quinta-feira, outubro 29, 2015
Vlogs alheios
Depois de 2 meses grudada no YouTube todos os dias por causa do trabalho, descobri o canal do Vitor Liberato e fiquei viciada. Nunca me imaginei ligada em vlog mas o cara morou aqui em Los Angeles e é nativo da minha ilha. Tenho assistido os vídeos dele sobre Floripa e confesso que está batendo saudade da ilha. Desde 2007 eu estava indo lá todos os anos mas agora faz quase 2 anos que não apareço. Saudade das trilhas, da natureza, do peixinho fresco e de comer muita ostra.
Tamo junto?
Talvez seja a minha distância do país, talvez seja o fato de uma determinada pessoa ter dito isto mas a expressão "tamo junto" me dá nos nervos.Eu sou muito ligada em palavras e não gosto quando as pessoas dizem certas coisas da boca pra fora.
Um outro exemplo disso é o americano com seu "I love you" pra cima e pra baixo sem realmente sentir o tal do amor.
Força do hábito.
terça-feira, outubro 27, 2015
Carne x câncer
Toda essa discussão sobre carnes processadas causarem câncer, especialmente no intestino...pois então!
Neguinho faz várias piadas sobre o assunto. Alguns acham que é besteira, outros dizem que um dia a gente vai morrer mesmo. Até concordo mas eu euzinha aqui passei a vida comendo muito salame e linguiça e até fui parar no hospital quando criança por causa disso. Adivinha que tipo de câncer eu tive no ano passado?
Cara, conviver que essa doença no teu histórico é uma merda.
Nas minhas pesquisas tudo indicava este risco em todos os sites que eu li até hoje. A diferença é que agora a Organização Mundial de Saúde reconhece que é tão nocivo quanto cigarro. Fazia anos que o meu consumo de carne tinha diminuído mas sempre fui louquinha por salame e linguiça ou qualquer tipo de carne processada. Pois é, cortei tudo depois da operação. Acho que em um ano comi carne umas 4x. Não vou mentir que às vezes sinto falta mas quando penso na operação, eu fico na boa.
Na verdade estou tranquila de ter cortado quase todo tipo de carne, exceto peixe. Além de ser cancerígeno, a produção de carne é péssima pro meio-ambiente (assunto pra outro post).
As pessoas acham que é sacrifício demais parar com tudo isso. Sacrifício demais é quimioterapia.
Neguinho faz várias piadas sobre o assunto. Alguns acham que é besteira, outros dizem que um dia a gente vai morrer mesmo. Até concordo mas eu euzinha aqui passei a vida comendo muito salame e linguiça e até fui parar no hospital quando criança por causa disso. Adivinha que tipo de câncer eu tive no ano passado?
Cara, conviver que essa doença no teu histórico é uma merda.
Nas minhas pesquisas tudo indicava este risco em todos os sites que eu li até hoje. A diferença é que agora a Organização Mundial de Saúde reconhece que é tão nocivo quanto cigarro. Fazia anos que o meu consumo de carne tinha diminuído mas sempre fui louquinha por salame e linguiça ou qualquer tipo de carne processada. Pois é, cortei tudo depois da operação. Acho que em um ano comi carne umas 4x. Não vou mentir que às vezes sinto falta mas quando penso na operação, eu fico na boa.
Na verdade estou tranquila de ter cortado quase todo tipo de carne, exceto peixe. Além de ser cancerígeno, a produção de carne é péssima pro meio-ambiente (assunto pra outro post).
As pessoas acham que é sacrifício demais parar com tudo isso. Sacrifício demais é quimioterapia.
segunda-feira, outubro 26, 2015
Escrever ou não escrever?
A vontade de escrever é grande mas a cabeça não anda legal. Às vezes quero desabafar. Às vezes acho que tenho que continuar mantendo tudo aqui dentro mesmo sem expor nada.
quinta-feira, outubro 22, 2015
Minha história de Burning Man
Noite passada teve reportagem sobre o Burning Man no Profissão Repórter. Não me surpreende, já que o festival se tornou super popular nos últimos 6 anos mas é loucura pensar que o nosso lugar ultra-alternativo chegou à Rede Globo. Ainda bem que pelo menos era o Caco Barcellos.
Então acho que está na hora de falar um pouquinho da minha história no Burning Man e a volta ao festival após 8 anos.
INíCIO
Assim que cheguei na Califórnia no ano 2000 me hospedei na casa de uns burners (nome dado a quem frequenta o Burning Man). Eles tinham acabado de voltar e só se ouvia sobre o festival. Quando vi as fotos, sabia na hora que eu queria ir no próximo.
Fast Forward.
Mudei de estado, voltei no ano seguinte pra ficar um tempinho em Los Angeles até o Burning Man. Fui na cara e na coragem. Peguei uma carona com alguém que nunca vi na vida, uma barraca e uma bicicleta emprestada e lá fui eu sem conhecer uma alma. Foi a melhor experiência da minha vida.
Primeiro porque amo dançar, segundo porque a energia do lugar é fortíssima.
Aquele lugar é o encontro de todos os "deslo(u)cados" no planeta e por isso é comum dizer "welcome home" pois nos sentimos parte de uma comunidade.
Naquela época, Black Rock City (o nome da cidade) era considerado um lugar só pra hippies mas na verdade quem vai sabe que o festival é o que você faz dele. A organização coloca a estrutura básica mas são as pessoas que fazem a programação em cada acampamento. Oferecem oficinas, rituais, festas, comida, roupas, etc.
Primeiro porque amo dançar, segundo porque a energia do lugar é fortíssima.
Aquele lugar é o encontro de todos os "deslo(u)cados" no planeta e por isso é comum dizer "welcome home" pois nos sentimos parte de uma comunidade.
Naquela época, Black Rock City (o nome da cidade) era considerado um lugar só pra hippies mas na verdade quem vai sabe que o festival é o que você faz dele. A organização coloca a estrutura básica mas são as pessoas que fazem a programação em cada acampamento. Oferecem oficinas, rituais, festas, comida, roupas, etc.
VIDA DE BURNER
Eu costumo dizer que quem vai ao Burning Man pega um vírus e não consegue mais parar de falar de lá. Como a maior parte dos amigos é de burners não teve muito problema porque todos eles também só falavam de BM. Hoje em dia eu estou bem melhor, eu juro.
Vou encurtar a história e apenas comentar que após o primeiro em 2001, eu participei em 2002, 2003, 2004, 2007, 2008 e este ano.
Amanhã tem mais.
quarta-feira, outubro 21, 2015
Trabalho de vento em popa
O chefão do YouTube Gaming adorou meu trabalho pra Brasil Game Show. Vitória!
Eu não sei por que essa parte da minha vida resolveu dar tão certo este ano. Eu nunca tinha tido tantas oportunidades assim.Talvez eu finalmente esteja aprendendo a lidar e comunicar mais profissionalmente. Ou talvez porque só viva em função de trabalho hoje em dia.
O segredo é não estar num trabalho de segunda a sexta de 8 às 5 que isso é morte lenta pra mim. Estou trabalhando 7 dias na semana o tempo todo mas tenho liberdade de horário.
Como professora, eu sou responsável por tudo: marketing, horário, pagamento e preparação.
Na NHN, não meto muito o bedelho e tenho bastante liberdade. Sem muito stress a não ser uns deadlines loucos que acabo saindo do escritório a meia-noite.
No YouTube, trabalho na minha, posso palpitar e trazer ideias. Então está bom. Não tem chefe no meu cangote pra me atazanar e assim produzo mais feliz.
Eu não sei por que essa parte da minha vida resolveu dar tão certo este ano. Eu nunca tinha tido tantas oportunidades assim.Talvez eu finalmente esteja aprendendo a lidar e comunicar mais profissionalmente. Ou talvez porque só viva em função de trabalho hoje em dia.
O segredo é não estar num trabalho de segunda a sexta de 8 às 5 que isso é morte lenta pra mim. Estou trabalhando 7 dias na semana o tempo todo mas tenho liberdade de horário.
Como professora, eu sou responsável por tudo: marketing, horário, pagamento e preparação.
Na NHN, não meto muito o bedelho e tenho bastante liberdade. Sem muito stress a não ser uns deadlines loucos que acabo saindo do escritório a meia-noite.
No YouTube, trabalho na minha, posso palpitar e trazer ideias. Então está bom. Não tem chefe no meu cangote pra me atazanar e assim produzo mais feliz.
Gamer eu?
Quase um ano trabalhando na indústria de games e eu não tenho a menor ideia de como se usar um controller de Playstation. Até agora só Wii, Atari ou celular mesmo.
Tô parecendo a minha vó que reclamava de tanto botão num aparelho.
Tô parecendo a minha vó que reclamava de tanto botão num aparelho.
terça-feira, outubro 20, 2015
Teto para os Sem-teto
Um lindo projeto feito em Oakland no norte da Califórnia no qual se reutiliza objetos jogados fora e as pessoas na rua ganham um teto pra dormir.
segunda-feira, outubro 19, 2015
Brasil?
Depois de conversar com minha melhor amiga no Brasil, veio a ideia de voltar pra lá porque tô carente de colo. 20 anos de amizade e às vezes acho que só ela me conhece de verdade.
domingo, outubro 18, 2015
Viajar?
Estou precisando muito colocar o pé na estrada (ou no avião). Resta decidir se vou pro Brasil, pra alguma cidade dentro do país ou conhecer um país diferente.
sábado, outubro 17, 2015
Morrer só
Hoje li uma matéria no New York Times sobre pessoas que morrem sozinhas na cidade. Triste mas interessante.
Desde que fiquei doente no ano passado, confesso que esse é um dos meus medos no futuro. Foi difícil passar meses em casa sozinha sem poder me mexer. Imigrante, filha única, sem filhos e solteira, e morando sozinha, essa perspectiva de futuro assusta de vez em quando. É provável que inconscientemente eu mesma tenha buscado isso ou talvez tenha sido uma série de desencontros e más escolhas na vida mas aqui estou.
Só espero que ao menos eu consiga manter algumas amizades.
Eu sei que o blog anda meio pesado ultimamente. Me desculpem. Um dia essa depressão passa.
Desde que fiquei doente no ano passado, confesso que esse é um dos meus medos no futuro. Foi difícil passar meses em casa sozinha sem poder me mexer. Imigrante, filha única, sem filhos e solteira, e morando sozinha, essa perspectiva de futuro assusta de vez em quando. É provável que inconscientemente eu mesma tenha buscado isso ou talvez tenha sido uma série de desencontros e más escolhas na vida mas aqui estou.
Só espero que ao menos eu consiga manter algumas amizades.
Eu sei que o blog anda meio pesado ultimamente. Me desculpem. Um dia essa depressão passa.
Da série coisas que não entendo
Por que será que todos os meus vizinhos SÓ escutam mariacchi? Jamais um ritmozinho diferente. Sempre o mesmo tipo de música.
Aliás deve ser muito difícil morar em outro país e estar isolado completamente da cultura local inclusive a língua e sem menor vontade de mudar.
Aliás deve ser muito difícil morar em outro país e estar isolado completamente da cultura local inclusive a língua e sem menor vontade de mudar.
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