terça-feira, março 15, 2011

Dupla cidadania

Vantagem de ter família num país diferente: quando a coisa aperta num lugar, dá pra ir pro outro país. Tenho uma aluna que é japonesa e a mãe dela está vindo pra Los Angeles esta semana. De fato, acho que todo mundo no Japão deveria se afastar do país no momento por causa dessa ameaça de explosão nuclear. 

Terremoto/Tsunami

  • Essa semana tenho lido sobre kits de emergência e conversado com amigos sobre isso. A gente aqui em Los Angeles precisa estar preparado. Ainda bem que moro 25 milhas da praia, um risco a menos. Para a família que lê isto, olha, não se preocupe. Acho que corro menos risco de vida em terremoto do que nas estradas brasileiras.
  •  Acabei de ver um título de uma matéria no site da BBC que achei sem sentido:  Cidade no Japão 'parece set de filme catástrofe'. Peraí, sets de filme catástrofe copiam tragédias na vida real e não o contrário. Eu sei que eles querem descrever uma imagem mas comparar uma imagem real a um set de filmagem é inverter a situação, não?
  • Acompanhei o primeiro dia do terremoto no site inglês da Al Jazeera e me surpreendi com a qualidade da cobertura deles, tão boa quanto a da BBC. Vou ficar mais ligada nesse site.

quarta-feira, março 09, 2011

Dia da Mulher

Em homenagem ao dia Internacional da Mulher, tenho alguns assuntos de caráter feminino para comentar.

ROUPA - Como a maioria das mulheres, eu adoro roupa e também um guarda-roupa cheinho de coisa pra se vestir. O meu mesmo, confesso que é ridículo de tanta coisa que eu tenho. Mas em compensação já passei um ano vivendo com um mochila e as mesmas roupas todos os dias. Argh No final não aguentava mais. Acho que não sou de comprar muita roupa pois grande parte das minhas coisas são adquiridas em clothing swaps (troca de roupa). Apesar do meu espírito aventureiro de se mandar de mochila por aí, gosto de um armário atrolhado de vestimentas em que eu possa exercitar minhas inúmeras personalidades. Um dia sou hippie, no outro professora, tribal pós-moderno, mulher de negócios...até mesmo porque me enjoo fácil das coisas.Nessa questão, não tenho nenhuma crise de consciência em ter a quantidade de roupa que eu tenho.
 Ultimamente ando numa fase mais esportiva mas eu percebo que toda vez que a estação do ano muda, eu começo a me vestir melhor. Acho que me empolgo com a mudança do guarda-roupa.

COLETOR MENSTRUAL - é bem assunto de mulher mesmo. Trata-se de um copinho de silicone que dá pra usar durante 12 horas e reutilizar por mais de um ano. Não entendo como esse produto é tão desconhecido pois achei a melhor solução para o nosso ciclo. A mulher chega a usar 10 mil absorventes durante a vida. Imagina o desperdício? Sem contar que é bem prático, na minha opinião.
No Brasil, sei que há 2 marcas:
Meluna - http://www.meluna.com.br
Green Donna - http://loja.laloba.com.br/

terça-feira, março 01, 2011

Hot Yoga

Graças ao Groupon, o site de promoções, pude comprar um pacote de 10 aulas de yoga no estilo Bikram. O Bikram é aquela yoga de 26 posições feitas numa sala aquecida a 40ºC. Tentei fazer no ano passado e odiei. Primeiro quase vomitei com o cheiro. Segundo o lugar não pareceu muito limpo. Terceiro os professores tem um roteiro e por isso a aula é sempre idêntica uma a outra. Achei o negócio muito militar pro meu gosto.
Mas esse estúdio que eu comecei em Santa Monica é novinho, super limpo, bom atendimento e os professores são ótimos. E melhor ainda, o lugar não tem cheiro de "nhaca". Dá pra ver como estou apaixonada pelo lugar?
E eles oferecem umas aulas interessantes. Já fiz mistura de yoga com pilates, Bikram com Power e ontem uma que acabou comigo. Yoga Barre é dada por uma mulher com mais de 50 anos em que a gente não para um minuto. Foram os exercícios mais difíceis que já fiz na minha vida e trabalhou com tudo quanto é músculo.
Vontade de fazer todo dia. Ótimo deixar a preguiça de lado.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Grupo Corpo

Como fui esquecer de comentar isto?
Dia 30 de janeiro fui assistir a apresentação do grupo mineiro de dança contemporânea, Grupo Corpo. Acho que desde os 14 anos que não assistia dança em teatro. A apresentação foi no Dorothy Chandler, onde costumava ser o Oscar, antes de ser transferido para Hollywood.
Encontrei vários amigos e adoramos o espetáculo. Há muitos anos queria assistir esse grupo. Agora falta o Cena 11 de Floripa, que nunca tive a chance de ver.

sábado, janeiro 29, 2011

Divagando sobre desafios

Hoje estou reflexiva e divagando sobre várias coisas. Então por que não usar o blog?

1) Adoro os amigos brasileiros. O problema é conseguir se encontrar com eles. Por que é tão fácil encontrar os outros amigos e não os brasileiros? Falta de praticidade? Prioridades? Tem gente que não vejo há anos. Só consigo vê-los em alguns eventos brasileiros. Caso contrário, não rola. Sempre rola a frase típica: a gente tem que se encontrar. Tem? Marque hora, data e local. E apareça!
Nossa, já furaram cada uma comigo. 

2) No jornalismo, tem aquele lance da preferência por notícias ruins, né? No aspecto pessoal, críticas geralmente prevalecem a elogios. Foi outra coisa que me chamou atenção na minha turma e agradou bastante ver como eles gostam de destacar suas qualidades. Não é gostoso receber um elogio, um agrado? Mulher então nem se fala. A gente tem pura necessidade de se sentir valorizada. Dá mais vontade de sorrir e o dia fica mais bonito. É algo que tenho que melhorar, por sinal.

3) Você sabe dizer desculpa?

4) Hoje estava vendo as fotos do pessoal que está voluntariando no Haiti e com quem eu trabalhei no Peru. Sempre que isso acontece, dá vontade de pegar o primeiro avião. Minha experiência no Peru em ajuda em desastre e construção de comunidade foi enriquecedora demais pois gosto muito dessa sensação de ser útil. Morro de vontade de fazer isso de novo. Por outro lado, a gente tem que sobreviver e eventualmente ter casa própria. Daí de vez em quando fico nessa entre trabalho ou voluntariar.

5) Não será comunicação o grande problema da humanidade? Pra onde eu olho, eu vejo conflitos relacionados com falta de comunicação. Moro com 5 pessoas e hoje por exemplo, um dos meninos resolveu fazer uma festa pra filha. Até aí tudo certo. Mas acordo e vejo um pula-pula no meu jardim. Porra, se vai fazer uma festa poderia pelo menos ter avisado pro povo da casa. Com falta de comunicação, vem também as suposições. As pessoas supõem coisas que parecem óbvias na cabeça delas quando na verdade não são. Ninguém pode ter certeza do que o outro está pensando. Resolvi vários conflitos com a minha mãe antes de sair do Brasil porque tinha chegado anteriormente a várias pré-conclusões sem nunca ter conversado com ela sobre o assunto. Portanto exponha dúvidas, elogios, questões e críticas (no momento adequado).

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Jardim Japonês


É ótimo quando a gente descobre algo novo na cidade. Semana passada fomos conhecer o jardim japonês no Valley que reutiliza água reciclada do esgoto. Engraçado que sempre frequentei o Woodley Park e sempre tinha curiosidade de saber o que tinha no outro lado do muro. Eu não fazia idéia que havia um jardim japonês.
De lá fomos patinar no gelo apesar do calor de 26ºC que tem dado ultimamente.
Essa semana fomos pra montanha andar de snowboard. Apesar de gostar do esporte, não levo jeito pra coisa. Nunca saio da pista de iniciantes. Mas aprendi outra coisa, jamais faça snowboard quando está calor e sem nevar há um tempão. Era puro gelo e me machuquei toda.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Enchente no Rio

Lamentável a situação na Região Serrana do Rio de Janeiro. Não tinha visto uma enchente no Brasil com um número tão alto de fatalidades. Sempre gostei muito daquela área e adorava passear por aquelas cidades quando era criança.
Infelizmente as soluções só partem para a prática após tragédias. É assim em qualquer lugar. Eu não sei qual a parcela de culpa do Governo Federal, Estadual e Municipal neste episódio. Só sei que eles tem a obrigação de implementar medidas de prevenção.
No entanto, acho importante também levar em conta a nossa responsabilidade de cidadão. O que nós podemos fazer para prevenir acidentes como este? Talvez plantar árvores, não jogar lixo na rua e não construir em áreas de risco poderia ajudar também, vocês não acham? Sempre penso nisso, no nosso papel de cidadão e a capacidade de melhorar uma situação.
Já vi vários casos em Florianópolis de pessoas que não recebem o aval da Fatma para construir em certas áreas. Mas vão lá, constroem do mesmo jeito e depois entram na justiça porque destruir o que já está construído é bem mais difícil.
De qualquer forma, espero que pare de chover e que eles consigam se recuperar logo.
Li no jornal que eles vão começar a retirar (leia-se despejo) pessoas que vivem área de risco. Sei que é uma das soluções mas coitadas dessas famílias.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Primeiro sumiço do ano

De volta aquelas fases em que eu penso mil vezes antes de escrever e disso não passa. Nada parece interessante o suficiente pra escrever. Até no FB eu ando mais "privada". Como faz tempo que não escrevo nada aqui...
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
A novidade do Natal foi que Papai Noel me deu um Wii de presente. Adorei! No primeiro dia fiquei dolorida. Nunca pensei que fosse possível me exercitar com vídeo game. 
Andei muito entocada em casa no ano passado, o que não me faz muito bem. Preciso de contatos sociais. Então este ano é o que venho buscando, mais conversas e menos pensamentos. De lá pra cá, tivemos jantares com os amigos, Natal com brasileiros, hot springs (águas termais?), boliche, bambolê e finalmente mais aulas.
Outra resolução deste ano é organizar e postar minhas fotos. Será que eu consigo?
A gente está sempre inventando algo diferente. No próximo fim de semana uma amiga que é dançarina profissional vai nos dar dicas de maquiagem. Já que eu sou uma negação nesse assunto, a aula vem bem a calhar. Além disso, ultimamente tenho curtido algumas programações "mulherzinha".

terça-feira, dezembro 14, 2010

De cama

Primeiro gripe, agora intoxicação alimentar. Mais uma! Sou uma pessoa que tem mais intoxicação alimentar que gripe. Vou ficar a base de canja de galinha em pleno Natal?

domingo, dezembro 12, 2010

Pixies & Bassnectar

Hoje meus amigos foram no show do Nick Warren, um DJ de trance music. Daí fiquei explicando as diferenças de algumas músicas eletrônicas e me deparei com essa que quase fui a loucura a primeira vez que ouvi. Bassnectar, que eu amo, fazendo um remix do Pixies, que eu amo mais ainda.
Where is my Mind

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Dub Kirtan

Ando confinada em casa pra terminar o trabalho da faculdade. Sinto falta de um cineminha, de um jantar, de socializar. Então ontem resolvi tirar uma folga e fui na nossa hoop jam (encontro mensal de bambolê). De lá fui num evento em Santa Monica numa "igreja", que não sei se era um templo budista ou algo do gênero  numa igreja metodista. Imagina eu num evento em igreja? Quase uma piada. A minha intenção, assim como a maioria do pessoal que estava lá, era ouvir Freq Nasty e David Starfire, os DJs mais famosos de dubstep em Los Angeles. O que muita gente não se ligou é que na verdade eram palestras relacionadas a yoga, vibrações, música e no final uma jam session dos DJs com os músicos de kirtan. Kirtan é a uma parte da yoga relacionada a meditação e cânticos, explicando de uma forma mais simplista. Antes de começar o canto, eles nos deram as orações e explicaram que todos deviam cantar juntos. Sei.
Freq Nasty falou que o motivo de unir o kirtan e o dub é que a frequência baixa e forte do "bass" faz com que a pista de dança se assemelhe muitas vezes a um transe, em que muita gente entra num estado de meditação, de focar somente no momento do agora. Pra mim é a mais pura verdade. Curto muitos estilos de música mas o dubstep (e o bambolê) realmente me deixa em transe como se nada mais no mundo existisse. É como entrar num estado de sublimação melhor do que qualquer outra coisa que já experimentei.
Quando a jam começou, todo mundo ficou se olhando, meio perdido, sem saber ao certo como agir.  Afinal era uma igreja mas aos poucos cada um foi se levantando e depois de 5 minutos todos estavam dançando. Cantar que é bom nada mas que rolou sublimação, rolou.
Vários palestrantes contaram que aquele bando de gente cantando junto, ou melhor, o kirtan não parece nada interessante mas que depois eles perceberam o valor de todos estarem emitindo e recebendo a mesma vibração. Eu ainda continuo na fase do desconfortável. Não sei se é pra mim.