Hoje estou reflexiva e divagando sobre várias coisas. Então por que não usar o blog?
1) Adoro os amigos brasileiros. O problema é conseguir se encontrar com eles. Por que é tão fácil encontrar os outros amigos e não os brasileiros? Falta de praticidade? Prioridades? Tem gente que não vejo há anos. Só consigo vê-los em alguns eventos brasileiros. Caso contrário, não rola. Sempre rola a frase típica: a gente tem que se encontrar. Tem? Marque hora, data e local. E apareça!
Nossa, já furaram cada uma comigo.
2) No jornalismo, tem aquele lance da preferência por notícias ruins, né? No aspecto pessoal, críticas geralmente prevalecem a elogios. Foi outra coisa que me chamou atenção na minha turma e agradou bastante ver como eles gostam de destacar suas qualidades. Não é gostoso receber um elogio, um agrado? Mulher então nem se fala. A gente tem pura necessidade de se sentir valorizada. Dá mais vontade de sorrir e o dia fica mais bonito. É algo que tenho que melhorar, por sinal.
3) Você sabe dizer desculpa?
4) Hoje estava vendo as fotos do pessoal que está voluntariando no Haiti e com quem eu trabalhei no Peru. Sempre que isso acontece, dá vontade de pegar o primeiro avião. Minha experiência no Peru em ajuda em desastre e construção de comunidade foi enriquecedora demais pois gosto muito dessa sensação de ser útil. Morro de vontade de fazer isso de novo. Por outro lado, a gente tem que sobreviver e eventualmente ter casa própria. Daí de vez em quando fico nessa entre trabalho ou voluntariar.
5) Não será comunicação o grande problema da humanidade? Pra onde eu olho, eu vejo conflitos relacionados com falta de comunicação. Moro com 5 pessoas e hoje por exemplo, um dos meninos resolveu fazer uma festa pra filha. Até aí tudo certo. Mas acordo e vejo um pula-pula no meu jardim. Porra, se vai fazer uma festa poderia pelo menos ter avisado pro povo da casa. Com falta de comunicação, vem também as suposições. As pessoas supõem coisas que parecem óbvias na cabeça delas quando na verdade não são. Ninguém pode ter certeza do que o outro está pensando. Resolvi vários conflitos com a minha mãe antes de sair do Brasil porque tinha chegado anteriormente a várias pré-conclusões sem nunca ter conversado com ela sobre o assunto. Portanto exponha dúvidas, elogios, questões e críticas (no momento adequado).
sábado, janeiro 29, 2011
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Jardim Japonês
É ótimo quando a gente descobre algo novo na cidade. Semana passada fomos conhecer o jardim japonês no Valley que reutiliza água reciclada do esgoto. Engraçado que sempre frequentei o Woodley Park e sempre tinha curiosidade de saber o que tinha no outro lado do muro. Eu não fazia idéia que havia um jardim japonês.
Essa semana fomos pra montanha andar de snowboard. Apesar de gostar do esporte, não levo jeito pra coisa. Nunca saio da pista de iniciantes. Mas aprendi outra coisa, jamais faça snowboard quando está calor e sem nevar há um tempão. Era puro gelo e me machuquei toda.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Enchente no Rio
Lamentável a situação na Região Serrana do Rio de Janeiro. Não tinha visto uma enchente no Brasil com um número tão alto de fatalidades. Sempre gostei muito daquela área e adorava passear por aquelas cidades quando era criança.
Infelizmente as soluções só partem para a prática após tragédias. É assim em qualquer lugar. Eu não sei qual a parcela de culpa do Governo Federal, Estadual e Municipal neste episódio. Só sei que eles tem a obrigação de implementar medidas de prevenção.
No entanto, acho importante também levar em conta a nossa responsabilidade de cidadão. O que nós podemos fazer para prevenir acidentes como este? Talvez plantar árvores, não jogar lixo na rua e não construir em áreas de risco poderia ajudar também, vocês não acham? Sempre penso nisso, no nosso papel de cidadão e a capacidade de melhorar uma situação.
Já vi vários casos em Florianópolis de pessoas que não recebem o aval da Fatma para construir em certas áreas. Mas vão lá, constroem do mesmo jeito e depois entram na justiça porque destruir o que já está construído é bem mais difícil.
De qualquer forma, espero que pare de chover e que eles consigam se recuperar logo.
Li no jornal que eles vão começar a retirar (leia-se despejo) pessoas que vivem área de risco. Sei que é uma das soluções mas coitadas dessas famílias.
Infelizmente as soluções só partem para a prática após tragédias. É assim em qualquer lugar. Eu não sei qual a parcela de culpa do Governo Federal, Estadual e Municipal neste episódio. Só sei que eles tem a obrigação de implementar medidas de prevenção.
No entanto, acho importante também levar em conta a nossa responsabilidade de cidadão. O que nós podemos fazer para prevenir acidentes como este? Talvez plantar árvores, não jogar lixo na rua e não construir em áreas de risco poderia ajudar também, vocês não acham? Sempre penso nisso, no nosso papel de cidadão e a capacidade de melhorar uma situação.
Já vi vários casos em Florianópolis de pessoas que não recebem o aval da Fatma para construir em certas áreas. Mas vão lá, constroem do mesmo jeito e depois entram na justiça porque destruir o que já está construído é bem mais difícil.
De qualquer forma, espero que pare de chover e que eles consigam se recuperar logo.
Li no jornal que eles vão começar a retirar (leia-se despejo) pessoas que vivem área de risco. Sei que é uma das soluções mas coitadas dessas famílias.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Primeiro sumiço do ano
De volta aquelas fases em que eu penso mil vezes antes de escrever e disso não passa. Nada parece interessante o suficiente pra escrever. Até no FB eu ando mais "privada". Como faz tempo que não escrevo nada aqui...
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
A novidade do Natal foi que Papai Noel me deu um Wii de presente. Adorei! No primeiro dia fiquei dolorida. Nunca pensei que fosse possível me exercitar com vídeo game.
Andei muito entocada em casa no ano passado, o que não me faz muito bem. Preciso de contatos sociais. Então este ano é o que venho buscando, mais conversas e menos pensamentos. De lá pra cá, tivemos jantares com os amigos, Natal com brasileiros, hot springs (águas termais?), boliche, bambolê e finalmente mais aulas.
Outra resolução deste ano é organizar e postar minhas fotos. Será que eu consigo?
A gente está sempre inventando algo diferente. No próximo fim de semana uma amiga que é dançarina profissional vai nos dar dicas de maquiagem. Já que eu sou uma negação nesse assunto, a aula vem bem a calhar. Além disso, ultimamente tenho curtido algumas programações "mulherzinha".
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
A novidade do Natal foi que Papai Noel me deu um Wii de presente. Adorei! No primeiro dia fiquei dolorida. Nunca pensei que fosse possível me exercitar com vídeo game.
Andei muito entocada em casa no ano passado, o que não me faz muito bem. Preciso de contatos sociais. Então este ano é o que venho buscando, mais conversas e menos pensamentos. De lá pra cá, tivemos jantares com os amigos, Natal com brasileiros, hot springs (águas termais?), boliche, bambolê e finalmente mais aulas.
Outra resolução deste ano é organizar e postar minhas fotos. Será que eu consigo?
A gente está sempre inventando algo diferente. No próximo fim de semana uma amiga que é dançarina profissional vai nos dar dicas de maquiagem. Já que eu sou uma negação nesse assunto, a aula vem bem a calhar. Além disso, ultimamente tenho curtido algumas programações "mulherzinha".
terça-feira, dezembro 14, 2010
De cama
Primeiro gripe, agora intoxicação alimentar. Mais uma! Sou uma pessoa que tem mais intoxicação alimentar que gripe. Vou ficar a base de canja de galinha em pleno Natal?
domingo, dezembro 12, 2010
Pixies & Bassnectar
Hoje meus amigos foram no show do Nick Warren, um DJ de trance music. Daí fiquei explicando as diferenças de algumas músicas eletrônicas e me deparei com essa que quase fui a loucura a primeira vez que ouvi. Bassnectar, que eu amo, fazendo um remix do Pixies, que eu amo mais ainda.
Where is my Mind
Where is my Mind
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Dub Kirtan
Ando confinada em casa pra terminar o trabalho da faculdade. Sinto falta de um cineminha, de um jantar, de socializar. Então ontem resolvi tirar uma folga e fui na nossa hoop jam (encontro mensal de bambolê). De lá fui num evento em Santa Monica numa "igreja", que não sei se era um templo budista ou algo do gênero numa igreja metodista. Imagina eu num evento em igreja? Quase uma piada. A minha intenção, assim como a maioria do pessoal que estava lá, era ouvir Freq Nasty e David Starfire, os DJs mais famosos de dubstep em Los Angeles. O que muita gente não se ligou é que na verdade eram palestras relacionadas a yoga, vibrações, música e no final uma jam session dos DJs com os músicos de kirtan. Kirtan é a uma parte da yoga relacionada a meditação e cânticos, explicando de uma forma mais simplista. Antes de começar o canto, eles nos deram as orações e explicaram que todos deviam cantar juntos. Sei.
Freq Nasty falou que o motivo de unir o kirtan e o dub é que a frequência baixa e forte do "bass" faz com que a pista de dança se assemelhe muitas vezes a um transe, em que muita gente entra num estado de meditação, de focar somente no momento do agora. Pra mim é a mais pura verdade. Curto muitos estilos de música mas o dubstep (e o bambolê) realmente me deixa em transe como se nada mais no mundo existisse. É como entrar num estado de sublimação melhor do que qualquer outra coisa que já experimentei.
Quando a jam começou, todo mundo ficou se olhando, meio perdido, sem saber ao certo como agir. Afinal era uma igreja mas aos poucos cada um foi se levantando e depois de 5 minutos todos estavam dançando. Cantar que é bom nada mas que rolou sublimação, rolou.
Vários palestrantes contaram que aquele bando de gente cantando junto, ou melhor, o kirtan não parece nada interessante mas que depois eles perceberam o valor de todos estarem emitindo e recebendo a mesma vibração. Eu ainda continuo na fase do desconfortável. Não sei se é pra mim.
Freq Nasty falou que o motivo de unir o kirtan e o dub é que a frequência baixa e forte do "bass" faz com que a pista de dança se assemelhe muitas vezes a um transe, em que muita gente entra num estado de meditação, de focar somente no momento do agora. Pra mim é a mais pura verdade. Curto muitos estilos de música mas o dubstep (e o bambolê) realmente me deixa em transe como se nada mais no mundo existisse. É como entrar num estado de sublimação melhor do que qualquer outra coisa que já experimentei.
Quando a jam começou, todo mundo ficou se olhando, meio perdido, sem saber ao certo como agir. Afinal era uma igreja mas aos poucos cada um foi se levantando e depois de 5 minutos todos estavam dançando. Cantar que é bom nada mas que rolou sublimação, rolou.
Vários palestrantes contaram que aquele bando de gente cantando junto, ou melhor, o kirtan não parece nada interessante mas que depois eles perceberam o valor de todos estarem emitindo e recebendo a mesma vibração. Eu ainda continuo na fase do desconfortável. Não sei se é pra mim.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Diferenças
Hoje, uma amiga que muda pra lá (Florianópolis) e pra cá (Los Angeles) estava reclamando que não aguenta mais morar aqui. Mal chegou em setembro e já estará voltando em fevereiro. Entendo que pra quem tem filho, Floripa deve ser mesmo uma ótima opção. Pra mim, acho que morreria de tédio. Um dos motivos é que adoro os festivais alternativos de arte e música por aqui.
Daí fiquei pensando sobre algumas coisinhas que eu gosto nessa terra. Já comentei outras vezes que admiro o respeito, mais segurança e menos burocracia. Mas hoje pensei na falta de comentários sobre novela e futebol. Alívio. Também tem a ausência de Carnaval e menos piadas tirando sarro com a cara (e a fraqueza/defeitos) dos outros, que é um senso de humor bem diferente do meu.
Daí fiquei pensando sobre algumas coisinhas que eu gosto nessa terra. Já comentei outras vezes que admiro o respeito, mais segurança e menos burocracia. Mas hoje pensei na falta de comentários sobre novela e futebol. Alívio. Também tem a ausência de Carnaval e menos piadas tirando sarro com a cara (e a fraqueza/defeitos) dos outros, que é um senso de humor bem diferente do meu.
segunda-feira, novembro 15, 2010
Vinho
Além do ótimo jantar neste último sábado, tivemos também uma degustação de vinhos promovida por uma empresa que vende vinhos do mundo todo. Quase todos preferiram um vinho chileno que foi servido, o Casa Nueva Sauvignon Blanc. Se é uma coisa que eu adoro na Califórnia é o acesso a vinho bom e/ou barato. Que coisa maravilhosa que é assistir um filminho com um vinho. Que coisa maravilhosa é uma conversa entre amigos regada a vinho.
De acordo com o Wine Institute, em 2009 havia 6705 vinícolas nos Estados Unidos e a metade delas localizadas na Califórnia. Os maiores produtores ficam em Napa, Sonoma, Paso Robles e Santa Bárbara.
Tem opções pra todos os bolsos, a começar pelo Charles Shaw, ou também conhecido como "Two-Buck-Chuck", que até que é um vinho decente considerando o preço de apenas $1,99. Mas ainda dá pra encontrar outras marcas decentes por 5 dólares.
Vinho na telinha:
Sideways (2004) - Foi o primeiro longa de ficção que assisti retratando tanto a cultura do vinho. Ótima atuação de Paul Giamatti. Acho que o consumo de Pinot Noir cresceu bastante após esse filme.
Mondovino (2005) - Documentário sobre as indústrias, as pequenas vinícolas e a globalização.
Bottle Shock (2009) - como o vinho californiano se tornou respeitado e conhecido no mundo. Baseado numa história real.
De acordo com o Wine Institute, em 2009 havia 6705 vinícolas nos Estados Unidos e a metade delas localizadas na Califórnia. Os maiores produtores ficam em Napa, Sonoma, Paso Robles e Santa Bárbara.
Tem opções pra todos os bolsos, a começar pelo Charles Shaw, ou também conhecido como "Two-Buck-Chuck", que até que é um vinho decente considerando o preço de apenas $1,99. Mas ainda dá pra encontrar outras marcas decentes por 5 dólares.
Vinho na telinha:
Sideways (2004) - Foi o primeiro longa de ficção que assisti retratando tanto a cultura do vinho. Ótima atuação de Paul Giamatti. Acho que o consumo de Pinot Noir cresceu bastante após esse filme.
Mondovino (2005) - Documentário sobre as indústrias, as pequenas vinícolas e a globalização.
Bottle Shock (2009) - como o vinho californiano se tornou respeitado e conhecido no mundo. Baseado numa história real.
Jantares
A maioria dos encontros entre amigos por aqui acontece em restaurantes, que eu acho impessoal e sempre na correria. Acho bem mais interessante jantares como neste último sábado na casa da Kat e do Jason, ainda mais nessa época do ano com o frio chegando. Foram quase 20 convidados e entre eles, ótimos cozinheiros. Cada um preparou algo especial e tivemos um cardápio com pato, carne defumada, sopa de abóbora e curry, pudim de leite (que eu não preparava há anos), bolo de chocolate, creme brulè, etc.
Eu fiquei estufada e quase passei mal. Não consegui me mexer até a manhã seguinte. Acho que foi a carne, já que eu tenho uma alimentação bem vegetariana.
Eu fiquei estufada e quase passei mal. Não consegui me mexer até a manhã seguinte. Acho que foi a carne, já que eu tenho uma alimentação bem vegetariana.
quarta-feira, novembro 10, 2010
Poliamor
Há 5 anos escrevi o post sexo x amor sobre o que fazer quando um quer mais sexo que o outro, quando um fica na vontade pois cada um sente diferentes desejos sem que o amor entre um casal acabe. Algumas pessoas contaram suas histórias, outras opinaram sobre a situação. Naquela época eu não sabia da existência do poliamor mas hoje me parece uma solução que faz sentido.

Kimmie está casada há 3 anos e vive há um ano com "seus" 2 homens. Ela e o marido sempre tiveram uma relação aberta até que no ano passado ela conheceu o Matt e eles não se largaram mais. Como o Matt estava procurando um lugar para morar, os três acabaram dividindo a casa meio que por acidente. No começo eu não entendia direito, afinal não é todo dia que a gente vê a versão verídica de Dona Flor e seus 2 Maridos. Com o tempo, fui entendendo que o Matt e o Will são loucos pela Kimmy e ela os ama.
Eu sei que nos olhos de muitos isso parece loucura mas o que me parece mais loucura é a quantidade de traições que eu vejo em relações. Conheço gente que tem amantes durante anos e anos, vivendo um total faz-de-conta, fingindo ser o que não é, fazendo outras pessoas sofrerem. Porque geralmente esse tipo de história não acaba bem. Ou se é monógamo ou não é. Por monógamo, eu quero dizer uma pessoa que se sente "completa" com UMA outra pessoa, não necessariamente casar-se. Ter amantes à escondida pra mim não é monogamia. E o fato de não ser, não significa que não se ama a esposa/o marido. O que não parece legal é reprimir desejos porque é "errado" ou fazer sem abrir o jogo. Infelizmente não é assim na prática pois existe o medo de perder o companheiro(a) e por isso várias pessoas optam pela mentira.
Já tive várias discussões sobre isso com meu namorado que acredita que o amor envolve dificuldades, que não é possivel encontrar tudo numa pessoa só e a construção do amor é justamente isso. Tá certo, eu concordo mas acho que o motivo de resistência da idéia de poliamor, muitas vezes, é imaginar o respectivo(a) com outra pessoa. É o ataque do ego de "dividir o que lhe pertence" ou plena insegurança. Apesar de eu ser simpatizante do poliamor, também não sei se conseguiria na prática. Nunca tentei. O mais perto que cheguei foi decidir ter uma relação aberta com o ex-namorado mas acabamos nunca levando a decisão a sério.
O poliamor ainda é um grande tabu e dificilmente deixará de ser. Não acho que sirva para todo mundo mas acredito sim que é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Ao contrário do namorado, não acho que a pessoa tenha que se privar de sentimentos ou desejos. Na verdade pela quantidade de traições que existem no mundo inteiro, essa prática é bem difundida. A diferença é que o ego, a possessividade e o ciúmes não deixam as pessoas se comunicarem sobre certas necessidades do indivíduo na relação. Isso também não quer dizer que todo mundo deva praticar poliamor. Conheço pessoas monógamas que são fiéis e não sentem a menor necessidade de ficar com outra pessoa.
Já vi algumas histórias acabarem em drama e outras continuam maravilhosas. Mas não é assim em qualquer relação? Tenho uma amiga que teve uma relação aberta no primeiro casamento que acabou em briga. Decidiu que só a monogamia serviria dali pra frente. Agora ela está casada há 7 anos, sei que é louca pelo marido mas sofre por sentir desejos por outras pessoas. Ela também sente MUITO mais tesão que ele. Sofre porque não vai trair mas não consegue deixar de sentir esses desejos. Já tentou apimentar a relação, conversar com ele pra transar mais mas o desejo não passa e muito menos o amor pelo marido.
O melhor exemplo de poliamor que eu conheço e já comentei é o do Shoghi e a Lily. Eles estão juntos há 5 ou 6 anos e não tenho dúvida que são almas gêmeas. Continuam apaixonados, são super carinhosos, admiram um ao outro, tem química sexual e planejam ter filhos. Você chega perto deles e sente a energia entre os dois. No entanto, acreditam que o amor não consiste em só 2 pessoas. Eles tem outras relações e conversam sobre isso um com o outro. O Shoghi é mais na curtição apesar de que tem longos relacionamentos com outras mulheres mas a Lily se envolve completamente com outros caras. As outras mulheres e homens se relacionam com eles mas conscientes de que o Shoghi e a Lily são loucos um pelo outro e portanto sem intenção ou esperança de acabar com este relacionamento. Nunca conheci um casal que se comunicasse tão bem, aquele tipo de comunicação sem barreiras em que não há medo de conversar sobre absolutamente nada. Uma amiga explica que a vida poliamorosa deles dá certo porque há uma relação prioritária e se necessário largam o que for e quem for, se um precisa do outro. Dá pra conversar horas sobre relações com eles porque são super maduros e seguros do que querem. Sempre fico fascinada pelo amor e como eles trabalham bem qualquer dificuldade. Um dia a Lily estava me explicando que ela tem uma tática de desabafar sobre problemas com o Shoghi. Como é cansativo ficar sentado ouvindo problemas, sempre que ela precisa fazer isso, ela faz uma massagem no marido. Assim os dois recebem aquilo que querem. O que mais admiro neles é a total honestidade e respeito entre eles. Quem me dera se todos os casais fossem assim.
Mais sobre poliamor:
• O que é?
• outra definição
• matéria na Newsweek de 2009 (em inglês)
• matéria no site Terra
• a "bíblia" do poliamor (em inglês)

Kimmie está casada há 3 anos e vive há um ano com "seus" 2 homens. Ela e o marido sempre tiveram uma relação aberta até que no ano passado ela conheceu o Matt e eles não se largaram mais. Como o Matt estava procurando um lugar para morar, os três acabaram dividindo a casa meio que por acidente. No começo eu não entendia direito, afinal não é todo dia que a gente vê a versão verídica de Dona Flor e seus 2 Maridos. Com o tempo, fui entendendo que o Matt e o Will são loucos pela Kimmy e ela os ama.
Eu sei que nos olhos de muitos isso parece loucura mas o que me parece mais loucura é a quantidade de traições que eu vejo em relações. Conheço gente que tem amantes durante anos e anos, vivendo um total faz-de-conta, fingindo ser o que não é, fazendo outras pessoas sofrerem. Porque geralmente esse tipo de história não acaba bem. Ou se é monógamo ou não é. Por monógamo, eu quero dizer uma pessoa que se sente "completa" com UMA outra pessoa, não necessariamente casar-se. Ter amantes à escondida pra mim não é monogamia. E o fato de não ser, não significa que não se ama a esposa/o marido. O que não parece legal é reprimir desejos porque é "errado" ou fazer sem abrir o jogo. Infelizmente não é assim na prática pois existe o medo de perder o companheiro(a) e por isso várias pessoas optam pela mentira.
Já tive várias discussões sobre isso com meu namorado que acredita que o amor envolve dificuldades, que não é possivel encontrar tudo numa pessoa só e a construção do amor é justamente isso. Tá certo, eu concordo mas acho que o motivo de resistência da idéia de poliamor, muitas vezes, é imaginar o respectivo(a) com outra pessoa. É o ataque do ego de "dividir o que lhe pertence" ou plena insegurança. Apesar de eu ser simpatizante do poliamor, também não sei se conseguiria na prática. Nunca tentei. O mais perto que cheguei foi decidir ter uma relação aberta com o ex-namorado mas acabamos nunca levando a decisão a sério.
O poliamor ainda é um grande tabu e dificilmente deixará de ser. Não acho que sirva para todo mundo mas acredito sim que é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Ao contrário do namorado, não acho que a pessoa tenha que se privar de sentimentos ou desejos. Na verdade pela quantidade de traições que existem no mundo inteiro, essa prática é bem difundida. A diferença é que o ego, a possessividade e o ciúmes não deixam as pessoas se comunicarem sobre certas necessidades do indivíduo na relação. Isso também não quer dizer que todo mundo deva praticar poliamor. Conheço pessoas monógamas que são fiéis e não sentem a menor necessidade de ficar com outra pessoa.
Já vi algumas histórias acabarem em drama e outras continuam maravilhosas. Mas não é assim em qualquer relação? Tenho uma amiga que teve uma relação aberta no primeiro casamento que acabou em briga. Decidiu que só a monogamia serviria dali pra frente. Agora ela está casada há 7 anos, sei que é louca pelo marido mas sofre por sentir desejos por outras pessoas. Ela também sente MUITO mais tesão que ele. Sofre porque não vai trair mas não consegue deixar de sentir esses desejos. Já tentou apimentar a relação, conversar com ele pra transar mais mas o desejo não passa e muito menos o amor pelo marido.
O melhor exemplo de poliamor que eu conheço e já comentei é o do Shoghi e a Lily. Eles estão juntos há 5 ou 6 anos e não tenho dúvida que são almas gêmeas. Continuam apaixonados, são super carinhosos, admiram um ao outro, tem química sexual e planejam ter filhos. Você chega perto deles e sente a energia entre os dois. No entanto, acreditam que o amor não consiste em só 2 pessoas. Eles tem outras relações e conversam sobre isso um com o outro. O Shoghi é mais na curtição apesar de que tem longos relacionamentos com outras mulheres mas a Lily se envolve completamente com outros caras. As outras mulheres e homens se relacionam com eles mas conscientes de que o Shoghi e a Lily são loucos um pelo outro e portanto sem intenção ou esperança de acabar com este relacionamento. Nunca conheci um casal que se comunicasse tão bem, aquele tipo de comunicação sem barreiras em que não há medo de conversar sobre absolutamente nada. Uma amiga explica que a vida poliamorosa deles dá certo porque há uma relação prioritária e se necessário largam o que for e quem for, se um precisa do outro. Dá pra conversar horas sobre relações com eles porque são super maduros e seguros do que querem. Sempre fico fascinada pelo amor e como eles trabalham bem qualquer dificuldade. Um dia a Lily estava me explicando que ela tem uma tática de desabafar sobre problemas com o Shoghi. Como é cansativo ficar sentado ouvindo problemas, sempre que ela precisa fazer isso, ela faz uma massagem no marido. Assim os dois recebem aquilo que querem. O que mais admiro neles é a total honestidade e respeito entre eles. Quem me dera se todos os casais fossem assim.
Mais sobre poliamor:
• O que é?
• outra definição
• matéria na Newsweek de 2009 (em inglês)
• matéria no site Terra
• a "bíblia" do poliamor (em inglês)
sexta-feira, outubro 29, 2010
Coachella
Adorei esse vídeo feito por Sam O'Hare mostrando o Coachella deste ano. Se tudo der certo, ano que vem estarei lá trabalhando no festival novamente porque eu não consigo mais ir sem ser a trabalho.
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