domingo, abril 23, 2017

Playa Blanca - Baru

Antes da viagem, pesquisamos que praias visitar na região pois afinal Caribe, né? Cada website falava uma coisa diferente sobre ilhas disso, ilhas daquilo e vários comentários como excesso de turistas, água cristalina ou muito caro.
Depois de uma recomendação de um casal argentino em Cartagena, resolvemos passar uma noite em Playa Blanca que é a praia mais famosa da região. A maioria dos turistas geralmente pega uma lancha rápida e passa o dia na praia entre 10hs e 3:30. Resolvemos fazer diferente. Pegamos o ônibus e passamos a noite lá. As acomodações são as mais rústicas que fiquei na minha vida. São cabanas super precárias, teto de palha, banho de caneca e privada de balde.
O bom de ter feito isso é que entre 4 e 6 da tarde e bem cedinho, a praia estava praticamente vazia.
A água realmente tem uma cor linda, aquela coisa de foto de mar caribenho.
No entanto eu não voltaria lá. O problema não é nem os turistas, é a quantidade de vendedores em cima de você e os jet-skis juntamente com o cheiro de óleo. Pra se ter uma ideia, assim que saímos do ônibus, um moleque já fica te seguindo puxando assunto pra se hospedar na pousada dele e o moleque fica no pé. Uma outra mulher me seguiu a praia toda na tentativa dela fazer massagem em mim.
Ai não, quero paz.
De qualquer forma, o nascer e o por do sol foram maravilhosos sem vendedores, nem cheiro de óleo e nem barulho de jet ski.

Hospedagem - média de COP$60 mil
O lugar que pareceu melhorzinho era o Parador Playa Blanca mas a diária era de $150mil.

Transporte - lancha demora 30 minutos e ônibus 50 minutos. Tem um que sai do Hostel Mamallena ou El Viajero (ida e volta COP$50 mil)





segunda-feira, abril 17, 2017

Bogotá e Cartagena

Bogotá
Na ida e na volta tivemos um layover em Bogotá de 7 horas e como o aeroporto fica a 12km do Centro, pegamos um táxi e fomos dar uma volta no bairro da Candelaria (centro). O motorista de táxi explicou que Bogotá é uma cidade voltada muito pro trabalho, tipo São Paulo. Mesmo exausta, não pude deixar de dançar um pouquinho no único bar mais animado. Parece que todos os bares fecham às 3 da manhã. Foi uma boa reintrodução a América do Sul. Anos atrás eu não suportava música latina mas agora dependendo do ritmo, adoro o remelexo. Os policiais e o motorista de táxi ficaram super preocupados com o fato de a gente caminhar 3 quadras sozinhos no meio da noite mas eu achei super tranquilo. Sei lá, quem viveu 7 anos no Rio raramente encontra outro lugar que dê mais medo.
O que eu não tinha me ligado antes era o fato da cidade ficar a 2600m de altitude. Frio de 13ºC e eu nada preparada pra inverno, tive que dar uma de alemã e usar meia com sandália e congelar mesmo. Eu não queria trazer roupas de inverno e sapato só pra algumas horas de frio. Eles disseram que raramente a temperatura passa de 21ºC. Estranho ver uma cidade tão perto do Caribe ser tão fria.

Cartagena
A cidade tem uma história rica de invasões, piratas e exploração. Sempre teve um porto importante que nos tempos de colônia servia para escoar o tesouro tomado pelos espanhóis. Na época das caravelas, Cartagena foi atacada por franceses e ingleses e por isso um muro foi construído em volta da cidade para protegê-la.
Passamos 3 dias num AirBnb na Cidade Murada. Caminhamos bastante por tudo. Eu não estava preocupada em encontrar muita coisa pra fazer além de curtir os restaurantes, a arquitetura colonial, o por do sol e algumas apresentações de música e dança na rua.
Sim, é uma área bem turística principalmente porque ficamos lá durante o fim de semana mas não achei muito exagerado. Os vendedores ficam um pouquinho em cima mas nada comparado com a República Dominicana.

Parque Fernandez de Madrid (que é uma praça) é um local interessante. Tem o bar KGB, com decoração russa (e o mais caro que fomos). No outro lado da rua, um bar cubano. Deve ser a esquina socialista. Num lado da praça sempre música ao vivo rolando e no outro lado, ótimos restaurantes. Também tem artesãos e uma loja & museu de chocolate (amo!).

Vida Noturna - Pra sair à noite naquela área, uma boa opção é a rua principal de Getsemaní com vários bares e boates. Uns são de graça, outros na média de COP$10mil. A outra opção é na Cidade Murada entre a Plaza de los Coches e a Plaza de la Aduana.
No domingo à noite estávamos caminhando em Getsemaní e vimos um amontoado de gente na frente de uma igreja na Plaza de la Santísima Trinidad. Curiosidade bateu forte e chegamos lá e estava rolando uma aula de zumba com dezenas de pessoas participando. Adoro esse clima tropical de atividades na rua e os locais e turistas se divertindo juntos.
Uma coisa que eu adoro na cultura latina é que nem tudo envolve fazer muito dinheiro.

Uma atração na cidade é o Castillo San Felipe de Barajas que na verdade é o maior forte construído pelos espanhóis em suas colônias. A construção começou em 1536 e passou por várias mudanças, inclusive diversos túneis que é possível visitar. A entrada custa 25 mil pesos colombianos e vale ir na hora do almoço pois todos os grupos de excursão chegaram depois das 15h. Tem uma vista da cidade toda.



terça-feira, abril 04, 2017

Colômbia

Ano passado fui pra Cuba e não tive energia pra escrever sobre o assunto por causa da visita da minha mãe mas vamos ver se dessa vez vai.
Fazia muitos anos que eu tinha vontade de ir a Cartagena. Primeiro porque adoro a obra do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, principalmente O Amor nos Tempos do Cólera. Segundo porque assim que um viajante italiano me contou sobre o Parque Tayrona em 1999, eu quis muito conhecer aquele lugar. Já tinha convidado muita gente pra viajar comigo mas nunca tinha dado certo. E viva 2017! Dessa vez deu e nem fui eu que botei pilha.

Depois de 24 horas viajando entre Los Angeles - Dallas (troca de aeroporto) - Bogotá, finalmente a chegada em Cartagena num clima pra lá de úmido e calor de 31ºC. Delícia. Ai ai, vida tropical e férias têm tudo a ver.

Primeiras Impressões

Desde um Encontro Latinoamericano que participei em 1996 na Venezuela, eu sempre tive uma ótima impressão dos colombianos. São simpáticos, atenciosos e super gente boa. Inclusive tenho uns bons amigos de Bogotá em LA. Foi naquela época que começou a minha vontade de conhecer o país mas os comentários sobre a segurança não eram nada animadores.

Encontrei vários brasileiros pelas ruas, muitos visitando a cidade por causa de um cruzeiro de 7 dias que sai de lá. Fico feliz por isso pois eu sei que nós brasileiros sempre viramos as costas para os nossos vizinhos.

Cada vez que viajo pra um país latino, vejo várias similaridades com a terrinha em termos de comida, tempero, costumes, até detalhes bobos como o lixo do banheiro com sacola de supermercado, coisa que eu não vejo aqui. Também percebo que nós latinos viajamos com uma mentalidade mais "o quanto posso economizar" ao invés de "o quanto posso gastar" como os americanos com quem viajei.

Ainda bem que consigo me virar no espanhol pois não encontrei muita gente que falasse inglês e até ajudei umas brasileiras em algumas negociações na praia.

Ninguém me ofereceu cocaína nas ruas. Sei lá, eu sei que é um baita estereótipo mas pensei que isso ia acontecer em algum bar como aconteceu em Amsterdam ou Floripa.

Segurança
A parte turística de Cartagena, assim como Santa Marta são super seguras. Em momento algum senti que estava correndo perigo. A área conta com mais de 2 mil policiais de turismo, algo inédito pra mim (alô Rio de Janeiro, polícia de turismo!). Aliás, vi muitos policiais em todos os cantos, nas estradas, ruas, praças, blitz. Provavelmente porque além do turismo, a área tem também os portos que levam as drogas pra outros lugares.

Comida
Comida caribenha é tudo de bom. A comida típica naquela região é arroz de coco, patacones (tipo um "cookie" de banana frita nem doce nem salgado) e carne acompanhado de uma salada de repolho e sopa. Me esbaldei de peixe fresco e camarão. O suco famoso da região é a limonada de coco. Amei! Preços dos pratos em média de COP$20 mil a COP$40mil. Recomendo o restaurante La Mulata e pra quem é vegetariano, o restaurante Girasoles que é super em conta, ambos na Cidade Murada. Um pouco menos em conta mas bem cotado em vários sites e no Lonely Planet é o Agua de Mar que serve tapas e bons drinks. Outro restaurante muito bom é o Plaza Majagua, ideal pra um jantar mais tarde e os pratos são bem servidos. E eu como amo crepe e sorvete, recomendo o Crepes & Waffles que é uma cadeia de restaurantes na América Latina. O ponto do centro histórico é super despojado.

La Mulata - Calle Quero 9 58
Girasoles - Calle de los Puntales No. 37-01
Agua de Mar - Calle del Santísimo #8-15
Plaza Majagua - Calle de la Tablada 7-12
Crepes & Waffles - Calle del Baloco, Edificio Piñeres, local 1

terça-feira, março 21, 2017

Mulheres...

Mulher brasileira é um bicho muito esquisito pro meu entendimento. Nunca vou entender esse ciúmes doentio. Acho que dá pra escrever um livro sobre as ceninhas que já presenciei. Uma amiga me disse que sou do século XXII. Ao contrário, só não acho que eu seja do século XIX e sou provavelmente a mais careta da minha turma.
A esposa de um amigo está viajando pela Califórnia com uma amiga. Dois anos atrás veio o marido dela com o melhor amigo e eles vieram me visitar. Somos amigos desde que eu tinha 16 anos. A esposa do outro amigo já tinha dado chilique porque eu e ele batemos fotos encostados um no outro sem absolutamente nenhuma maldade. Bom, pra começar é daquele pessoal que faz perfil conjunto no Facebook. Comentei na foto dela pra aproveitar bem a viagem e ela apagou.
Eita povinho mais desconfiado e neurótico.

Às vezes bate saudade do Brasil mas nessas horas agradeço por não estar lá. Essas situações sempre me estressaram em Floripa.
Essa coisa de casal não ter mais nenhuma privacidade, checar Facebook e email do outro. Ui!
Eu era moleque e gostava de andar com homem porque os assuntos que me interessavam eram cultura e esportes radicais. Sempre rolou o maior respeito entre eu e eles. Mas aí é arranjar namorada, casar e "Deus me livre" continuar sendo amiga deles. Acaba a amizade na hora.
E aqui a quantidade de esposa brasileira que escreve em nome do marido quando procura por aulas? Coincidentemente são os que nunca começaram a estudar.

Agradecida pelas pessoas daqui onde jamais presenciei esse tipo de situação. Agradecida por viver num clima de respeito, confiança, comunicação e sinceridade. Sou amiga dos namorados e maridos e vice-versa. Nunca dei chilique pelo namorado ter amizade do sexo oposto ou até mesmo com ex-namorada. Ainda bem. Jamais vou querer viver nesse clima de paranoia e desconfiança. Se eu não puder confiar no companheiro, não vale a pena.

Diário de Bordo

Residência em 2 países
13 outros países visitados
13 estados brasileiros
13 estados americanos

domingo, março 19, 2017

Primavera



O resto do país adora falar que as estações em Los Angeles não existem. Tá certo que a gente não tem nevasca mas eu vejo as estações claramente. Depois do inverno mais chuvoso da Califórnia, tudo está verde e começando a florir. Em toda caminhada que eu faço, encontro várias flores pelo caminho. Está lindo!

segunda-feira, março 06, 2017

Idyllwild

Desde que minha amiga Violeta se mudou pra Idyllwild há 5 anos, eu andava curiosa pra conhecer essa cidadezinha cerca de 2,5 horas de Los Angeles. É uma montanha imponente no meio do deserto como se fosse uma ilha "pra cima".
A cidade fica a quase 6 mil pés (1.800m) de altitude e tem 4 mil habitantes. É estranho imaginar um lugar que neva no meio do deserto. A placa da cidade diz que é a terra da aventura, música, arte e harmonia. E deu pra perceber. A maioria dos restaurantes tem obras de arte e música ao vivo. Eu adoro essas cidades pequenas em lugares montanhosos, cheio de árvores, artistas, rios, enfim natureza e arte. Idyllwild é um lugar charmosinho do jeito que eu imaginava.
O prefeito da cidade (que é incorporada a Riverside) é um cachorro Golden Retriever chamado Max II.
A única coisa que eu estava insegura de ir era ter que dormir na van num frio de 2ºC mas deu pra aguentar numa boa.
Fizemos 2 trilhas pequenas mas uma foi no meio da neve. Vou ter que voltar no verão com certeza.
Quando descemos a montanha, vimos o deserto bem verdinho por causa dos 3 meses de chuva intensa neste inverno. Lindo!

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Composteira

Com toda a umidade neste inverno, minha composteira finalmente encheu de minhoca vermelha ao invés dos bichos brancos nojentos.
Pequenas felicidades do dia-a-dia.

Livrando-se dos preconceitos

Já vou alertando que esse post é sobre a bissexualidade alheia. Eu sempre me considerei uma pessoa super liberal mas de vez em quando percebo um resquício conservador de quem passou grande parte da vida numa cidade relativamente conservadora. Nunca é tarde pra ver que ainda tenho preconceitos e tentar corrigí-los.

Um tempo atrás, um amigo veio me contar que finalmente conseguia se assumir bissexual. Na minha cabecinha veio o pensamento:
- Será que ele é gay mas ainda não consegue admitir isso?
- Será que realmente existe homem que gosta de homem e mulher?

Outro dia uma amiga veio me perguntar se eu entraria numa relação com um homem bissexual e a resposta veio rápido:
- Provavelmente não.

Mas agora meses depois, percebo que esse pensamento é limitado. Se existe mulher bissexual (que aliás parece bem mais aceitável pela sociedade), por que não existiria homem bissexual também? Um dos meus primeiros alunos me disse que muito homem casado (com mulher) dava em cima dele porque eles queriam uma experiência diferente. Outra amiga me explicou que gosta de ver 2 homens juntos porque é uma energia completamente diferente do que ela pode proporcionar, que é algo mais agressivo e ela acha isso super sexy. E convenhamos, acho que a maioria dos homens curte muito fazer sexo anal, não é não? Hoje em dia, me dou conta de que tenho mais amigos bissexuais do que imaginava.
E por que eu me considero tão contra em me relacionar com alguém que gosta do ser humano ao invés do gênero? Eu sei que na minha época de adolescência em Floripa não se falava muito disso mas atualmente esse assunto (ou talvez as pessoas das metrópoles) já falam sobre isso com mais naturalidade.
Hora de expandir mais a cabecinha e perceber que eram preconceitos desnecessários.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Distância da Terrinha

Em janeiro fez 3 anos que não vou ao Brasil. Às vezes parece que faz muito mais. Ao mesmo tempo que me sinto cada vez mais brasileira, eu estou completamente por fora do Brasil em termos de cultura, música, cinema...super desatualizada mas também, né? Última vez que fui a Floripa, só rolava música sertaneja. Daí não dá mesmo.
Bate saudade quando vejo as fotos maravilhosas das praias e do verão. Apesar de curtir bastante a vida cultural na cidade grande, continuo com vontade de ter um quintal com uma grande horta e galinha pois eu já ando bem mais caseira que 10 anos atrás.
O fato é que metade da juventude foi passada na efervescência cultural carioca e a outra parte no sítio do vô com galinha, codorna, coelho, vaca e muita fruta, verdura e legume colhidos na hora. Quero um ar menos poluído, uma estrada menos engarrafada, vizinhos gentis e minha internet, que sem ela não vivo mais. Mas será que não sentiria falta dessa incrível variedade de opções e mentes super liberais?
No sábado, por exemplo, fui num rinque de patinação. Super divertido! No dia anterior, trilha com cachoeira, que aliás tem várias na cidade. Dezesseis anos nesta cidade e raramente falta opção de coisa pra fazer, apesar da preguiça me fazer ficar muuuuuuuuito em casa.

domingo, fevereiro 19, 2017

Hollywood

Quem assistiu Rebelde Sem Causa com James Dean onde há uma cena no Griffith Observatory? Ou Uma Linda Mulher filmado em Beverly Hills? Para um recém-chegado em Hollywood, é impossível não lembrar as várias cenas famosas que assistimos ao longo de nossas vidas. Algumas são claras e mostram pontos turísticos bem conhecidos de Los Angeles como o pier de Santa Monica ou o letreiro e outras mais sutis onde só os residentes reconhecem mas para os amantes de cinema, LA é uma prova de reconhecimento de cenas que nos marcaram.
Em tempos de telas grandes de televisão e Roku TV, eu raramente vou ao cinema hoje em dia a não ser que seja um filme em que vou curtir muito a fotografia.
O filme que escolhi neste início de ano foi La La Land, um musical estrelado pelo gostoso Ryan Gosling e os olhos penetrantes de Emma Stone. Apesar de preferir histórias mais intensas, foi interessante assistir um musical moderno que homenageia a cidade que moro há 16 anos. O filme já começa com um engarrafamento na freeway 105 e de quebra alguém bamboleando. Também fala da vida de ator iniciante e seus testes de gravações. Tem um tom anos 40, já que foi a era dourada dos musicais e pelo protagonista ser um músico de jazz mas sem uma extrema cantoria que eram os musicais da época.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Amori para Prefeito

É Valentine's Day!
Ótima oportunidade para falar da campanha do amigo Paul E. Amori para prefeito. Na verdade esse amigo era conhecido por outro nome e criou esse personagem há alguns anos quando começou a produzir festas e espaço artístico de Valentine's Day e festivais, tudo em nome do amor. No ano passado ele registrou o novo nome dele, algo bem fácil de se fazer nos EUA e contou que ia se candidatar a prefeito. Eu achei que era zoação mas de repente lá estava o Amori coletando assinaturas para a candidatura pelo Partido do Amor.
No dia 7 de março tem eleições. Como não tem campanha, panfletos e o voto não é obrigatório, muita gente nem sabe sobre as eleições.