onde tinha 2 horas de sono por noite, ter que desmontar acampamento era uma tortura. Daí em 2015 quando fui trabalhar no LIB, soube que a temperatura à noite ia cair pra 5ºC. Essa coisa de passar frio não é comigo e depois da doença, uma boa noite de sono ficou mais importante pra mim. Comprei a van na correria e finalmente pude dormir bem num festival. Mesmo que a van esteja caindo aos pedaços, que foi uma loucura gastar essa grana (ainda assim mais barato que a maioria dos carros), valeu muito a pena.
Tenho usado desde então pra trabalhar nos festivais mas essa semana é a primeira vez que estou usando a passeio. Estou em Salton Sea, a 3hs de Los Angeles, num camping resort que é basicamente uma comunidade de aposentados. Tem águas termais, sinuca, academia e o lugar é super baratinho.  
E todo mundo aqui é tão querido e simpático. Achei muito legal ver essa comunidade de aposentados em atividades juntos, conversando, jogando dominó, montando quebra-cabeça, jogando volei na piscina e acima de tudo, felizes.
Além de ter passado 6 dias descansando em águas termais, foi bom ver um futuro mais interessante na minha aposentadoria: comunidades ativas de aposentados. Assim não preciso passar minha velhice tão sozinha. Comunidade é tudo!

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Muita Chuva

Depois de 5 anos de seca, a chuva não para nesse inverno. Hoje li que depois desses 2 meses de chuva intensa, a área atingida diminuiu 42%. Viva!
Eu não gosto muito de chuva mas estou adorando a ideia de que nossas reservas de água, rios e lagos estão subindo. O ar está mais limpo, os morros mais verdinhos e assim meu cansaço de Los Angeles diminui também.
Essa é a única vantagem de não estar trabalhando. Ficar em casa com essa chuvinha, no friozinho de 9ºC, tomando um chazinho e assistindo Netflix.
Essa semana comecei a assistir OA. E por falar nisso, assistiram o show da Netflix Brasil chamado 3%? Curti muito.

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Bilingue

Tenho uma nova barreira no blog.
Apesar de cometer erros em português, ainda é a língua em que sinto mais à vontade pra escrever. Muuuuuito mais! 
Só que em termos de material online, prefiro mil vezes as páginas em inglês. Tem muito mais informação sobre qualquer assunto seja sobre saúde, espiritualidade ou o que for. Além do que são mais objetivas e visualmente dinâmicas. E ainda tem os trocentos vídeos maravilhosos que tenho assistido no TED talk. Então fica complicado quando quero compartilhar aqui um assunto pois o material de pesquisa é geralmente em inglês. 
Até comecei um blog em inglês recentemente mas são mais coisas que leio por aí e copio. Uma espécie de Instapaper. 
E agora, José?