sexta-feira, agosto 12, 2016

Poluição

Com a seca em Los Angeles há alguns anos, a qualidade do ar neste verão está péssima. Eu nunca tinha visto essa camada de poluição na cidade como vejo agora. E aí a vontade de partir cresce, claro. Cada vez mais necessidade de natureza na minha vida.
Continuo nesse dilema. Onde vou viver? Como vou viver? Como arranjar pique de começar do zero sem trabalho, amigos ou companheiro?

Aliás, a vontade de mudar de estilo de vida tem sido enorme há 2 anos (mesmo aqui na cidade) mas ainda não sei como. Quero arranjar companhia pra fazer mais coisas na natureza e está difícil de encontrar.

terça-feira, agosto 09, 2016

Livros

Sempre gostei de estar rodeada de livros e este mês estou aproveitando pra ver se leio mais porque comecei a ler 4 livros ao mesmo tempo mas falta terminar. Um dia eu consigo ler toda essa biblioteca aqui em casa.
Ano passado entrei pra um clube do livro mas nunca fui às reuniões porque estou concentrada nos livros de cura que tenho pra ler. Dá-lhe cura pra trabalhar.
A tribo dos jornalistas sempre teve o pé atrás com livros de auto-ajuda mas no momento é o que preciso.

Por falar em leitura, eu e meus alunos de Português Avançado lemos O Alquimista. Todo mundo sempre falou tão bem desse livro (menos os jornalistas que eu conheço). No começo até gostamos da mensagem e da história mas achei tão simplório e fraquinho. Acho que não sou muito chegada em Paulo Coelho não mas eu tinha que ler pra conferir.

Em compensação estou amando o livro O que sabem as pessoas felizes de Dan Baker. Um estudo sobre felicidade por um médico que fala de psicologia, terapia (e os erros), do movimento de pensamento positivo (e os erros). Acho técnico, preciso e super realista. Tem dados interessantes que falam de comunicação, de reação, de virtudes.

domingo, agosto 07, 2016

Miss Roubada

Era como o meu melhor amigo em Floripa me chamava. Digamos que gosto de aventuras e de repente é porque adoro resolver problemas.

Hoje fui levar minha cachorra pra passear. Sempre que faço isso, não tranco minha porta porque é coisa rápida. Mas eu tinha que pegar uma coisa na minha van e peguei a chave. Por força do hábito, chave na mão, casa trancada. Resultado: fiquei do lado de fora, sem telefone, carteira, dinheiro ou chave de casa.

Lembrei que tinha uma chave de casa extra no meu carro que estava na casa de um casal mas eu não tinha a chave do carro (também estava dentro da minha casa). Cheguei lá na casa dos meus amigos no meio de uma reunião. Ainda bem, porque uma das mulheres tinha o AAA (serviço de guincho) pra eu usar. Eles vieram, abriram meu carro e pude pegar a chave de casa.

Que saga! Se eu não tivesse essa chave extra, não sei como faria pra entrar em casa.

quarta-feira, agosto 03, 2016

Muita calma

Pra continuar o exercício de não se apavorar com mais nada, meu trabalho está super devagar esse ano e hoje eles me disseram que vão mudar meu status pra freelance.
Trabalho na empresa 10 horas por semana. Não é muito mas era uma ajuda. Agora nem isso.
Vixe!
O que vou fazer? Não sei mas não posso mais perder as estribeiras e voltar a pensar no trabalho da Nintendo que eu perdi. Vamos exercitar a arte de ser muito pobre e adquirir dívidas.

Uma hora a gente dá um jeito na vida.
Mas que é difícil manter a positividade assim, isso é.
Gente do céu, seja quem for a pessoa que rogou uma praga em mim, ela é poderosa.

ô Universo, me traz uma boa notícia, vai. Só uminha pra quebrar a rotina desses 3 anos.

Tentar colocar isso em prática:
"A paz não é chegar ao lugar onde você já não está emocionalmente destruída pelo amor (ou emocionalmente destruída por apagar o eterno sonho de ter a família que você nunca teve). Não é se tornar tão calma que você não sente mais o peso da perda. É o lugar onde você exerce a sua liberdade de colocar a sua energia na direção que você quer ir. Não é sobre a frequência com que sente desconforto, mas quantas vezes você é capaz de escolher vê-lo sem ser consumido."

terça-feira, agosto 02, 2016

Seguindo a corrente

1/1/1997 (ou 98) - Guarda do Embaú, SC
Eu e meus amigos da Lagoa achamos um terreno pra acampar e passamos o Reveillon lá. No dia seguinte eu e o Nico fomos pra praia e inventamos de nadar até uma bancada de areia. Era pertinho e parecia ser tranquilo, só que a tansa aqui caiu numa corrente. O Nico foi me ajudar e se ferrou também. Parecia tão fácil alcançar a bancada e tentamos por um tempo nadar contra a corrente até que o bicho pegou. Por um momento, nós dois achamos que íamos morrer até que um surfista nos colocou na prancha e nos levou pro outro lado. Na hora a gente não pensa que não teria passado tanto sufoco se simplesmente deixasse a corrente nos levar ao invés de lutar contra ela.

É hora de parar de nadar contra a corrente e deixar a vida me levar.

Hoje faz 2 anos que tive minha cirurgia. Parece que faz muito mais tempo. Mas mesmo com todas as dificuldades e a falta de apoio emocional, eu sobrevivi. Vamos seguindo em frente com um vídeo do Jason Silva.


domingo, julho 31, 2016

Vitamina


Eu não sou nada sem meu liquidificador. É o eletrodoméstico mais caro da minha casa mas valeu cada centavo. Eu tomo vitamina quase todas as manhãs e a minha favorita é essa:

- uma banana congelada
- manga
- kefir
- leite de amêndoa
- gengibre
- curcuma
- chia 
- canela
- alguma proteína
Ultimamente tenho adicionado maca, levedo de cerveja e amla.

Muito bom (e saudável)!


Jason Silva

Se você já ouviu falar de Jason Silva, ótimo. Se não, você deveria.
Jason Silva é um filmmaker de 34 anos que fala de filosofia em mídia social. Os vídeos dele são super inspiradores! Estou assistindo um agora em que ele conta que desde a época de escola/adolescência, se encontrava com os amigos numas rodas pra discutir sobre arte e vida. É muito bom mesmo. Já entrei em discussões assim principalmente na semana que passei na Chapada Diamantina. Alimenta a alma e o cérebro, instiga curiosidade, inspira a ser mais.
Daí minha cabeça pensadora viaja em tantas direções.
Vai lá assistir um e me diz o que você achou.

A Conselheira

Eu sou a funcionária mais velha no meu trabalho. Daí os meninos vêm tudo me contar da vida deles, inclusive amorosa. Acho bonitinho. Virei a irmã mais velha da galera, pelo jeito.

Ultimamente tenho várias amigas passando por muito aperto, uns problemas bem difíceis e estou fazendo o máximo pra ser a velha Gisele de outrora e ouví-las pra dar uma força. No Brasil todo mundo vinha desabafar comigo. Acho isso tão importante. Por experiência, a sensação de isolamento é a parte mais difícil nessas horas. 

E agora estava conversando com um amigão do Rio. Somos grandes amigos há 22 anos. Felicidades em manter minhas antigas amizades mesmo fora do Brasil há 16. Daí ele tocou num assunto delicado pra mim. Ele está/estava namorando uma colombiana que mora em NY. Todo carioca que eu conheço é super apegado ao Rio mas como ele não tem muito trabalho agora, resolveu planejar de vir. Daí ela se apavorou e terminou com ele por causa da distância. Só que ele disse que essa coisa de terminar via internet não é pra ele e vai vir de qualquer forma mesmo sem o ok dela. Já até arranjou um lugar pra ficar temporariamente. Ele nunca se deu muito bem na área do amor (assim como eu) mas espero que dê tudo certo dessa vez. Ele merece. Caso contrário, valeu a aventura. 

quinta-feira, julho 21, 2016

Pelas Ruas

Hoje foi a segunda vez esse ano que bati um papo longo com um cara que está nas ruas. Eles sempre têm um bocado de coisa interessante pra falar.
O primeiro passou muitos anos na prisão, foi viciado, casado e disse que está mais feliz nas ruas pois é livre e não deve satisfação pra ninguém. Acho que eu podia passar horas conversando com ele se não fosse o problema de entender só metade do que ele falava.

Vejo que eles têm uma necessidade grande de se comunicarem porque ninguém dá atenção a eles.

Hoje tive outra experiência. Ele veio do Oregon pra cá há 3 semanas de carona e disse que alguém roubou a mala dele. Não sei se é verdade ou não mas ele era bem eloquente, falando de amor, de vida, de não reclamar da vida senão as pessoas desprezam, etc.

terça-feira, julho 19, 2016

Felipe Neto e a Religião

Taí, essas ideias fecham bastante com a minha. Só tem uma coisa. Muitas pessoas dizem que Deus é amor, fé, energia. Então pra que chamar de Deus? Por que não chamar de amor, fé, energia? Por acaso, eu chamo ódio de Diabo ou Darth Vader? Pra que a necessidade de uma entidade? Por que não acreditar simplesmente num mundo melhor em comunhão com a natureza? Em paz, equilíbrio, respeito ao próximo? Não sei, eu sempre acreditei na capacidade de crescimento, em fazer o bem porque é bom fazer o bem independente da existência de um ser supremo. Ainda não entendo a necessidade de se colocar Deus em tudo: em acontecimentos, em tragédias, em problemas e soluções.   Às vezes penso que virou uma palavra banalizada. Americano usa a palavra Deus até na hora de transar.

Sabe o que mais não faz sentido? O ser humano tratar os animais como seres inferiores, prendendo em jaulas, canis, corrente, matando por pele, marfim. Como pode acreditar em Deus e tratar os outros habitantes do planeta desse jeito?


domingo, julho 17, 2016

Música

Hoje tem show do Peter Gabriel & Sting no Hollywood Bowl mas os ingressos estão 200 dólares. Quem me dera...

Pelo menos ontem assisti Brazilian Girls, que de brasileiro não tem nada pois a cantora é francesa e o cantor senegalês, Baaba Maal. De graça.

quinta-feira, julho 14, 2016

Bem-vindo ao caos

Tem gente que fica mal depois de um aspecto falho na vida. Imagina todos? Nos últimos 3 anos, saúde, família, amor, amizade e trabalho foram-se, um a um (e tem gente que ainda me julga por estar assim, ou pior, compara). Não quero mais ser uma lutadora. Me rendo e me entrego ao caos. Pelo menos agora não sobrou nenhuma parte da vida pra cair.
Cansei. Só quero descansar.