quinta-feira, julho 26, 2007

Joy Division

Dia 26/09 estréia nos EUA o filme Control sobre Ian Curtis, compositor e vocalista do Joy Division. O roteiro é baseado no livro Touching From a Distance, escrito pela mulher Deborah Curtis, também co-produtora do filme.
Joy Division tocou entre 1977 e 1980 até o suicídio de Ian aos 23 anos. Após a morte dele, os outros integrantes montaram o New Order, bem mais conhecido mundialmente.
Junto com Pixies, Joy Division sempre foi uma das minhas bandas preferidas. A única até hoje que eu tive camiseta, DVD raro, livro, etc. Espero por este filme há anos. Já ouvi comentários de que eu devo ser depressiva já que a música é bem dark e as letras falam de sofrimento. Mas tem algo sobre a guitarra e a voz grave de Ian que me hipnotizam.
Nos últimos anos tenho notado que muitos músicos têm tocado cover do J.D., como por exemplo, Moby. Além disso, há 2 bandas atuais que soam muito como eles: Interpol e She Wants Revenge.

segunda-feira, julho 16, 2007

Dois corações

Não adianta. Ser imigrante é ter sempre dois corações. A cabeça fica um pouco na terra de origem e no entanto quando volta, sente falta do novo mundo. Alguns se adaptam, alguns se readaptam mas a gente sempre imagina como está o outro lado.
São raros os casos de imigrantes que não se sentem assim...

sexta-feira, julho 13, 2007

I am not filthy hippie, am I?

Praticamente todos os meus amigos me chamam de hippie mas eu nunca me considerei uma.
Muita gente tem a idéia de hippies serem pessoas sujas e que não gostam de trabalhar. Ou que vivem chapados. Sempre escuto esse termo com um tom pejorativo então resolvi dar uma pesquisada sobre a definição de palavra. Não me considerava uma porque não creio eu tenha um estilo específico. Sou muito "camaleão".
Conclusão: depois de ver a definição, finalmente admito que sou hippie e com o maior prazer.

Sou hippie neste sentido:
Sou pacifista, a favor da popularização/democratização da arte e nunca fui de aceitar a moral imposta pela sociedade. Nesse caso, eu me encaixo nessa sociedade alternativa.

Hippies rejected established institutions, criticized middle class values, opposed nuclear weapons, opposed the Vietnam War, embraced aspects of Eastern religions, championed sexual liberation, promoted the use of psychedelic drugs to expand one's consciousness, and created intentional communities. They used alternative arts, street theatre, folk music, and psychedelic rock as a part of their lifestyle, and as a way of expressing their feelings, their protests, and their vision of the world and life. Hippies opposed political and social orthodoxy, choosing a gentle and nondoctrinaire ideology that favored peace, love, and personal freedom,[5][6] perhaps best epitomized by The Beatles' song "All You Need is Love".[7] They perceived the dominant culture as a corrupt, monolithic entity that exercised undue power over their lives, calling this culture "The Establishment", "Big Brother", or "The Man".[8][9] Noting that they were "seekers of meaning and value," scholars like Timothy Miller describe hippies as a new religious movement.

Tem um outro texto legal (em inglês) sobre o assunto.

sexta-feira, julho 06, 2007

Que vida boa!!

Ando numa fase de encantamento desde que voltei do OrangeKamp, o acampamento anual da minha turma. Ainda estou processsando tanto carinho e tanto amor que temos um pelo outro. Às vezes pela diferença cultural nem acho que eles são tão chegados em mim e daí a gente se vê e percebe quanta admiração temos um pelo outro. Que sentimento gostoso! E lá se vão 4 anos.
A gente volta com mais vontade de se ver ainda. Ficamos grudados no 4 de julho e esse fim-de-semana vai ser a mesma coisa.

Fora isso, comprei uma passagem pro Brasil depois de 3 anos.

sexta-feira, junho 29, 2007

Dear Mr. President

Nunca fui de prestar atenção em letra de música na primeira vez que escuto mas hoje ouvi Dear Mr President de Pink e Indigo Girls e uau!!! Estamos precisando de mais canções como essa. Não sou de ouvir as músicas da Pink mas respeito o trabalho dela.

Dear Mr. President,
Come take a walk with me.
Let's pretend we're just two people and
You're not better than me.
I'd like to ask you some questions if we can speak honestly.

What do you feel when you see all the homeless on the street?
Who do you pray for at night before you go to sleep?
What do you feel when you look in the mirror?
Are you proud?

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye
And tell me why?

Dear Mr. President,
Were you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
How can you say
No child is left behind?
We're not dumb and we're not blind.
They're all sitting in your cells
While you pave the road to hell.

What kind of father would take his own daughter's rights away?
And what kind of father might hate his own daughter if she were gay?
I can only imagine what the first lady has to say
You've come a long way from whiskey and cocaine.

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye?

Let me tell you 'bout hard work
Minimum wage with a baby on the way
Let me tell you 'bout hard work
Rebuilding your house after the bombs took them away
Let me tell you 'bout hard work
Building a bed out of a cardboard box
Let me tell you 'bout hard work
Hard work
Hard work
You don't know nothing 'bout hard work
Hard work
Hard work
Oh

How do you sleep at night?
How do you walk with your head held high?
Dear Mr. President,
You'd never take a walk with me.
Would you?

domingo, junho 24, 2007

os astros de Hollywood


Volta e meia, as mulheres falam dos bonitões de Hollywood. Sempre quando mencionam sobre os astros daqui, acabo não prestando muita atenção. Só lembro da minha Hollywood. Amigos que além de bonitos e charmosos, são inteligentes e legais. E dá pra tocar (abraços, muitos abraços). Olha que a maioria deles tem mais de 30 anos e continuam com corpinho de 20. Um destes na foto tem 42 anos!! Quem quer saber de Brad Pitt quando se está rodeado de gente assim? É cada amiguinho...

sábado, junho 23, 2007

Não à ditadura da beleza

Como eu ando com um pessoal que tem uma alimentação saudável e uma vida bem ativa, eu esqueço como funciona a ditadura da beleza no resto do planeta. No meu grupo, nem mesmo as mais cheinhas tem problemas com o corpo.
Por isso eu me assusto quando vejo uma mulher falando de plástica, lipo, colocar peito, tratamento disso ou daquilo. Simplesmente não me acostumo com isso. Sou mais do time de aprender a aceitar e gostar das nossas imperfeições. Tenho uma amiga linda e magra, muito gracinha e se acha horrorosa. Isso é tão comum por aí, né? Mesmo as que tem um corpo maravilhoso ainda acham que estão feias.
Não tenho a intenção de julgar ninguém mas pra mim tudo isso é surreal. Fazer lipo porque está com 2kg a mais????? Eu tenho muita dificuldade de entender essa preocupação da mulher em ter corpo de Barbie e entendo menos ainda essa coisa de "passar a faca" pra cortar gordura.

Eu estou e sempre estive completamente de bem com o meu corpo. Não tenho problema com celulite, estria, cabelo branco, etc. Tá certo que eu nunca fui muito vaidosa. Não quer dizer que eu não esteja nem aí mas não esquento a cabeça. Você pode até dizer: pra você é fácil falar, você é magrinha. É, mas quando cheguei aqui engordei uns 8 kg em 3 meses. Demorei 2 anos para voltar ao peso normal. Lembro quando estava morando no Hawaii com um bando de surfista profissional, um deles chegou uma vez pra mim e disse: "você tá meio gordinha". E eu: "É mesmo?" Não tô nem aí pra opinião dele.
Sou uma tremenda preguiçosa mas quando engordo (sim, eu engordo como qualquer uma), começo a prestar mais atenção na minha alimentação. Sempre li livros de nutrição e nunca fiz dieta.
O que fui aprendendo aos poucos é facilitar o máximo a digestão dos alimentos porque eu acho que o corpo acumula mais gordura quando não se processa bem a comida:
  • geralmente não como de noite e nunca como antes de dormir
  • como devagar
  • evito beber qualquer líquido durante as refeições
  • evito frituras
  • se como muita besteira num dia, procuro comer melhor no dia seguinte.
Agora que engordei um pouco, comecei a fazer ioga em casa e tem o bambolê que é divertido e um bom exercício (apesar de não ser o motivo de eu praticar).

Complementando, compartilho aqui o post da Débora sobre alimentação.

quarta-feira, junho 20, 2007

Dirigindo em LA

Às 6 da tarde:
Esperando o sinal abrir entre dois carros.
O carro da direita abre o vidro.
O homem começa a mandar beijinho.
...ué, isso nunca acontece...
Olho pro carro do meu lado esquerdo.
O beijinho era pro cachorro São Bernardo que olhava pro nosso lado.

Às 10 da noite:
Dirigindo na freeway.
Voltando do trabalho.
Olho no retrovisor.
200 motos atrás tomando 4 das 5 pistas.

33

Não tive festa, só fui pra dos outros já que essa semana muita gente que eu conheço está de aniversário.
No trabalho, o bolo foi pudim de leite. Exatamente o que eu queria.

Fui assistir pela primeira vez um musical da Broadway: Wicked.

E no domingo fui pra praia em Malibu comemorar com uma outra aniversariante e os amigos. Uma das meninas do nosso grupo me deu um pingente lindo de presente. A grande surpresa é que eu não a conhecia. Ganhar um presente de alguém que eu nunca tinha visto assim foi inédito, ainda mais que eu não tinha dito pra muita gente que era meu aniversário. Você já presenteou um desconhecido?

só eu?

Esses dias percebi que sou uma das únicas brasileiras que conheço por aqui que se sustenta sozinha, paga aluguel, essas coisas...

terça-feira, junho 12, 2007

Flashes

  • Pesquisa indica que a água da privada é mais limpa que a água de um bebedouro público. Argh! É compreensível. O filtro do bebedouro deve ser limpo "de vez em nunca".
  • Depois de ver a imprensa americana mostrar horas e mais horas sobre a prisão da Paris Hilton, imagino se há alguma esperança na humanidade. Eu não estou nem um pouco interessada nisso mas parece que sou a única. Alô, alô, dá pra voltar à programação normal?

quarta-feira, maio 30, 2007

Olhando para trás

Ontem estava vendo foto de velhas amigas no Orkut, amigos de infância e tal...e vendo como nossas vidas tomaram caminhos tão diferentes.

Não focalizo em uma só carreira. Vivo na instabilidade. Continuo solteira e sem filhos, ao contrário de praticamente todos os amigos de outrora. O ambiente de vida mudou muito mas o estilo de vida permanece.
No entanto, olhando pra trás, não me arrependo de absolutamente nada. Me sinto mais segura e feliz. Vivo num lugar onde a mulher é mais respeitada e compete de igual pra igual no mercado. Encontrei uma comunidade maravilhosa. Já conheci pessoas do mundo inteiro, viajei para vários lugares, aprendi tanto, me diverti tanto enfim, gosto deste estilo.
Não estou comparando entre melhor ou pior, nem em relação à mudança de país. Mas é que maioria das mulheres brasileiras na minha idade já estão casadas, algumas das amigas com 3 filhos e eu BEM longe disso. Às vezes nem tenho certeza se quero esse tipo de vida. Não sonho em casar, muito menos de branco na igreja (se eu fizer isso um dia, por favor, me interne). Aqui não sinto pressão da felicidade estar condicionada ao casamento. Pode ser que aconteça um dia mas enquanto isso há tantas coisas para se fazer...

obs: Na foto esquerda a namorada do meu primo, eu e Roberta em Floripa/1999.
À direita, foto tirada 2 semanas atrás.