Semana passada comecei a me sentir um pouco triste sem nenhuma razão. Hoje me parece que foi antecipação desta semana. Além de uns problemas em casa, tivemos 2 notícias ruins.
Ontem a noite, o empresário Ledo Ronchi foi assassinado com 3 tiros numa tentativa de assalto na sua casa em Ponta das Canas, na minha terra natal. Ledo foi o fundador da revista de surfe Inside, meu primeiro trabalho de carteira assinada.
Hoje foi anunciada a morte de Monica Burgos que estava desaparecida desde segunda em Cancun, México. Monica era proprietária do restaurante Zabumba aqui em Los Angeles.
quinta-feira, abril 08, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
Blogosfera
Depois de quase 8 anos de blog, tem algumas pessoas que praticamente viraram amigas pra mim. Éramos brasileiras vivendo nos EUA há pouco tempo, contando sobre nossa adaptação. Acompanhamos o blog uma da outra durante anos e hoje somos amigas no Facebook e Orkut. Adoraria conhecê-las um dia. Algumas quase não escrevem mais e sinto falta das palavras delas (todos os links no menu ao lado).
Andrea do blog In Other Worlds (New York)
Leila do Stuck in Sac (Califórnia)
Laurinha do Coisas de Laurinha (Massachussets)
Elena do Sonho Meu (Maryland) - ela já está aqui há um tempão
Tiveram várias pessoas que passaram durante um tempo mas tivemos menos contato e que também parecem pessoas incríveis como a Denise do Síndrome de Estocolmo que mora na Coréia e a Polly do blog Uluru que mora na Austrália.
Beijos a todas, ou melhor, abraços porque sou mais de abraços.
obs: 3 delas são recifenses. uau.
Andrea do blog In Other Worlds (New York)
Leila do Stuck in Sac (Califórnia)
Laurinha do Coisas de Laurinha (Massachussets)
Elena do Sonho Meu (Maryland) - ela já está aqui há um tempão
Tiveram várias pessoas que passaram durante um tempo mas tivemos menos contato e que também parecem pessoas incríveis como a Denise do Síndrome de Estocolmo que mora na Coréia e a Polly do blog Uluru que mora na Austrália.
Beijos a todas, ou melhor, abraços porque sou mais de abraços.
obs: 3 delas são recifenses. uau.
segunda-feira, abril 05, 2010
Venice Beach
Há meses que eu não ia para o outro lado da cidade onde grande parte dos amigos moram, o Westside. Cheio de hipsters, predominantemente "white people", new age vibe e perto da praia. A área é legal mas o trânsito e estacionamento meio caóticos.
Ontem passei o dia em Venice. Em primeiro lugar, Venice comparada a qualquer outra área da cidade, tem a maior concentração de gente. Tudo é meio apertadinho. É um bairro eclético no qual você encontra casas de milhões de dólares e vários artistas de Hollywood dividindo o espaço com gangues e hippies. Muita lojinha vende maconha com prescrição médica. O calçadão de Venice Beach é o lugar mais interessante para assistir pessoas. Parece um circo. Vendem-se trabalhos de arte, incensos, velas, roupas alternativas, óculos de sol, etc. Também há muitos músicos e apresentações circenses.
Além disso, tem Muscle Beach, uma academia de musculação ao ar livre onde o "Governator" Schwarzenegger frequentava nos anos 70. Tem pista de skate, pista de patins, quadras de tênis, aparelhos de ginástica olímpica e muita gente jogando basquete. Ao lado das quadras de basquete, BMX riders fazendo várias manobras de street style (acrobacia com bicicleta). Tem os burners praticando poi, staff e hooping. Tem muito turista, muito cachorro, muito louco e muita bicicleta. O calçadão está sempre lotado nos fins de semana.
Durante o terremoto, estávamos assistindo vários adolescentes dançando um novo estilo de música eletrônica, a Electrodance ou Milky Way (via Láctea). Os meus amigos que são ravers desde os anos 90, antes do governo Bush achar que era uma atividade demoníaca, ficaram comparando os movimentos daquela época e de agora. Pareciam juízes em concurso de dança.
Ah, e aos domingos a tarde tem roda de batuque (drum circle) na praia até o por do sol. A roda chega a ter mais de 200 pessoas no verao.
Venice também é o berço do skateboard. Dois filmes falam um pouco desta história: Dogtown and Z-boys e Lords of Dogtown.
Ontem passei o dia em Venice. Em primeiro lugar, Venice comparada a qualquer outra área da cidade, tem a maior concentração de gente. Tudo é meio apertadinho. É um bairro eclético no qual você encontra casas de milhões de dólares e vários artistas de Hollywood dividindo o espaço com gangues e hippies. Muita lojinha vende maconha com prescrição médica. O calçadão de Venice Beach é o lugar mais interessante para assistir pessoas. Parece um circo. Vendem-se trabalhos de arte, incensos, velas, roupas alternativas, óculos de sol, etc. Também há muitos músicos e apresentações circenses.Além disso, tem Muscle Beach, uma academia de musculação ao ar livre onde o "Governator" Schwarzenegger frequentava nos anos 70. Tem pista de skate, pista de patins, quadras de tênis, aparelhos de ginástica olímpica e muita gente jogando basquete. Ao lado das quadras de basquete, BMX riders fazendo várias manobras de street style (acrobacia com bicicleta). Tem os burners praticando poi, staff e hooping. Tem muito turista, muito cachorro, muito louco e muita bicicleta. O calçadão está sempre lotado nos fins de semana.
Durante o terremoto, estávamos assistindo vários adolescentes dançando um novo estilo de música eletrônica, a Electrodance ou Milky Way (via Láctea). Os meus amigos que são ravers desde os anos 90, antes do governo Bush achar que era uma atividade demoníaca, ficaram comparando os movimentos daquela época e de agora. Pareciam juízes em concurso de dança.
Ah, e aos domingos a tarde tem roda de batuque (drum circle) na praia até o por do sol. A roda chega a ter mais de 200 pessoas no verao.
Venice também é o berço do skateboard. Dois filmes falam um pouco desta história: Dogtown and Z-boys e Lords of Dogtown.
domingo, abril 04, 2010
Terremoto
A Roxy, o Jake e eu estávamos sentados numa arquibancada hoje em Venice Beach quando senti tudo rodando. O Jake me perguntou se eu estava sentindo a arquibancada se mexer. Foi quando nos demos conta de que era um terremoto. Foi bem diferente desta vez pois ao invés de um tremor, sentimos um balanço como se estivéssemos num barco. Acho que durou um minuto e ficamos todos meio enjoados. Os anteriores nunca passaram de poucos segundos.
O terremoto de 7.2 teve o epicentro em Laguna Salada, próximo a Mexicali, fronteira entre México e Califórnia. É exatamente o local de um dos nossos eventos favoritos, o Fuente Eterno, que aconteceu há 3 semanas. Esperamos que esteja tudo bem no Canyon de Guadalupe. A boa notícia é de que não é uma área muito populosa.
update: O pessoal do Canyon mandou um alô. Parece que está todo mundo bem. ufa! 7.3 eartquake I was driving in the lake bed Laguna salada and we stop and everything was moving and I look at the peak in the canyon and I saw rocks falling and all the mountains are full of dirt it was so scary and Mexicali it was a disaster aftershocks every 20 minutes prayers for all me people Adan from the canyon.
O terremoto de 7.2 teve o epicentro em Laguna Salada, próximo a Mexicali, fronteira entre México e Califórnia. É exatamente o local de um dos nossos eventos favoritos, o Fuente Eterno, que aconteceu há 3 semanas. Esperamos que esteja tudo bem no Canyon de Guadalupe. A boa notícia é de que não é uma área muito populosa.
update: O pessoal do Canyon mandou um alô. Parece que está todo mundo bem. ufa! 7.3 eartquake I was driving in the lake bed Laguna salada and we stop and everything was moving and I look at the peak in the canyon and I saw rocks falling and all the mountains are full of dirt it was so scary and Mexicali it was a disaster aftershocks every 20 minutes prayers for all me people Adan from the canyon.
quinta-feira, abril 01, 2010
Vegano, vegetariano ou come qualquer coisa?
Essa era uma das perguntas na papelada para trabalhar no Coachella. Hoje em dia, esta pergunta é corriqueira em qualquer evento.
Gostaria de saber quantos veganos e vegetarianos há na Califórnia. Não dá pra incluir no censo? hehehe
Todos os restaurantes oferecem opções vegetarianas e cada vez mais veganas também. Esse pessoal sofreu no Peru porque os restaurantes não tinham nenhuma opção vegetariana. Lembro um dos voluntários pedindo pra substituir a galinha por outra coisa e não tinha jeito. Nem mesmo pagando mais.
Gostaria de saber quantos veganos e vegetarianos há na Califórnia. Não dá pra incluir no censo? hehehe
Todos os restaurantes oferecem opções vegetarianas e cada vez mais veganas também. Esse pessoal sofreu no Peru porque os restaurantes não tinham nenhuma opção vegetariana. Lembro um dos voluntários pedindo pra substituir a galinha por outra coisa e não tinha jeito. Nem mesmo pagando mais.
quarta-feira, março 31, 2010
Diversão é solução sim
Apesar de estar desempregada, a vida anda bem interessante. Estou dando aula 6 dias na semana. Hoje fiz uma demonstração de bambolê numa escola e as crianças enlouqueceram. No sábado vou me apresentar num clube. Além disso, estou organizando um grupo na tentativa de unir os hoopers em LA. E hoje fui convidada pra trabalhar no Coachella, um dos maiores festivais de música no país, que começa em 2 semanas. O que? Receber dinheiro, casa e comida pra trabalhar lá? Com certeza. ah, também estou tentando me envolver na organização do Festival de Cinema Brasileiro em Los Angeles. Life is pretty sweet.
sábado, março 27, 2010
Subo nesse palco...
Ontem me apresentei em Holywood com o grupo Improv Dance Company, como o nome diz, improvisamos uma rotina de dança. Na hora sempre fico apavorada imaginando o que estou fazendo lá mas no final é divertido.
Na minha cabeça, já tinha me aposentado da minha breve vida no palco. Acabei de achar uma definição pra mim: bicho do mato artístico. Por um lado, tenho pavor de ser assistida, de câmeras, de enfrentar público. Acho que não levo jeito nenhum. Como era improviso, não tinha como errar tudo e afinal dançar, eu danço bem mas vencer o medo é que são elas. Queria ter visto a minha cara na hora.
Apesar do bloqueio, quando a oportunidade vem, eu resolvo encarar novamente porque eu adoro esse lance da arte chacoalhar, chocar e entreter ao mesmo tempo. E onde eu tiver oportunidade de mexer com isso, eu topo. Por isso, já me meti com cinema, fotografia, dança, radioteatro, teatro e pintura.
Na minha cabeça, já tinha me aposentado da minha breve vida no palco. Acabei de achar uma definição pra mim: bicho do mato artístico. Por um lado, tenho pavor de ser assistida, de câmeras, de enfrentar público. Acho que não levo jeito nenhum. Como era improviso, não tinha como errar tudo e afinal dançar, eu danço bem mas vencer o medo é que são elas. Queria ter visto a minha cara na hora.
Apesar do bloqueio, quando a oportunidade vem, eu resolvo encarar novamente porque eu adoro esse lance da arte chacoalhar, chocar e entreter ao mesmo tempo. E onde eu tiver oportunidade de mexer com isso, eu topo. Por isso, já me meti com cinema, fotografia, dança, radioteatro, teatro e pintura.
quinta-feira, março 25, 2010
O que eu gosto em LA?
Dia 1º de Julho completo 10 anos de EUA. Quem diria eu toda militante, metida a socialista, iria gostar de morar na meca capitalista.
Por que a Califórnia conquistou meu coração?
Por que a Califórnia conquistou meu coração?
- RESPEITO
- honestidade
- cordialidade
- organização
- segurança
- conveniência
- cosmopolismo
- deserto, montanhas, praias, canyons, shows, vinícolas - tudo num estado só
- um círculo de centenas de amigos que pensam muito parecido comigo: liberal, artístico, não-religioso, não possessivo/ciumento, ecológico, preocupados com várias questões no mundo, equilíbrio do lado masculino e feminino, super ativos
- festivais de arte/música que nunca vi igual
- comidas e bebidas de tudo quanto é canto
- chás maravilhosos - tomo chá o dia todo, consumo chás indianos, ingleses, chineses, africanos e vários outros.
- aprendi muito sobre alimentação mais regrada - valor nutritivo, refeição balanceada, menos frituras, menos açúcar, etc.
- BURNING MAN
- o clima em Los Angeles é perfeito! Às vezes muito seco mas em geral muito bom. E a primavera então...flores por todos os cantos, um calorzinho agradável.
- menos machismo
- eu que estou chegando na idade mais pra lá do que pra cá, adoro ver como os idosos são super ativos por aqui. Praticam esportes, saem, dançam, põem muita gente nova no chinelo.
- até hoje me chama a atenção ver homens sozinhos tomando conta de crianças pequenas (alô Frank, Dauro, eu sei que vcs também fazem isso). E eles estão por toda a parte. Vejo muitos no supermercado fazendo compras, carregando carrinhos sem a companhia da mãe. Eu não via muito esta imagem na terrinha. Sempre me deixa feliz.
- sushi - como o sushi dessa terra é bom! Estou evitando ultimamente mas de vez em quando me esbaldo.
- ah, os meus amigos americanos só se cumprimentam através de abraços. Perfeito para uma "hugging machine" (máquina de abraçar) como eu.
quarta-feira, março 24, 2010
Boatos de Golpe Militar
Conversar com alguém com idéias completamente opostas à sua pode ser bem difícil. Muitas vezes um não está disposto a ouvir o outro, só a expor suas próprias idéias ou mostrar que está certo a qualquer custo. O marido da minha aluna é uma dessas pessoas em que nossas idéias não batem nem um pouquinho. Discordamos de praticamente tudo porque ele faz a linha bem conservadora e eu não.
A última surpresa foi de boatos sobre um novo Golpe Militar. Ele estudou num colégio militar no Brasil e os participantes de uma lista de ex-alunos estão discutindo sobre uma possível intervenção das Forças Armadas. Ele acha uma boa idéia porque segundo ele, na época da ditadura havia menos corrupção e mais crescimento industrial. Só com o militarismo, o Brasil conseguiu crescer.
Será que o Brasil corre risco de golpe militar?
Resolvi só ouvir desta vez e não expor meus pensamentos porque ele não é o tipo de pessoa que dá o braço a torcer. Então o melhor a fazer foi ficar quieta e ouví-lo pois eu ainda não tinha conhecido alguém que achava que a ditadura tinha sido boa para o Brasil. Fiquei curiosa.
Isso me lembra uma discussão que tive nos anos 90 num Congresso da UNE em Brasília sobre toda a diretoria ter direito de voz no jornal. Os representantes do PC do B, líderes naquela gestão, eram contra a proposta. Depois de 40 minutos debatendo com um deles, ele acabou concordando comigo mas disse que ainda votaria contra a proposta porque não podia votar contra o partido. É isto, como profissional de comunicação e arte, não concordo com sistemas que calam a sua voz.
A última surpresa foi de boatos sobre um novo Golpe Militar. Ele estudou num colégio militar no Brasil e os participantes de uma lista de ex-alunos estão discutindo sobre uma possível intervenção das Forças Armadas. Ele acha uma boa idéia porque segundo ele, na época da ditadura havia menos corrupção e mais crescimento industrial. Só com o militarismo, o Brasil conseguiu crescer.
Será que o Brasil corre risco de golpe militar?
Resolvi só ouvir desta vez e não expor meus pensamentos porque ele não é o tipo de pessoa que dá o braço a torcer. Então o melhor a fazer foi ficar quieta e ouví-lo pois eu ainda não tinha conhecido alguém que achava que a ditadura tinha sido boa para o Brasil. Fiquei curiosa.
Isso me lembra uma discussão que tive nos anos 90 num Congresso da UNE em Brasília sobre toda a diretoria ter direito de voz no jornal. Os representantes do PC do B, líderes naquela gestão, eram contra a proposta. Depois de 40 minutos debatendo com um deles, ele acabou concordando comigo mas disse que ainda votaria contra a proposta porque não podia votar contra o partido. É isto, como profissional de comunicação e arte, não concordo com sistemas que calam a sua voz.
domingo, março 21, 2010
Mais Human Translation
Noite passada fomos a uma festa beneficente da Human Translation. Já havia explicado sobre esta organização em postagens anteriores mas agora há um vídeo mostrando o que está sendo feito.
Human Translation - Reservoir Project from Thomas Stockwell on Vimeo.
Human Translation - Reservoir Project from Thomas Stockwell on Vimeo.
sexta-feira, março 19, 2010
Gostosa!
Certa vez, quando minha mãe morava na Alemanha, ela disse que até sentia falta dos assobios e os gritos de gostosa na rua. Nesse ponto não somos nada parecidas. Taí uma coisa que jamais senti falta. Ao contrário, hoje em dia acho uma delícia não ter que lidar com isso diariamente. É um tremendo saco ter que ouvir essas coisas calada como se fosse a coisa mais normal do mundo.Hoje fui passear com os cachorros. Fizemos uma longa caminhada. Passamos por um grupo de jardineiros latinos e lá vai provocações. Depois passamos por um grupo de jovens armênios e lá veio mais gracinha. O melhor a fazer é ignorar mas ouvi muita gente dizer que faz bem pro ego. Sério mesmo? Diz aí, tenho curiosidade. Você gosta de ser chamada de gostosa por um estranho na rua? Te faz sentir bem, é indiferente ou te incomoda?
E quanto aos homens que fazem isso frequentemente? Será que é costume? Ou eles acham divertido? Com certeza, não é com intenção de sair com a mulher pois nunca vi funcionar.
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