segunda-feira, julho 11, 2016

Pokemon

Todo esse fuzuê sobre o Pokemon Go - leia-se Nintendo - na semana que estaria fazendo mudança pra trabalhar lá é meio cruel.

sábado, julho 09, 2016

Spiritual but not Religious

Religiosidade x Espiritualidade

É possível ser espiritual sem acreditar em Deus? Eu nunca aceitei uma divindade suprema (ou pelo menos nunca senti necessidade disto na minha vida) mas sempre acreditei na energia que nos conecta, em reencarnação, em espíritos, alma, em fazer o bem, em querer um mundo melhor sem buscar recompensa etc. Um exemplo dessa energia: você está num lugar cheio de gente e de repente começa a olhar pra uma pessoa. Já percebeu como logo logo ela vira pra você?

Acho que a religião está ligada em disciplina e regras (além de muito sangue) e a espiritualidade é mais livre e geralmente não dita regras de comportamento. Também busco um equilíbrio entre ciência e espiritualidade, e acima de tudo da vida prática. Não adianta só rezar sem fazer nada, né?

Hoje em dia há várias piadinhas sobre ser espiritual mas não religioso. O vídeo de baixo zoou com tudo que acabei de dizer, rsrsrs. A maioria dos sites em português criticam o tema, já os em inglês não tanto.



De um blog cristão (traduzido por mim): 


  • Muitas organizações religiosas exigem que você siga um conjunto externo de regras com base nas experiências dos outros. Espiritualidade incentiva você a buscar suas próprias experiências através da exploração interior e de descoberta.
  • Muitas religiões organizadas são sobre a profundidade de suas crenças. Espiritualidade é sobre a profundidade da sua consciência.
  • Muitas religiões organizadas pregam sobre Deus. Espiritualidade nos encoraja a alcançar a consciência de Deus.
  • Muitas religiões organizadas afirmam que o seu método de adoração é o único caminho a Deus. Espiritualidade sustenta que todos os rios levam ao mesmo oceano. Assim, quando surge um conflito, a religião tende a dividir enquanto a espiritualidade une.

O Preço da Espiritualidade não Religiosa

Faz um bom tempo que eu ando com muita vontade de ir pra um retiro ou fazer umas aulas, terapias mas com excessão de roupas e eletrônicos que são uma barganha, os serviços nos EUA são muito caros.

Por exemplo, acabei de ver o site de uma terapeuta de hipnose. A sessão de 2hs dela custa $300 (dólares)!
Os retiros não saem por menos de $2mil.
As aulas holísticas de um centro são em média $35.
As cerimônias de ayahuasca são em média $500 pro fim de semana. Claro que tem o Santo Daime que é muito mais barato mas passar um dia inteiro cantando sobre Jesus Cristo não é a minha praia.

Tá maluco! Só rico pode ser espiritual? O jeito é continuar na internet e YouTube.
Pelo menos encontrei um Vipassana que é baseado em doação.

Anjos

De vez em quando surgem anjos na vida da gente pra iluminar o pensamento. Um desses anjos me explicou hoje a noite o que está acontecendo na minha vida e agora TUDO faz mais sentido. Foi a melhor explicação do que tem se passado esses anos e nossa, que alívio me deu entender esse processo melhor.
Pela primeira vez em muito tempo, não estou me sentindo uma criatura ruim.
Desculpe manter tudo muito vago mas vou continuar a leitura desse processo.

sexta-feira, julho 08, 2016

Diversidade

Aqui no meu trabalho temos de tudo: latinos, asiáticos, negros, mulheres e brancos; assim como em quase todo o país. E ainda assim esse racismo tão forte em algumas regiões...
Eu lembro que no Rio a polícia também era bem mais agressiva em relação aos negros.
Essa brutalidade policial precisa parar.
#blacklivesmatter

quarta-feira, julho 06, 2016

Gratidão

Uns anos atrás comecei um caderno de gratidão. Dizem que ajuda a gente a ver o mundo com outros olhos. Até agora não senti o resultado porque a enxurrada de más notícias (em todas as áreas da vida) tem sido maior do que o coração aguenta. Estou tomando passos pra tentar melhorar dessa fase mas até agora não encontrei muita coisa pra me apoiar.
Já me afastei de todo mundo pra evitar problemas mas parece que eles (os problemas) têm me perseguido mesmo saindo pouco de casa. Esse atrito que rolou entre eu e meu amigo é difícil porque gosto muito dele e ele sempre me deu muita força mas agora, mesmo sem intenção, ele brincou com a minha vida e foi irresponsável.
Dizem que depois da tempestade vem a bonanza mas será que vai levar muitos anos? Quantos anos de karma ainda preciso pagar? É possível piorar ainda mais?
Desculpe as ladainhas aqui mas não me sinto à vontade pra desabafar em nenhum outro lugar.

Então ao que sou grata hoje em dia:
  • a Nina
  • passar o 4 de julho em Malibu
  • a amizade com a Fê e a Anacris, que me entendem, me aceitam, me dão uma baita força e gostam de mim mesmo no meio da crise

quinta-feira, junho 30, 2016

Indecisão

Indecisão é algo destrutivo.
Acho que geralmente preciso de alguém me dando um empurrãozinho senão a coisa não anda.
Primeiro todas as dúvidas em voltar pra Floripa nos últimos anos.

Hoje é outro dia que minha indecisão custou caro. Fiquei nessa de ir ou não ir pra Seattle. Basicamente estava entre uma nova cidade ou trabalhar de casa?

Alguma coisa me dizia que era hora de me mandar dessa cidade e ir pra um lugar mais limpo apesar de que escritório de 9 as 5 me deixa em dúvida. Eu, como saí da vida corporativa há muito tempo, estava confusa entre aceitar o trabalho deles e um trabalho em casa.

Daí o cara do YouTube (não é o YouTube, é uma empresa terceirizada e um grande amigo de muito tempo) ligou hoje dizendo que o trabalho era 50/50 chance de rolar, quando na semana passada ele disse que era garantido. Fique em dúvida entre os 2 trabalhos porque achei que ambos eram certos de acontecerem. Jamais optaria por um incerto ao invés de um que era 100%. Melhor pra mim porque
facilitou minha decisão e o frio na barriga de partir pra Nintendo. Dez minutos depois recebo um email da Nintendo dizendo que eles resolveram contratar alguém local pois não podiam esperar mais (depois de eu esperar 3 meses pela resposta deles). Eles jamais me deram um deadline da resposta.

Bom, agora resta esperar se o trabalho do YouTube vai rolar mas parece que cometi mais um grande erro na minha vida. Entre 2 grandes oportunidades, fiquei sem nenhuma. Não posso ficar chorando pelo leite derramado mas as consequências da minha indecisão ferram bastante com a minha vida.

Eu sempre fui tão desconfiada. Por que fui confiar na palavra do meu amigo?

Como é possível ser tão aventureira e ter essa enorme fobia de mudança? Será que existe uma maldição que não me deixa sair de Los Angeles? Vamos ver se consigo não ficar com raiva de mim mesma por ter jogado uma oportunidade como essa pela janela.

Bom, pelo menos, a Nina e o Dan agradecem, já que não vão ser mais separados. Ele estava arrasado com a ideia de ficar longe dela, ainda mais depois que ele perdeu a mãe dele e o Pimpy nesses últimos 2 anos.

Diário de Trabalho duma Imigrante

Hoje li esse artigo interessante sobre subempregos no exterior. Daí estava aqui a pensar com meus botões.
A primeira vez que voltei ao Brasil em 2004, todo mundo me perguntava o que eu estava fazendo em LA, ou seja, todo mundo queria saber se eu estava em "subemprego". Já vi muito essa "preocupação" no Brasil porque tem muito essa coisa de status social. 

1) Realmente ter se formado numa das melhores universidades do Brasil e ralar aqui não foi fácil mas com certeza aprendi muito com a experiência e sou muito grata por isso. Trabalhei em muita coisa diferente mas dentro de um ano eu já estava numa ótima companhia. Fiz muita coisa antes disso: restaurante, reforma, bilheteria de cinema, marketing, contabilidade etc. A maioria do pessoal que chegou na mesma época está bem. Um é um fotógrafo respeitadíssimo, outro diretor de cinema, outro gerente de uma empresa de médio porte e por aí vai. Aqui a idade importa menos quando se começa uma nova carreira.

2) Desde o início gostei muito da relação empregado-chefe. Me parece que há um respeito maior em ouvir as pessoas, em dizer por favor e obrigado, o que torna o trabalho bem mais prazeroso do que chefe que te chama aos berros (como aconteceu nos empregos em Floripa).

3) Quem trabalha em restaurante aqui não tem necessariamente o status de subemprego e nem é trabalho só de imigrante. Um garçom consegue se manter bem com a grana que recebe e frequentemente ganha melhor que um trabalho tedioso de escritório. O serviço ao cliente é bem valorizado por aqui. 

4) No fim das contas a maioria do pessoal que trabalhou comigo no jornal em Floripa acabou desempregado de qualquer forma e muitos passaram muita ralação pra encontrar algo que pague as contas. E o pessoal que veio pra cá ralou muito no começo mas as portas se abriram com o tempo. 

terça-feira, junho 28, 2016

Encruzilhada

Eu tô pirando com as 2 propostas. O YouTube ofereceu um salário melhor que a Nintendo, é um trabalho remoto que eu sempre quis e algo que eles buscam especificamente jornalistas mas alguma coisa me diz que é hora de sair de Los Angeles. Algo me diz que é hora de um recomeço. Eu estou bem cansada daqui e com vontade de trabalhar com uma equipe ao invés de sozinha. Mas daí tem a Nina...
Ha, lógico que as 2 propostas tinham que acontecer exatamente na mesma semana pra confundir bem esta garota indecisa.

segunda-feira, junho 27, 2016

Ghost

De um show na HBO:

It’s ok to be a ghost
It has its pleasures
You’re light
You float
You slip in and out unseen
There’s no love to lose
Or burden to be
You have so little to hold you down
You are free
Some pearls are never found
They hide under the sand on the ocean floor
No one knows they’re there
But the pearl knows
Maybe there was a time she wanted to be found
To be seen
And to be held
But now only hope hurts
I am my own secret
A secret kept by me.

sexta-feira, junho 24, 2016

Política Conservadora

Primeiro, o golpe no Brasil. 
Depois, um candidato como Donald Trump ganhando força nas eleições americanas. Um homem chovinista e contra a reforma na imigração.
E hoje a separação do Reino Unido da União Europeia. 

O terrorismo cresce e o conservadorismo também. 

Não quero nem mencionar a morte da onça Juma, que é um assunto à parte. 

Onde vamos parar?

Cerimônia do Fim

Provavelmente ainda não contei isso mas desde adolescente tenho tendência a ficar de vela. Os amigos vinham namorar na minha casa e na faculdade eu andava com vários casais. Raras ocasiões em que tive um amor mútuo e muitos dos ex casaram depois da nossa história. Talvez esse seja o meu dom: preparar os homens pra se casarem (com outra pessoa). Sempre percebi que essa coisa de amor não iria acontecer comigo.

No momento que a minha vida amorosa e a possibilidade de ter uma família morreram, a minha vida profissional deu uma guinada. Então vamos aceitar o que a vida me deu, né? Em amor raramente sou escolhida mas pelo menos em trabalho eu sou.

Reencontrei um amigo esses dias que é um cara super legal de bater papo: inteligente, presente e consciente. Ele estava me contando que ele e a ex, que são super amigos, acabaram de participar de uma "cerimônia de encerramento". Eles terminaram a história há um ano e mesmo ter sido na paz, acharam que era necessário um ritual do fim de um ciclo. Ele disse que foi lindo, forte, emocional e que eles cresceram muito com essa experiência.
Me intrigou. 
Fico feliz de ver amigos tão evoluídos. 
Eu tenho passado muito aperto em lidar com o fim do meu relacionamento como nunca senti antes, principalmente da forma e no momento que tudo aconteceu. Ficou a sensação de um fim mal acabado e mal resolvido, ainda mais que a comunicação foi feita por telefone e e-mail e não pessoalmente, olho no olho. Será que um dia vou conseguir superar isto? Será que um dia esse medo de me aproximar de outra pessoa vai passar? Será possível ainda acreditar em amor a essa altura? Só espero nunca mais passar por uma dor assim nesta encarnação.

Não é possível determinar quanto tempo, pois cada pessoa reage de maneira diferente, principalmente devido ao seu histórico de vida. Pessoas que quando crianças viveram a experiência do abandono, com certeza encontrarão mais dificuldades para enfrentar esse momento, pois o abandono da infância irá se somar ao atual, podendo fazê-la reviver o último com muito mais intensidade e sofrimento. Por outro lado, aquelas que viveram uma infância com afeto, sem perdas, terão mais recursos para enfrentar a separação.

AQUI a história de um casal chinês que fez uma cerimônia assim.

E AQUI uma história bem longa (em inglês mas se tiver interesse, use o Google Translate) de um término de casamento de 10 anos. Bonito, vulnerável, triste e sincero.

Não encontrei na internet mais exemplos em português mas encontrei várias páginas em inglês sobre cerimônias de término.