sexta-feira, outubro 16, 2015

Profissão YouTuber

Passei 6 dias trabalhando longas horas pro YouTube atualizando o canal da Brasil Game Show, a maior feira de jogos eletrônicos da América Latina. Após centenas de vídeos e análises, a minha cabeça virou um laboratório de ciências sociais.
- A indústria de games hoje em dia movimenta mais dinheiro que a música e o cinema.
- Os canais mais populares no YouTube são de jogos.
- As crianças hoje em dia assistem mais vídeos do YouTube que desenho animado.

Mas o que realmente me fez pensar é a relação da nova geração com a mídia X relação interpessoal. Grande parte se sente super à vontade na frente de câmeras. A maioria desse pessoal popular no website tem uma narração parecida como se eles tivessem frequentado as mesmas aulas na faculdade. Digo isso porque me formei em Jornalismo e tivemos aulas de como falar na frente de câmeras. No entanto, já ouvi comentários que muitos desses jovens mal conseguem falar com alguém cara-a-cara.

Essa mudança é irreversível. Cada vez mais nos relacionaremos através de telas e menos pessoalmente. Você fala pra milhares ou milhões de pessoas mas na verdade está sozinho num quarto. É muito louco isso.

Outra coisa. O assédio aos YouTubers populares na Brasil Game Show é algo que nunca vi igual. Toda vez que apareciam, precisavam de vários seguranças. Olha só!

quinta-feira, outubro 08, 2015

Limpeza

Por que será que os americanos (generalizando) não ligam tanto pra limpeza da casa deles como nós ligamos? O brasileiro está sempre se desculpando pela bagunça da casa. Os americanos raramente fazem isso e no entanto até calcinha suja no chão com criança engatinhando a gente vê.
E uma vez que uma menina que morava comigo usou a minha panela pra deixar as calcinhas de molho?
Por outro lado, são altamente germofóbicos. Não dividem copos. Não chegam perto de quem está resfriado.
É lógico que existem várias exceções dos 2 lados mas num contexto geral, temos essas diferenças.
Eu raramente vejo uma casa no Brasil que seja muito suja e bagunçada como vejo aqui.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Ex-relacionamentos

Em tempos de páginas sociais, quando namoro/casamento termina é um pouco complicado. Eu sempre me orgulhei por ter um ótimo relacionamento com meus ex, inclusive já postei várias vezes sobre isso aqui no blog. O Dan, com quem eu divido a custódia da cachorra há 8 anos desde que terminamos, é como um irmão pra mim. Sempre me apoiou e apoia em tudo. E assim são todos os meus amigos com seus respectivos ex.  É bem comum continuarmos a frequentar a casa um do outro, alguns até viram madrinha e padrinho de casamento. Até hoje eu não tinha vivido nenhum motivo pra uma história terminar em drama.

Este ano, no entanto, a dias do meu aniversário no ápice da minha depressão, meu ex-namorado de mais de 5 anos me exterminou do Facebook dele a pedido da namorada. É difícil entender o porquê da necessidade de apagar a história de cada um assim. Nunca entendi por que o passado incomoda tantos casais. Por que as pessoas acham necessário destruir antigas conexões só porque começaram uma nova relação, como se o passado tivesse que ser completamente apagado e escondido? Isso é tão diferente do mundo que eu vivo mas não deveria estar surpresa porque meu ex já pensava dessa forma. Ele até se recusava a conhecer um ex meu de 20 anos atrás que hoje em dia é um grande amigo, casado e com filhos. Eu sei que isso é comum pra pessoas possessivas fora do meu grupo mas pra mim, que sempre me dei bem com o passado da minha vida, é um tanto quanto incompreensível. E além do mais, machuca, pois nunca tirei as pessoas da minha vida a não ser que elas tenham me feito mal. Eu não vejo a ex de um ex como ameaça. Ao contrário, me ajuda a conhecer mais a pessoa com quem estou.

Ficou aquele gosto amargo de ela que se dane. E essa mágoa corrói o coração. Além disso, foi a primeira vez que um relacionamento sério meu começou a namorar logo em seguida (praticamente um mês depois de dizer que estava vindo pra cá). Foi uma situação super diferente dessa vez porque perdi o namorado e também um amigo (algo que nunca tinha acontecido antes) e acho que nunca tinha me sentido machucada assim.

Vídeos

Estou fazendo um trabalho de freelance para o YouTube e depois de assistir tantos vídeos e ver como a nova geração se sente tão à vontade na frente de câmeras, decidi que quero perder o medo de câmera.
Ontem fiz a primeira tentativa. Eu simplesmente congelo até mesmo pra deixar mensagem em telefone. 
Será que eu consigo?

sábado, outubro 03, 2015

Passadinha por aqui

3:30 da manhã.
Umas 2x por ano me dá uns ataques e fico imaginando que preciso atualizar tudo: escrever no blog, fotografar, trabalhar mais a criatividade, decorar a casa, etc.
Amanhã provavelmente isso tudo já vai ser passado.

Este mês estou trabalhando 60 horas por semana e não acho tempo nem pra lavar o carro. Mas quando tenho tempo livre, me enrolo na internet e também não sou produtiva. Assim pelo menos com o trabalho eu ocupo a cabeça.

Depois do câncer no ano passado e a depressão deste ano, eu penso em transformar este blog em uma coisa mais saúde. Também penso em começar um blog em inglês sobre assuntos relevantes a este lugar pra pessoas deste lugar como coisas que estão rolando na cidade, por exemplo.

Sempre fui ótima com novas ideias e projetos mas colocar tudo em prática aí já é demais, né?

Por enquanto, se eu conseguisse dar um jeito na minha sala já seria de bom tamanho.

quinta-feira, março 05, 2015

Cá entre nós

Estou adorando o trabalho que comecei em dezembro mas cada vez mais eu vejo que não me adapto bem em escritório. Essa coisa de horário fixo não dá certo comigo. Sempre gostei de trabalhar por demanda. Se tem trabalho, eu trabalho. Se não tem, não gosto de ficar de enrolando. Também tenho uma dificuldade tremenda de de ficar sentada na frente do computador por 8 horas. Eu não consigo ficar parada e é por isso que eu gosto de trabalhar em festivais. 

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Pergunta pras mães

Na minha época de adolescência, os pais não gostavam quando os filhos saíam muito de casa. Será que os pais de hoje ficam mais satisfeitos quando os jovens preferem ficar no computador do que sair pra rua?

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Violência urbana


O jornalista Kadeh Ferreira fez esse pequeno documentário sobre o assassinato de Alex Shomaker Bastos, estudante de biologia da UFRJ. Alex foi morto após um assalto num ponto de ônibus na Urca em janeiro deste ano. Frequentei bastante aquele campus na época de movimento estudantil.



Eu amo o Rio de Janeiro. É minha cidade favorita no Brasil mas sou grata de viver numa metrópole onde não me sinta eternamente ameaçada. Acho que viver com essa sensação constante de vigia e insegurança é extremamente estressante.

Daí fica a eterna questão de como resolver o problema da violência. Não sou perita no assunto mas de uma coisa eu tenho convicção: de que se deve contar cada vez menos com o poder político. Hoje em dia acredito que cabe a nós encontrarmos soluções para nossos problemas ao invés de contar com os governantes pois a não ser que os filhos deles morram por causa da violência, dificilmente farão alguma coisa. É lógico que não deveria ser assim mas esperar por eles não dá mais.
Me inspiro muito na mentalidade americana do faça você mesmo. Aprendi muito nesse país que não adianta esperar pelos outros.

O que a comunidade pode fazer em relação a isso?

Tenho certeza de que muita coisa já está sendo feita mas essas são as minhas ideias:

- Seminários entre a comunidade pra trabalharem soluções
- Projetos onde se busca o apoio das empresas privadas
- Ao invés de manifestações, apresentar projetos concretos para deputados e acompanhar para que sejam aprovados
- Parques e complexos esportivos pois eu acho que isso ajuda a ocupar crianças e quem sabe se tornarem atletas ao invés de marginais

O que mais? Quais são as suas ideias?

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Reformulando

Ando pensando em mudar um pouco as caras desse blog já que o bambolê não faz tanto parte da minha vida nos últimos dois anos.
Pois é, após 10 anos bamboleando, confesso que não sinto aquela paixão pelo aro como sentia antes. Em compensação, quero voltar mais à fotografia e encontrar outros hobbies.
Sabe o que pratico há mais de 10 anos e não enjoei até hoje?
Power Yoga.
Completamente apaixonada.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Blogs hoje em dia

A maioria do pessoal que começou a blogar na mesma época que eu, já largou o blog há tempos. Achei que ninguém mais dava bola pra essa ferramenta mas estava enganada.
Hoje entrei no blog pessoal da minha prima e percebi que cada post dela tem vários comentários. Não é que as pessoas lêem mesmo?
Ela tem um jeito bem despojado de escrever e talvez por isso a coisa dê certo. É uma linguagem "internetês" mas não é infantil.
Estou surpresa de ver que blogs pessoais ainda são lidos.


2015

Esse blog anda abandonado mas ainda não desisti. Tenho muitas ideias em como utilizá-lo mais e às vezes prefiro que alguém venha ler aqui do que no meu Facebook.

Passei o 2º semestre de 2014 bem quietinha me recuperando da cirurgia mas 2015 já está uma correria.

NHN - em dezembro comecei a trabalhar numa companhia coreana de game, uma das maiores daquele país, agora com um ano nos EUA. O trabalho veio do nada através de um email de um ex-aluno. Eu não gosto muito do mundo corporativo mas nesse caso está valendo a pena. É um clima start-up bem tranquilo e meu chefe é super querido. Acho que sou a funcionária mais velha mas estou adorando.

Trabalhar meio-período lá tirou a tensão de sempre estar correndo atrás de aulas.

Aulas - continuo dando minhas aulas mas agora com menos stress de mini-empreeendedora correndo atrás do prejuízo.  Durante as noites, fins de semana e dois dias da semana, é meu tempo reservado pra isso, quando não estou nas trocentas consultas médicas que tenho hoje em dia.

Com esses dois trabalhos não sobra muito tempo mas ainda tenho que arranjar tempo pra me exercitar, o que está bem difícil porque eu sou uma baita preguiçosa e preciso de estímulo externo.

Festivais - se tudo der certo vai ser meu 6º ano trabalhando para o Coachella e Stagecoach e em maio tem 2 outros festivais, o Lightning in a Bottle e essa semana me comprometi a ajudar o Ignite. É um pequeno festival com vários workshops sobre a arte de "flow", manipulação de objetos. Fiquei responsável em criar uma galeria de arte e assim fico super feliz de continuar envolvida com arte.

Além de trabalho, esse ano estou trabalhando muito o estresse e meus conflitos internos. Saúde mental agora é questão de vida ou morte.

Agora só falta achar tempo pra viajar.

quarta-feira, outubro 15, 2014

Adeus ao churrasco

Sempre achei que os brasileiros comiam muito melhor que os americanos. É bem possível se você descartar a Califórnia. Grande parte das pessoas que moram neste estado é bem ligada em comidas saudáveis. Quando você vê já está discutindo com amigos sobre os benefícios da couve ou da quinoa em qualquer festinha. Esse tipo de conversa é bem comum por aqui. Também é comum ir num restaurante e pedir um grande prato de salada ao invés de vir como acompanhamento como acontece na maioria dos restaurantes brasileiros. Além disso, não existe um restaurante que não ofereça opções vegetarianas no cardápio.
Numa pesquisa sobre o indíce de câncer pelo mundo (http://globalcancermap.com/), percebi que o Brasil tem muito mais casos de câncer gastrointestinal do que os EUA. Acredito que isto está muito ligado no nosso hábito de comer churrasco, fritura e excesso de sal. O que vocês acham?