quarta-feira, novembro 22, 2017

Arte

Finalmente tive a oportunidade de conhecer o Broad Museum inaugurado há 2 anos.
Vimos a exposição Infinit Mirrors de Yayoi Kusama, uma artista japonesa de 88 anos e consagrada há décadas. Essa exposição é tão concorrida que quando fomos comprar o ingresso online, em 30 segundos havia 19 mil pessoas na lista de espera. Sem chance, né? De repente um dia checamos o website e havia ingressos para o dia seguinte. Sorte danada!






sábado, novembro 11, 2017

Família de Namorado

É a primeira vez na minha vida que uma "cunhada" não me trata apenas com uma cordialidade formal, ela me trata como parte da família. Eu nunca tinha tido isso e é tão diferente, ainda mais pra mim que sou filha única.
Ela manda mensagens, textos, pergunta pela Nina e diz que se sente muito grata por eu estar na vida deles e que eu faço bem pro irmão dela.
Nossa, isso é muito legal!

E ela ainda mantém contato e se encontra com a ex do meu namorado. Inclusive meu namorado adicionou o pai da minha cachorra no FB porque ele disse que o Dan faz parte da minha vida. Na hora achei esquisito porque eles não têm necessariamente uma amizade mas ele disse que quer ser amigo dele. Eles sempre se falam quando se encontram. Grata e feliz por essas relações mais saudáveis, mais tranquilas e menos ciumentas.

quinta-feira, novembro 09, 2017

Iris Apfel

Está chegando aquela idade que de vez em quando bate as incertezas do envelhecer, de ter menos energia, mais rugas, mais problemas de saúde, as pelancas surgindo mesmo sendo magrinha.
E uma coisa que eu gosto nos EUA e na Europa é a quantidade de pessoas na 3ª idade que não param e têm uma vida super ativa. Muita gente mais velha em festas, em trilhas, em academia, em festivais, em acampamento, etc. Como aqui nos EUA é comum se mudar de casa aos 18 anos, os mais velhos não vivem somente em função de família. E aí quando vemos essas pessoas cheias de vitalidade bate a maior inspiração e faz a gente entender que ainda há muita coisa boa pra viver.
Um exemplo delas é Iris Apfel. Com seus 96 anos, essa novaiorquina é um ícone da moda e já possui mais de 700 mil seguidores no Instagram.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Leis Bizarras em Nova York

Nova York anda na minha cabeça e estou com vontade de visitá-la mas ô cidade pra bizarrice.

A primeira que postei há um tempão foi a lei do cabaré. E esse ano descobri mais uma. Uma das coisas mais comuns na Califórnia é proibida em Nova York: comprar vinho no supermercado. Só é permitido comprar em liquor stores ou lojas especializadas de bebidas alcoolicas. Fala aí se não é uma lei muito esquisita.

Horário de Verão

Nos EUA temos 7 meses de horário de verão que acabou no último sábado. Outono chegando e aquela época que fica escuro às 5 da tarde. Agora são 6 horas de diferença com o Brasil.

sexta-feira, novembro 03, 2017

Vizinho Bully

Faz um tempo que eu queria falar sobre isso.
O lugar que moro é um terreno com 3 casas e meus vizinhos moram aqui há um carrilhão de anos.

Um deles empombou com o fato de eu usar minha garagem e ele não poder estacionar na frente dela. Esse cara tem sérios problemas mentais e já foi preso várias vezes. Então desde que me mudei pra cá, ele comete vandalismo no meu carro e garagem. Já fez de tudo: riscou o vidro, o carro, roubou a placa de não estacione, escreveu fuck you na minha garagem, quebrou a porta da garagem e por aí vai. Não quero mais stress na minha vida e por isso fiquei na minha e não falei nada, o que não é nada típico meu. Imaginei que depois de um tempo ele iria parar.
O cara desapareceu uns 7 meses esse ano - acredito que estava na cadeia - e "coincidentemente" o vandalismo parou. Daí reapareceu. Ele nem tem mais carro mas continua atazanando 3 anos e meio depois! Haja obsessão em perturbar alguém. A última foi colocar piche no meu cadeado e porta da van.
Daí meu namorado foi falar com ele porque é assim, né? O garoto é mexicano e na cultura machista que vivemos, parece que o homem só respeita mulher que está acompanhada. Meu namorado foi calmo e firme, do jeito que precisava ser.
No dia seguinte, eu vi o cara na rua conversando com o vizinho (ou primo) e eu fui falar com ele. Eu fiquei quieta durante muito tempo mas acho que a única solução pra lidar com bully é enfrentá-los. Falamos durante um tempo e no final apertamos as mãos. Isso faz 45 dias e por enquanto está tudo na paz, finalmente após 3,5 anos de encrenca.
Enfim só pra dizer que acredito muito no poder da comunicação e que é sempre melhor que as coisas sejam ditas frente a frente. Chega de dar poder pra bully. A gente não berrou e tudo foi falado com uma certa diplomacia apesar da minha vontade de enfiar a mão na cara dele ser grande. Será que finalmente vou ter paz no meu cantinho?

quarta-feira, outubro 18, 2017

#MeToo e a Nina

Essa semana descobrimos que a minha cachorra Nina está com problemas no coração, um problema na artéria que causa sopro cardíaco. Tadinha! Espero que ela aguente mais um tempo com a gente.

#MeToo
Já tivemos essa campanha no Brasil e agora depois do escândalo do Harvey Weinstein, as pessoas aqui estão discutindo assédio/abuso sexual. Isso é muito necessário! A gente precisa abrir o diálogo e deixar as pessoas que são vítimas de abuso se sentirem à vontade pra se abrir. O medo constante que a gente vive de dizer não, a coerção, a humilhação... isso precisa parar.
Felizmente eu nunca passei por um estupro (quase) mas já sofri 4 abusos que me marcaram. O primeiro aos 7 anos e isso pode deixar fortes marcas na gente. Além disso, passei por várias outras situações bem desconfortáveis, outras humilhantes e tive muita pressão psicológica de namorados ou rolinhos como se a gente tivesse aqui só pra satisfazê-los independente dos nossos sentimentos e desejos. Meu primeiro namoradinho repetia constantemente que não acreditava que eu era virgem, na tentativa de eu abrir as pernas mais rápido. Mandei pastar.
E só pra lembrar que não sinto a menor falta de homem mexendo comigo na rua. Ou de homem ficando putinho porque você não está interessada nele sexualmente.

Bonito foi ver o apoio de muitos homens. Muitos disseram desculpas pelas vezes que se excederam ou quando fizeram uma mulher não se sentir à vontade. Ofereceram proteção e apoio. Mais uma vez, que bom conhecer homens assim! Que bom que esse diálogo está existindo.

sábado, outubro 14, 2017

Papa de Havaianas

Sabia que o papa usa Havaianas?
Bem, pelo menos o Young Pope da HBO usa daquelas de bandeirinha ainda. Pausei nessa imagem por acidente e dei de cara com a sandália dele.

sexta-feira, outubro 13, 2017

Preguiça, YouTube e Marketing

Preguiça
A preguiça de escrever voltou e eu ando toda atrapalhada com o meu horário. Muita coisa pra resolver que eu tenho empurrado com a barriga.

Marketing
Convenhamos, os americanos são número um em marketing no mundo. Vendem o sonho de viver aqui como nenhum outro país. Sempre arranjam uma forma de fazer dinheiro em tudo. Às vezes isso é bom, às vezes exagerado mas é o que é. 
Por exemplo, em muitas freeways do estado havia uma pista chamada "car pool", que era para os veículos com 2+ pessoas, pra incentivar a carona e diminuir o número de carros nas estradas. Agora essas pistas foram transformadas em "fast trak". É uma pista paga antecipadamente (acho que mensal) tipo um pedágio, que você paga pra usar uma pista mais rápida. Eu fiquei meio indignada com isso porque trocaram uma prática ecológica por uma financeira onde mais uma vez o dinheiro dita os privilégios.
Outra invenção nas estradas é a placa preta. Ao invés da placa branca tradicional, é possível hoje em dia pagar um taxa extra de $50 por ano para ter uma placa preta. De onde eles tiram essas ideias? Bom, pelo menos há investimento nas estradas que são geralmente bem conservadas e sinalizadas.

YouTube
Meus dias são cada vez mais preenchidos com vídeos do YouTube. O resgate dos 135 cachorros pelo Instituto Luisa Mell partiu meu coração. Chorei e até sonhei com isso. Quanta crueldade manter os bichinhos naquele estado. No início do vídeo aparece a senhora dando uma de vítima que é viúva e precisa se sustentar. Sim mas e daí? Não é justificativa pra maltratar os cachorrinhos. Mania ruim de vitimização que a gente tem, né? Enquanto isso, a Califórnia aprovou uma lei este ano que proíbe as lojas de animais venderem bichinhos de canis. A partir de agora só de lugares de adoção e ONGs.
O YouTube pode ser uma ferramenta de muita criatividade, no entanto...
Apesar do Brasil não ser um país socialista, nosso comportamento é bem homogêneo. Os canais no YouTube são em geral muitíssimo parecidos. Gente, e a quantidade de erros de português hoje em dia! Estão matando a língua portuguesa. 

terça-feira, outubro 03, 2017

Pabllo Vittar

Essa dualidade brasileira é fascinante. Um dos países que mais cometem violência contra homossexuais e agora uma drag queen que veio do Nordeste é a sensação do país.
Muito interessante!

sexta-feira, setembro 29, 2017

Debutante

Em agosto meu blog fez 15 anos! Isso significa que este blog tem me acompanhado como uma mulher nos 20, 30 e agora 40. É, estamos velhos mas é o nosso ciclo.
Eu bem que precisava dar uma reciclada no visual (do blog) mas fico meio assim de fazer cagada e perder tudo.
Não conheço muita gente que ainda blogue hoje em dia. O Diários de um Bambolê ficou meio solitário depois do Facebook (ainda mais depois da depressão desabafada) mas vou seguindo em frente porque às vezes gosto de escrever mesmo. Eu sei que todo mundo recorre ao frequente uso da mídia social mas prefiro o blog pra escrever mais e procurar arquivos antigos, coisa que não dá pra fazer tanto por lá.

terça-feira, setembro 26, 2017

Como vim parar nos EUA?

Em 15 anos de blog tenho certeza que já comentei esta história. Eu sempre fui super militante quando morava no Brasil e de tendência altamente socialista. Minha primeira manifestação foi na 7ª série. Fui presidente do centro acadêmico na faculdade por 2 anos, Secretária de Relações Internacionais da Executiva Nacional, representante estadual dos estudantes no congresso dos jornalistas, participei do Congresso da UNE e até organizei ensandecida um encontro estudantil para mil pessoas.
Por isso tudo, jamais imaginei morar nos Estados Unidos. Nunca foi meu sonho parar na meca capitalista. Quando eu era criança, costumava dizer que se as pessoas boas saíssem do Brasil não ficaria gente honesta pra melhorar o país.

Daí virei jornalista, apaixonada por línguas, queria ser fluente em inglês e tentei passar um tempo na Austrália ou Inglaterra. Não deu. A oportunidade surgiu aqui. A intenção era ficar só alguns meses e vim cheia de preconceitos pra Terra do Tio Sam. Alguns dos estereótipos que eu tinha se confirmaram mas também abri minha cabeça para uma nova realidade.
Depois desse meu histórico, é louco imaginar que virei cidadã americana. Nossos pensamentos mudam no decorrer da vida. Alguns sonhos continuam, outros se transformam. Deixei de me considerar parte de um lugar só.
Ainda quero ver um Brasil melhor mas sem perceber, fui gradualmente me acostumando a um lugar com mais segurança, mais respeito, menos machismo, menos burocracia e fui me dando conta que pensar em si e buscar qualidade de vida não é de todo mal. Nenhum lugar é perfeito mas a Califórnia combinou com meu estilo de vida no momento que vim pra cá.

Agora menos da metade do país elegeu um louco-rude-narcisista e muitos de nós estamos extremamente frustrados. Ontem a mídia falou de uma possível guerra. Os americanos vão continuar aqui pois é a cultura deles. No entanto, eu já sonho com um lugar mais digno, um lugar menos alimentado pela cultura do medo, um lugar mais justo com os cidadãos. Assisti mais uma vez o documentário do Michael Moore Where to Invade Next e a Europa soa cada vez melhor onde há educação, segurança, boa estrutura e um sistema de saúde melhor.
Mas são sonhos, nada de planos concretos. Me comprometi a ficar por aqui pra não separar minha cachorra do pai dela porque nós dois somos loucos por ela e ela não vai viver por muito tempo. Estou curtindo muito meu novo trabalho no YouTube e gosto muito de dar aulas nesta cidade ensolarada mas essa confusão com líder da Coreia do Norte me causa um certo estado de preocupação. Não quero isso.