terça-feira, junho 27, 2017

Papo de Mulher

Já vou avisando que esse post é sobre menstruação, algo que durante anos tinha vergonha de falar qualquer coisa sobre isso. Por que, né? Nós mulheres sangramos mesmo e é perfeitamente natural.
Na verdade esse post é sobre menstruação X meio-ambiente, já que sempre me interessei em contribuir pro meio-ambiente da forma que eu pudesse.
Você sabia que a mulher usa em média 10 mil absorventes em sua vida? É muito lixo no planeta. Quando descobri a existência do coletor menstrual há uns 8 anos fiquei encantada a ponto de vender o produto para as amigas. Só que depois da minha cirurgia não consegui mais usar.
Esse ano descobri mais um produto que eu e minhas amigas estamos amando: a calcinha THINX. Isso mesmo! Calcinha que não vaza e é só lavar e reutilizar. Eu recomendo e não ouvi nenhuma crítica até agora. A longo prazo além de contribuir pra menos desperdício, ajuda o bolso também.
E ainda por cima essa empresa de Nova York envia o produto pra adolescentes na África que não podem comprar absorventes e sofrem por não poderem ir à escola quando estão menstruadas. Empresa com consciência social é isso.

www.thinx.com


segunda-feira, junho 19, 2017

Catalina Island e outras ilhas


Depois de 16 anos em Los Angeles, posso dizer que conheço essa cidade muito bem mas sempre é possível explorar mais.
Na sexta passei o dia em Avalon em Santa Catalina Island. Sempre achei curioso o fato de que a 20 milhas da costa de Los Angeles há uma ilha com quase o mesmo nome do lugar que nasci, a Ilha de Santa Catarina.
A ilha tem 35km de extensão mas há somente uma pequena vila de 3.500 habitantes, provavelmente porque água potável é bem limitada. O que mais me encantou foi a transparência da água. Andei de caiaque e pude ver vários peixes.

Eu sempre fui fascinada por estes pedaços de terra cercados de água por todos os lados e me vejo sempre visitando um canto assim. Algumas ilhas onde já botei os pés:

- Floripa
- Ilha do Mel
- Tinharé (Morro de São Paulo)
- Hawaii
- Cuba
- República Dominicana

Qual será a próxima? E você, qual sua ilha favorita?

quinta-feira, junho 15, 2017

Recado para os YouTubers

Hoje termino outro projeto do YouTube.
Minha maior dificuldade de trabalhar com os vídeos brasileiros são:

- são super repetitivos (tipo colégio) em que muita gente cria vídeos idênticos.
- vídeos extremamente longos.

Gente, se vocês querem exposição dos vídeos e eventualmente fazer dinheiro com isso, não adianta fazer vídeos de mais de 10 minutos. As pessoas não tem tempo nem paciência, principalmente se for alguém falando pra câmera sem nada mais. O ideal é que sejam vídeos curtos de 3 a 5 minutos.

Fica a dica!

terça-feira, junho 06, 2017

Xô Stress

Um dos meus maiores desafios é o controle do stress. Preciso aprender a manter a calma em situações difíceis. Às vezes parece que estou aprendendo a evitar o dito cujo e de repente percebo que regredi.
Durante o festival rolaram várias tensões entre a minha equipe (nem sempre em relação a mim). Eu não me dou bem em ambiente em que as pessoas ficam falando por trás. Só que ao invés de me manter calma e ficar na minha, eu fico tensa. Quero falar abertamente sobre a situação mas as pessoas odeiam encarar conflitos de frente ou na verdade sou eu que preciso me comunicar melhor. Quero fazer um bom trabalho e acabo me estressando por coisas desnecessárias.
Pra piorar, um dos atendentes do festival me esculachou numa lista online. Fiquei arrasada.
Eu adoro estar envolvida nisso e fico triste de dizer adeus mas é hora de encerrar esse ciclo. É preciso reconhecer que não me faz bem.

terça-feira, maio 30, 2017

LIB 2017

De volta do LIB. Eu não festei, não dancei e até dormi bastante mas acho que estou desidratada porque estou completamente exausta. Mal consigo ficar acordada hoje.
Eu acho que este foi meu último ano de trabalho em festival. Não é mais pra mim. Vejamos no ano que vem mas realmente deve ser minha aposentadoria.

Este ano cuidei do family camp, que foi bem tranquilo. Meus melhores momentos esse ano foram:

- ao lado da nossa área tinha um ninho de uma águia careca. Eu nunca tinha visto uma. Esse animal é o símbolo do país e ameaçado de extinção. A área em volta da árvore estava protegida pela lei federal com pessoas monitorando o nível de decibeis no local. Inclusive o festival terá que monitorar o ninho que tem filhotes durante 5 anos, com risco de receber uma multa salgada.

- no primeiro dia tive um sonho que encontrei um amigo que eu não via há 4 anos. Dois dias depois descubro que ele estava acampando bem perto de mim. Conversamos por 2 horas. Foi a primeira vez que tivemos "quality time".

terça-feira, maio 23, 2017

Porque eu vou pra festivais

Photo by Andrew Jorgensen
Hoje parto pro meu 13º Lightning in a Bottle Festival. Hoje em dia eu não frequento tantos festivais quanto antigamente. Não me considero "party animal". O que eu gosto mesmo é de estar envolvida na realização de um grande evento. Acho que em 2017 só vou trabalhar neste mas por que ainda curto essa cultura de festivais?

1) dar um tempo da internet
2) me exercitar
3) sair da cidade e ficar na natureza
4) convívio em comunidade
5) alimentação

  1. Eu sei que é necessário dar um tempo de eletrônicos de vez em quando mas é um desafio e tanto considerando que grande parte do meu trabalho é online e toda interação na cidade é feita com alguém grudado em algum aparelho. Esse é o único jeito de eu me afastar um pouco de tecnologia. 
  2. Eu sei que isso não é motivo pras pessoas irem a festivais mas como ainda não encarei uma academia, eu fico animada com a ideia de caminhar milhas por dia e se possível ainda dançar um bocado. Eu preciso de mais exercícios!
  3. Mesmo com milhares de pessoas em volta é bom não estar na cidade. Depois de uns dias, é bom também voltar à cidade e apreciar o nosso próprio chuveiro e privada e sair daquela poeira toda.
  4. Eu não tenho mais vontade de morar no mesmo teto com um monte de gente mas continuo com vontade de morar perto de amigos e de gente que divide os mesmos ideais e se envolver em projetos juntos. Enquanto isso não acontece, acordar num festival para trabalhar e se divertir com amigos sem precisar dirigir no trânsito da cidade é o mais próximo desse ideal de estar em comunidade.
  5. Isso só acontece quando vou a trabalho mas a comida vegetariana que eles preparam pros funcionários é fantástica. Acho que sou a única que engorda nesses festivais.

quarta-feira, maio 17, 2017

Da Série "Me Mordo de Ciúmes"

...ou nesse caso a falta dele.
Ano passado conheci um cara durante um retiro/festival e nos conectamos de cara durante um exercício de conexão e comunicação não-verbal de um workshop. Eu estava num processo de cura de uma depressão profunda e o olhar dele, por incrível que pareça, me deu força. Não foi nada sexual, só energia boa mesmo. Acontece que ele é casado e diga-se de passagem com uma das mulheres mais lindas que já conheci. Também gostei muito dela e ficamos amigas. Em geral mantenho minha distância por causa da minha herança cultural do ciúmes brasileiro.
Na última festa de aniversário que os encontrei, passei um tempo conversando com os dois e depois que ela saiu, eu e ele continuamos conversando por um tempão sobre a viagem que eles fizeram e afins. No final quando me despedi dela, ela disse:
- O Andrew te adora. Toda vez que ele te vê, ele gosta de conversar contigo.

Eu já sabia que essa turma tinha um grande nível de maturidade mas ainda assim fiquei surpresa. Cadê o chilique e a baixaria me chamando de piranha pra baixo? NAO TEM! Minha admiração por essa mulher tão segura aumentou ainda mais e que tranquilidade saber que posso continuar amiga do meu amigo.

Talvez esse seja um dos principais motivos de eu gostar de morar aqui. Paz de espírito sem desconfianças e neuroses.

segunda-feira, maio 15, 2017

Tubarão!

Aparentemente essa época do ano no sul da Califórnia é temporada de tubarão. Já havia acontecido no ano passado mas este ano foram avistados até agora 25 (o número varia de 10 a 25) tubarões-brancos jovens dando um rolê e alguns super próximos da areia.
A primeira notícia surgiu em Dana Point quando o helicóptero avisou para as pessoas que estavam com paddleboard saírem calmamente do mar pois havia 15 tubarões em volta deles. Imagina o apavoro?
Especialistas explicam que agora há uma abundância de comida nessa área para eles como o linguado e a arraia.

Vídeo AQUI

quarta-feira, maio 10, 2017

Santa Marta e Tayrona (2)

Já faz mais de um mês que voltei da viagem e ainda não arranjei tempo pra escrever sobre tudo. 
Os planos até chegar em Santa Marta era passar um ou dois dias acampada dentro do Parque Natural Tayrona mas tudo mudou quando chegamos no resort e bateu o apavoro de carregar um mochilão numa trilha de 2 horas. E diga-se de passagem, trilha que sobe, desce e caminha na areia da praia. Eu teria morrido. Chegando no acampamento do parque, percebemos que foi uma decisão certíssima. Com a umidade na frente da praia, os colchões dentro das barracas não são dos melhores. Deu pra sentir bem aquele cheirinho de mofo. 
Então só passamos um dia lá mas valeu muito. Adorei a trilha que é grande parte pela floresta e o restante final pelas praias. As praias são lindas, a água não tão quente quanto eu imaginava mas super gostosa, clara e limpa. A praia mais famosa e turística é Cabo San Juan que tem um mar mais calmo mas eu fiquei um pouco incomodada com a quantidade de lixo que os turistas deixam. 
Eu preferi La Piscina que tem coral e arrecifes que servem quase como uma muralha. 


video
Eu continuo uma jornalista de araque com pavor de câmera. Bate o nervosismo e eu falo coisas como tipos de espécies. Eita! Outra coisa. Esta praia não é La Piscina, é Arenales.

No dia seguinte nos mandamos para a última noite em Santa Marta. O centro tem vários barzinhos, lugares para dançar e um por do sol maravilhoso na praia. Bem gracinha a praça principal.



sábado, abril 29, 2017

Santa Marta e Tayrona (1)

A última parte da viagem consistiu em realizar um antigo sonho: conhecer o Parque Nacional Tayrona, que fica a 5 horas de Cartagena. A primeira vez que ouvi falar desse lugar foi em 1999 e tenho certeza que era um lugar bem menos explorado mas vamos lá.
Pegamos um ônibus até Santa Marta e foram 4 horas de viagem. Chegando lá, o ônibus nos deixou no meio da rua e dividimos um táxi (leva quase uma hora) com um casal holandês até Tayrona. O taxista foi o primeiro colombiano rabugento que conheci e foi uma surpresa pros amigos gringos quando o cara parou numas quebradas pra comprar gasolina na casa de alguém ao invés do posto de gasolina. Enquanto isso, a esposa ligando o tempo todo pra ele perguntando que horas ele ia voltar.
Enfim, ele nos deixou num hotel próximo ao parque graças a uma dicas que pegamos em Cartagena. Ficamos num resort pós-apocalíptico, ou seja, era um resort grande com praia particular mas completamente abandonado. Clima de fim de mundo com poucos sobreviventes. Acho que tinha 10 pessoas hospedadas no lugar e uns 6 prédios vazios e várias partes fechadas. Sem problema pois a piscina era ótima, o quarto grande com varanda pra praia. Já imaginei festivais, festas de casamento e muita vontade de comprar o lugar pra construir uma comunidade com espaços pra retiros de yoga e coisas do gênero. Verão o ano todo? Tô pronta! Se eu encontrasse um grupo pra fazer isso, eu faria. De qualquer forma, eu recomendo o lugar pois é super em conta e aliás me deu vontade de visitar resorts pós-apocalípticos pelo mundo pagando baratinho.

Mendihuaca Resort


Mendihuaca2 from Lighthouse Creative Studio on Vimeo.

Ônibus Cartagena - Santa Marta
Sol y Mar  - COP$40 mil
Berlinas - COP$36 mil 

domingo, abril 23, 2017

Playa Blanca - Baru

Antes da viagem, pesquisamos que praias visitar na região pois afinal Caribe, né? Cada website falava uma coisa diferente sobre ilhas disso, ilhas daquilo e vários comentários como excesso de turistas, água cristalina ou muito caro.
Depois de uma recomendação de um casal argentino em Cartagena, resolvemos passar uma noite em Playa Blanca que é a praia mais famosa da região. A maioria dos turistas geralmente pega uma lancha rápida e passa o dia na praia entre 10hs e 3:30. Resolvemos fazer diferente. Pegamos o ônibus e passamos a noite lá. As acomodações são as mais rústicas que fiquei na minha vida. São cabanas super precárias, teto de palha, banho de caneca e privada de balde.
O bom de ter feito isso é que entre 4 e 6 da tarde e bem cedinho, a praia estava praticamente vazia.
A água realmente tem uma cor linda, aquela coisa de foto de mar caribenho.
No entanto eu não voltaria lá. O problema não é nem os turistas, é a quantidade de vendedores em cima de você e os jet-skis juntamente com o cheiro de óleo. Pra se ter uma ideia, assim que saímos do ônibus, um moleque já fica te seguindo puxando assunto pra se hospedar na pousada dele e o moleque fica no pé. Uma outra mulher me seguiu a praia toda na tentativa dela fazer massagem em mim.
Ai não, quero paz.
De qualquer forma, o nascer e o por do sol foram maravilhosos sem vendedores, nem cheiro de óleo e nem barulho de jet ski.

Hospedagem - média de COP$60 mil
O lugar que pareceu melhorzinho era o Parador Playa Blanca mas a diária era de $150mil.

Transporte - lancha demora 30 minutos e ônibus 50 minutos. Tem um que sai do Hostel Mamallena ou El Viajero (ida e volta COP$50 mil)





segunda-feira, abril 17, 2017

Bogotá e Cartagena

Bogotá
Na ida e na volta tivemos um layover em Bogotá de 7 horas e como o aeroporto fica a 12km do Centro, pegamos um táxi e fomos dar uma volta no bairro da Candelaria (centro). O motorista de táxi explicou que Bogotá é uma cidade voltada muito pro trabalho, tipo São Paulo. Mesmo exausta, não pude deixar de dançar um pouquinho no único bar mais animado. Parece que todos os bares fecham às 3 da manhã. Foi uma boa reintrodução a América do Sul. Anos atrás eu não suportava música latina mas agora dependendo do ritmo, adoro o remelexo. Os policiais e o motorista de táxi ficaram super preocupados com o fato de a gente caminhar 3 quadras sozinhos no meio da noite mas eu achei super tranquilo. Sei lá, quem viveu 7 anos no Rio raramente encontra outro lugar que dê mais medo.
O que eu não tinha me ligado antes era o fato da cidade ficar a 2600m de altitude. Frio de 13ºC e eu nada preparada pra inverno, tive que dar uma de alemã e usar meia com sandália e congelar mesmo. Eu não queria trazer roupas de inverno e sapato só pra algumas horas de frio. Eles disseram que raramente a temperatura passa de 21ºC. Estranho ver uma cidade tão perto do Caribe ser tão fria.

Cartagena
A cidade tem uma história rica de invasões, piratas e exploração. Sempre teve um porto importante que nos tempos de colônia servia para escoar o tesouro tomado pelos espanhóis. Na época das caravelas, Cartagena foi atacada por franceses e ingleses e por isso um muro foi construído em volta da cidade para protegê-la.
Passamos 3 dias num AirBnb na Cidade Murada. Caminhamos bastante por tudo. Eu não estava preocupada em encontrar muita coisa pra fazer além de curtir os restaurantes, a arquitetura colonial, o por do sol e algumas apresentações de música e dança na rua.
Sim, é uma área bem turística principalmente porque ficamos lá durante o fim de semana mas não achei muito exagerado. Os vendedores ficam um pouquinho em cima mas nada comparado com a República Dominicana.

Parque Fernandez de Madrid (que é uma praça) é um local interessante. Tem o bar KGB, com decoração russa (e o mais caro que fomos). No outro lado da rua, um bar cubano. Deve ser a esquina socialista. Num lado da praça sempre música ao vivo rolando e no outro lado, ótimos restaurantes. Também tem artesãos e uma loja & museu de chocolate (amo!).

Vida Noturna - Pra sair à noite naquela área, uma boa opção é a rua principal de Getsemaní com vários bares e boates. Uns são de graça, outros na média de COP$10mil. A outra opção é na Cidade Murada entre a Plaza de los Coches e a Plaza de la Aduana.
No domingo à noite estávamos caminhando em Getsemaní e vimos um amontoado de gente na frente de uma igreja na Plaza de la Santísima Trinidad. Curiosidade bateu forte e chegamos lá e estava rolando uma aula de zumba com dezenas de pessoas participando. Adoro esse clima tropical de atividades na rua e os locais e turistas se divertindo juntos.
Uma coisa que eu adoro na cultura latina é que nem tudo envolve fazer muito dinheiro.

Uma atração na cidade é o Castillo San Felipe de Barajas que na verdade é o maior forte construído pelos espanhóis em suas colônias. A construção começou em 1536 e passou por várias mudanças, inclusive diversos túneis que é possível visitar. A entrada custa 25 mil pesos colombianos e vale ir na hora do almoço pois todos os grupos de excursão chegaram depois das 15h. Tem uma vista da cidade toda.