segunda-feira, janeiro 30, 2017

Criatividade

Essa palavra anda circulando na minha cabeça.
Eu sinto falta de criar e de estar mais em sintonia com a criatividade. Eu me considerava bem criativa quando era criança mas aqui acho que o modo sobrevivência apagou um pouco isso em mim. Algumas pessoas dizem que sou muito criativa no meu jeito de vestir. Eu soltava um pouco a criatividade na criação dos bambolês mas agora que não tenho feito mais, falta encontrar algo pra mexer nessa parte do cérebro.
O que será? Como desenvolver a criatividade?


domingo, janeiro 29, 2017

A Semana em LA

A chuva deu uma tregua de uma semana mas o friozinho continua.
E como já mencionei inúmeras vezes, a vantagem de morar em cidade grande é a variedade de opções culturais (ainda mais aqui em LA).
Na quinta fui no evento Uma Noite de Ideias - Utopia realizado no complexo artístico Bergamot Station.
O evento teve vários debates, palestras e arte relacionado a utopia, uma palavra que sempre gostei e usei bastante. O primeiro debate que assisti foi sobre neurotecnologia e os avanços da ciência em mobilidade e problemas neurológicos. O segundo sobre utopia em Los Angeles e gostei muito dessa frase de um dos palestrantes:
"A arte não muda o mundo. A arte inspira as pessoas a quererem mudar o mundo". Yuval Sharon
O terceiro foi sobre filosofia pós-empatia que discutiu pós-colonialismo na França, imigração, ser estrangeiro, etc.

Ontem foi a terceira edição da Night on Broadway. Eu não estava me sentindo bem mas não queria perder o evento. Trata-se de um movimento de revitalização dos teatros na Broadway. São teatros lindos construídos nos anos 30 e que ficaram fechados por muito tempo. Em 3 anos, o tamanho do evento triplicou. Assisti um pouquinho de Oingo Boingo. Há anos quero assistir William Close and the Earth Harp que é um artista local, amigo dos meus amigo e toca uma harpa super diferente.  Ele foi finalista do America Got Talent uns anos atrás. A chance de assistí-lo finalmente chegou.  E pra melhorar, a projeção em 360º de Samskara de Android Jones, que atualmente é meu artista favorito.

domingo, janeiro 22, 2017

Marcha das Mulheres

Como não se emocionar com esse movimento lindo que foi a Marcha das Mulheres ontem? As amigas feministas em Floripa me perguntaram como foi mas não sei nem por onde começar.

Acho que vou começar pelo transporte em Los Angeles. A maioria dos angelenos raramente usa transporte público a não ser que a gente vá ao Centro da cidade. A partir das 8:30 da manhã de ontem todos os ônibus, metrô, Uber e Lyft tinham uma fila gigantesca e algumas pessoas levaram 3 horas pra chegar ao Centro. A manhã na cidade ficou intransitável, algo nunca visto antes.
Aliás, não lembro de ter visto nenhum protesto antes que tenha envolvido 4 milhões de pessoas no mundo, incluindo até a Antártida! Números aqui.

"Mantenha seus rosários fora dos meus ovários"
Los Angeles, Chicago, New York e Washington DC tiveram o maior número de participantes. Os números em Los Angeles variam de 200 mil a 750 mil e a manifestação tomou mais de 7 quarteirões. Vale lembrar que é inverno aqui no hemisfério Norte e bem rigoroso lá nos estados acima da Califórnia. Washington DC teve 3x mais participantes (mais de 500 mil pessoas) na marcha do que na posse do presidente no dia anterior.

No Facebook, deu pra constatar que a grande maioria dos meus amigos - tanto homens quanto mulheres - participou da passeata. Eu resolvi ir somente de tarde já que não havia transporte pro centro. Dá orgulho fazer parte desse momento histórico, o maior protesto realizado nos Estados Unidos. Dá orgulho ver que as pessoas em minha volta se importam com um mundo melhor com menos discriminação.

Na marcha de Los Angeles, the Edge do U2 tocou In the Name of Love. Foi legal também ver os inúmeros cartazes sobre várias questões mas acho que a maioria envolvia críticas ao Trump.
Valeu! Um dia pra ser lembrado.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Salton Sea

Acho que nunca comentei aqui mas realizei um antigo sonho há 2 anos: adquirir uma camper van. Sempre quis ter uma mas sabe aquelas coisas que parecem sonhos meio inalcansáveis? Depois de muita ralação em festival onde tinha 2 horas de sono por noite, ter que desmontar acampamento era uma tortura. Daí em 2015 quando fui trabalhar no LIB, soube que a temperatura à noite ia cair pra 5ºC. Essa coisa de passar frio não é comigo e depois da doença, uma boa noite de sono ficou mais importante pra mim. Comprei a van na correria e finalmente pude dormir bem num festival. Mesmo que a van esteja caindo aos pedaços, que foi uma loucura gastar essa grana (ainda assim mais barato que a maioria dos carros), valeu muito a pena.
Tenho usado desde então pra trabalhar nos festivais mas essa semana é a primeira vez que estou usando a passeio. Estou em Salton Sea, a 3hs de Los Angeles, num camping resort que é basicamente uma comunidade de aposentados. Tem águas termais, sinuca, academia e o lugar é super baratinho.  
E todo mundo aqui é tão querido e simpático. Achei muito legal ver essa comunidade de aposentados em atividades juntos, conversando, jogando dominó, montando quebra-cabeça, jogando volei na piscina e acima de tudo, felizes.
Além de ter passado 6 dias descansando em águas termais, foi bom ver um futuro mais interessante na minha aposentadoria: comunidades ativas de aposentados. Assim não preciso passar minha velhice tão sozinha. Comunidade é tudo!

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Muita Chuva

Depois de 5 anos de seca, a chuva não para nesse inverno. Hoje li que depois desses 2 meses de chuva intensa, a área atingida diminuiu 42%. Viva!
Eu não gosto muito de chuva mas estou adorando a ideia de que nossas reservas de água, rios e lagos estão subindo. O ar está mais limpo, os morros mais verdinhos e assim meu cansaço de Los Angeles diminui também.
Essa é a única vantagem de não estar trabalhando. Ficar em casa com essa chuvinha, no friozinho de 9ºC, tomando um chazinho e assistindo Netflix.
Essa semana comecei a assistir OA. E por falar nisso, assistiram o show da Netflix Brasil chamado 3%? Curti muito.

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Bilingue

Tenho uma nova barreira no blog.
Apesar de cometer erros em português, ainda é a língua em que sinto mais à vontade pra escrever. Muuuuuito mais! 
Só que em termos de material online, prefiro mil vezes as páginas em inglês. Tem muito mais informação sobre qualquer assunto seja sobre saúde, espiritualidade ou o que for. Além do que são mais objetivas e visualmente dinâmicas. E ainda tem os trocentos vídeos maravilhosos que tenho assistido no TED talk. Então fica complicado quando quero compartilhar aqui um assunto pois o material de pesquisa é geralmente em inglês. 
Até comecei um blog em inglês recentemente mas são mais coisas que leio por aí e copio. Uma espécie de Instapaper. 
E agora, José?