quinta-feira, fevereiro 05, 2015

2015

Esse blog anda abandonado mas ainda não desisti. Tenho muitas ideias em como utilizá-lo mais e às vezes prefiro que alguém venha ler aqui do que no meu Facebook.

Passei o 2º semestre de 2014 bem quietinha me recuperando da cirurgia mas 2015 já está uma correria.

NHN - em dezembro comecei a trabalhar numa companhia coreana de game, uma das maiores daquele país, agora com um ano nos EUA. O trabalho veio do nada através de um email de um ex-aluno. Eu não gosto muito do mundo corporativo mas nesse caso está valendo a pena. É um clima start-up bem tranquilo e meu chefe é super querido. Acho que sou a funcionária mais velha mas estou adorando.

Trabalhar meio-período lá tirou a tensão de sempre estar correndo atrás de aulas.

Aulas - continuo dando minhas aulas mas agora com menos stress de mini-empreeendedora correndo atrás do prejuízo.  Durante as noites, fins de semana e dois dias da semana, é meu tempo reservado pra isso, quando não estou nas trocentas consultas médicas que tenho hoje em dia.

Com esses dois trabalhos não sobra muito tempo mas ainda tenho que arranjar tempo pra me exercitar, o que está bem difícil porque eu sou uma baita preguiçosa e preciso de estímulo externo.

Festivais - se tudo der certo vai ser meu 6º ano trabalhando para o Coachella e Stagecoach e em maio tem 2 outros festivais, o Lightning in a Bottle e essa semana me comprometi a ajudar o Ignite. É um pequeno festival com vários workshops sobre a arte de "flow", manipulação de objetos. Fiquei responsável em criar uma galeria de arte e assim fico super feliz de continuar envolvida com arte.

Além de trabalho, esse ano estou trabalhando muito o estresse e meus conflitos internos. Saúde mental agora é questão de vida ou morte.

Agora só falta achar tempo pra viajar.

quarta-feira, outubro 15, 2014

Adeus ao churrasco

Sempre achei que os brasileiros comiam muito melhor que os americanos. É bem possível se você descartar a Califórnia. Grande parte das pessoas que moram neste estado é bem ligada em comidas saudáveis. Quando você vê já está discutindo com amigos sobre os benefícios da couve ou da quinoa em qualquer festinha. Esse tipo de conversa é bem comum por aqui. Também é comum ir num restaurante e pedir um grande prato de salada ao invés de vir como acompanhamento como acontece na maioria dos restaurantes brasileiros. Além disso, não existe um restaurante que não ofereça opções vegetarianas no cardápio.
Numa pesquisa sobre o indíce de câncer pelo mundo (http://globalcancermap.com/), percebi que o Brasil tem muito mais casos de câncer gastrointestinal do que os EUA. Acredito que isto está muito ligado no nosso hábito de comer churrasco, fritura e excesso de sal. O que vocês acham?

sábado, agosto 30, 2014

2014

Definitivamente este tem sido o ano das mudanças.
Estou bem surpresa em ver como estou calma apesar de tudo. Será a maturidade?

Tem sido um ano conturbado entre encontrar um lugar pra morar, mendigo dormindo no meu carro e levando documentos importantes e meu telefone novinho sendo roubado.

Depois disso, piorou ainda mais. Meu Pimpy, que tinha acabado de completar 10 anos, ficou doente e descobrimos que tinha cancer e não havia mais jeito de salvar. Achamos que era um problema na coluna e voltamos pra casa sem o meu companheiro, meu grande amor. Eu não imaginava que seria tão difícil lidar com essa perda.

No dia 25/07 jogamos as cinzas dele no lugar preferido dele em Malibu.
No dia 27/07 fico doente. Vou parar na emergência e dias depois na mesa de operação. Um pedaço do meu intestino foi tirado junto com um tumor. Câncer estágio 1.

Espero que este seja o capítulo final da tempestade.
E agora é rever a forma de viver e estudar muito pra não deixar essa doença dominar a situação.

domingo, julho 20, 2014

sábado, março 15, 2014

Cypress Park

Após 5 meses perambulando pela casa de amigos, faz um mês que moro em Cypress Park, um bairro próximo ao Centro de Los Angeles. Fica a 5 milhas de onde eu morava, ou seja, na mesma região chamada de Eastside mas eu nunca tinha andado por aqui. Toda essa área está passando por uma gentrificação, ou seja, um enobrecimento de bairros antes considerados de baixa renda.
Aos poucos, os hipsters vão tomando os espaços com as aberturas de cafés e restaurantes de "fusion food" e o bairro vai encarecendo. Cypress Park ainda é bem latino e possui somente 4 restaurantes - todos mexicanos - mas já vejo algumas mudanças rumo a gentrificação como a construção de um novo condomínio de lofts.
Interessante é que daqui dá pra ouvir o trem e o metrô fica perto da minha casa, um milagre em Los Angeles. 
O Eastside era considerado perigoso na década de 90 por causa das gangues, principalmente este bairro, sede do grupo The Avenues, uma das gangues mais perigosas do país. Aqui mesmo perto de casa, pelo menos três pessoas foram assassinadas incluindo o xerife do distrito. Essa gangue está relacionada com a máfia mexicana. Durante 20 anos, uma mulher e seus 13 filhos dominaram o tráfico de drogas na região mas em 2009 as autoridades ganharam uma petição pra destruir a casa e metade dos filhos foram presos e muitos saíram da cidade. 
Desde então parece que os tiroteios diminuíram. 
Conversei com alguns vizinhos perguntando se aqui era perigoso pois na primeira noite algum mendigo dormiu no meu carro, remexeu as minhas coisas mas não levou muita coisa. Todos eles disseram que agora está bem mais tranquilo. Hoje fui comprar comida num food truck não muito perto daqui e o cara que estava na minha frente esperando pela comida veio perguntar se eu morava na rua Aragon. Disse que me reconheceu pelo carro. Era meu vizinho. Ele disse que antigamente os filhos dele chegavam com as camisas rasgadas pois as gangues metiam pressão pra fazerem parte do bando até que o pai dele foi conversar com o líder pedindo pra deixá-los em paz pois eram atletas. Imagina o desespero? 

sexta-feira, março 14, 2014

Ciúmes (2)

Após 14 anos nos EUA, estou com planos de voltar ao Brasil apesar de estar muitíssimo insegura com esse passo por várias questões.
Uma delas é o relacionamento possessivo de casais na cultura latina. É algo que me incomoda demais. Vivo com um pessoal que é extremamente liberal. Todos brincam com todo mundo, abraçam, brincam, conversam e jamais presenciei um clima tipo "quem é aquela pirua conversando com meu marido?" Lógico que nem todos os meus amigos no Brasil são assim mas SEMPRE passo por uma situação estranha. 
Um exemplo está aqui
Dois meses atrás quando estava no Brasil encontrei uma turma de amigos quando tinha 16 anos. A gente não se via há 2 décadas e a felicidade de reencontrá-los foi enorme. Eu sempre andei com homem. Naquela época então eu era super moleque. Conversamos muito, eles me trataram super bem, batemos fotos e claro, postamos no nosso grupo. Dois dias depois uma das esposas começa a mandar comentários irritadinhos. Lá vem! Resolvi mandar uma mensagem pra ver se acabava com as neuras mas o resultado foi desastroso e ela me xingou horrores. 
Não sei se ainda tenho paciência pra lidar com inseguranças assim, de ficar vigiando meu comportamento diante de homens comprometidos. Quem me conhece sabe que jamais daria em cima de homem casado mas ter de agir friamente pra evitar ciúmes me faz sentir outra pessoa.

segunda-feira, março 10, 2014

Amber Alert


As autoridades na Califórnia mantém os residentes informados da forma que podem. Eles usam os letreiros espalhados na freeway para avisos sobre acidentes e  atualização do trânsito, além de mensagens como a seca em que estamos passando, tsunami e mesmo sequestro de crianças. 

Desde o ano passado eles usam mais uma ferramenta de serviço de utilidade pública: o nosso telefone celular. Hoje de manhã meu telefone soou um sinal de alarme com informações sobre um carro que levou uma criança. 

quinta-feira, outubro 10, 2013

Caronas

Uma das maiores vantagens da internet é usar essa ferramenta como um serviço de utilidade pública. Adoro encontrar websites úteis. Hoje em dia, não consigo imaginar a vida sem o Craigslist, o maior site de classificados.
Hoje descobri mais um. É o RickyRides, onde você pode coordenar caronas para eventos.

sábado, junho 08, 2013

Punta Cana

Eu sempre quis passar umas férias naqueles lugares paradisíacos de cartão postal com areias brancas e coqueiros. Conheci alguns lugares assim no Nordeste do Brasil mas desde o Hawaii (12 anos atrás) que eu não botava os pés numa praia assim. 
Eu e o namorado, que vive no outro hemisfério, resolvemos nos encontrar no meio do caminho e nada como o Caribe pra namorar. 
Eu já andava com planos de finalmente tirar uma férias de verdade daquelas de relaxar, descansar, curtir uma praia e não se preocupar com nada. Desde 2010 que eu não saía de férias e viciada em viajar do jeito que eu sou 3 anos é uma eternidade.
O destino foi Punta Cana, ponta leste da República Dominicana. Esta área tem mais de 50 resorts - quase todos de empresas espanholas -  do tipo 'all inclusive', 3 refeições e bebidas à vontade.
Ficamos no Hotel Catalonia, perto da Praia de Bavaro. Água quente, cristalina e cheio de corais. Tudo o que eu sonhei. Torrei no sol, andei de caiaque, velejei e mergulhei de snorkel pela primeira vez. Eu estava andando no meio de vários cardumes e não tinha a menor ideia até colocar a máscara.

A comida não era aquilo tudo e tenho certeza que eles misturam água na bebida mas não é de se esperar muito diferente em qualquer lugar que ofereça buffet livre. 

O ponto negativo da viagem pra mim é que não faço muito o estilo turista de resort. Sempre fui  mochileira porque gosto de explorar os lugares e conversar com as pessoas do local. Ver como as pessoas vivem pra mim é mais atraente do que atrações turísticas.  Nesses resorts você sempre é visto como uma carteira ambulante, tipo 'quanto dinheiro posso tirar do turista'. Isso foi um pouco difícil pra mim porque eu nunca tinha visto vendedores tão insistentes e agressivos. Só faltavam te segurar pelo braço.

De qualquer forma, valeu. Foi uma experiência diferente, relaxante, justamente o que eu precisava no momento. 

quinta-feira, maio 09, 2013

Blogs?

Tem alguém aí além da Bá, do Dauro e da Rafa que ainda bloga?
Com o excesso de recursos online e mídia social, as ferramentas ficam obsoletas num piscar de olhos. Lembra quando a gente ficava lendo o blog de todo mundo? Já faz uma década.

E por falar em década, abril foi meu aniversário de 10 anos bamboleando.

terça-feira, maio 07, 2013

Alimentação (1)

Desde criança sempre adorei ler livros sobre nutrição. Ainda lembro do susto quando descobri que o Nescau que minha mãe adoçava pra mim já vinha com açúcar. Sem influência de ninguém, fui corrigindo meus hábitos alimentares pouco a pouco e hoje em dia tento comer o mais saudável possível. A longo prazo, isso me faz sentir melhor, mais disposta, mais feliz e ter menos problemas de saúde. E convenhamos, quem é gosta de hospital?

Eu já tinha uma tendência "geração saúde/natureba" em Floripa mas a vida na Califórnia triplicou esse hábito. Encontrar vegetarianos e veganos é mais do que comum e não se limitam a "hippies". De artistas a advogados e até mesmo grandes executivos desistiram de consumir carne. TODOS os restaurantes oferecem pratos vegetarianos.

A grande vantagem disso é que existe uma inúmera quantidade de produtos alternativos por aqui. Ao invés de leite que causa indigestão e acne em muita gente, hoje em dia é possível comprar leite de soja, arroz, amêndoa, flax e côco.
Como substituto do óleo vegetal ou de soja, tenho usado óleo de coco. A comida fica uma delícia. Na onda dos celíacos, muita gente está evitando glúten e claro há opções de macarrão, bolo e pão sem glúten.

Eu curto tanto comer saudável que não fico legal quando abuso de besteiras, nem a mente e nem o corpo. Hoje em dia, minha dieta é baseada em sucos naturais feitos por mim, chá, salada e sopa, além de grãos. Ainda não sou vegetariana mas como carne esporadicamente. Evito frituras, comida congelada, comidas prontas, embalagens de alumínio e quanto menos industrializada a comida, melhor.

Felizmente há um movimento cada vez maior para diminuir a intensa industrialização que o setor alimentício passou nas últimas décadas. As pessoas estão voltando às feiras e consumindo menos produtos embalados e mais produtos orgânicos.

O que eu acho engraçado é o modismo na alimentação em Los Angeles. Já passamos pelo blueberry, romã, entre outros e agora é a vez do kale (couve) e da quinoa. Em tudo quanto é roda, em todos os restaurantes, só se fala desses dois alimentos.