sexta-feira, março 14, 2014

Ciúmes (2)

Após 14 anos nos EUA, estou com planos de voltar ao Brasil apesar de estar muitíssimo insegura com esse passo por várias questões.
Uma delas é o relacionamento possessivo de casais na cultura latina. É algo que me incomoda demais. Vivo com um pessoal que é extremamente liberal. Todos brincam com todo mundo, abraçam, brincam, conversam e jamais presenciei um clima tipo "quem é aquela pirua conversando com meu marido?" Lógico que nem todos os meus amigos no Brasil são assim mas SEMPRE passo por uma situação estranha. 
Um exemplo está aqui
Dois meses atrás quando estava no Brasil encontrei uma turma de amigos quando tinha 16 anos. A gente não se via há 2 décadas e a felicidade de reencontrá-los foi enorme. Eu sempre andei com homem. Naquela época então eu era super moleque. Conversamos muito, eles me trataram super bem, batemos fotos e claro, postamos no nosso grupo. Dois dias depois uma das esposas começa a mandar comentários irritadinhos. Lá vem! Resolvi mandar uma mensagem pra ver se acabava com as neuras mas o resultado foi desastroso e ela me xingou horrores. 
Não sei se ainda tenho paciência pra lidar com inseguranças assim, de ficar vigiando meu comportamento diante de homens comprometidos. Quem me conhece sabe que jamais daria em cima de homem casado mas ter de agir friamente pra evitar ciúmes me faz sentir outra pessoa.

segunda-feira, março 10, 2014

Amber Alert


As autoridades na Califórnia mantém os residentes informados da forma que podem. Eles usam os letreiros espalhados na freeway para avisos sobre acidentes e  atualização do trânsito, além de mensagens como a seca em que estamos passando, tsunami e mesmo sequestro de crianças. 

Desde o ano passado eles usam mais uma ferramenta de serviço de utilidade pública: o nosso telefone celular. Hoje de manhã meu telefone soou um sinal de alarme com informações sobre um carro que levou uma criança. 

quinta-feira, outubro 10, 2013

Caronas

Uma das maiores vantagens da internet é usar essa ferramenta como um serviço de utilidade pública. Adoro encontrar websites úteis. Hoje em dia, não consigo imaginar a vida sem o Craigslist, o maior site de classificados.
Hoje descobri mais um. É o RickyRides, onde você pode coordenar caronas para eventos.

sábado, junho 08, 2013

Punta Cana

Eu sempre quis passar umas férias naqueles lugares paradisíacos de cartão postal com areias brancas e coqueiros. Conheci alguns lugares assim no Nordeste do Brasil mas desde o Hawaii (12 anos atrás) que eu não botava os pés numa praia assim. 
Eu e o namorado, que vive no outro hemisfério, resolvemos nos encontrar no meio do caminho e nada como o Caribe pra namorar. 
Eu já andava com planos de finalmente tirar uma férias de verdade daquelas de relaxar, descansar, curtir uma praia e não se preocupar com nada. Desde 2010 que eu não saía de férias e viciada em viajar do jeito que eu sou 3 anos é uma eternidade.
O destino foi Punta Cana, ponta leste da República Dominicana. Esta área tem mais de 50 resorts - quase todos de empresas espanholas -  do tipo 'all inclusive', 3 refeições e bebidas à vontade.
Ficamos no Hotel Catalonia, perto da Praia de Bavaro. Água quente, cristalina e cheio de corais. Tudo o que eu sonhei. Torrei no sol, andei de caiaque, velejei e mergulhei de snorkel pela primeira vez. Eu estava andando no meio de vários cardumes e não tinha a menor ideia até colocar a máscara.

A comida não era aquilo tudo e tenho certeza que eles misturam água na bebida mas não é de se esperar muito diferente em qualquer lugar que ofereça buffet livre. 

O ponto negativo da viagem pra mim é que não faço muito o estilo turista de resort. Sempre fui  mochileira porque gosto de explorar os lugares e conversar com as pessoas do local. Ver como as pessoas vivem pra mim é mais atraente do que atrações turísticas.  Nesses resorts você sempre é visto como uma carteira ambulante, tipo 'quanto dinheiro posso tirar do turista'. Isso foi um pouco difícil pra mim porque eu nunca tinha visto vendedores tão insistentes e agressivos. Só faltavam te segurar pelo braço.

De qualquer forma, valeu. Foi uma experiência diferente, relaxante, justamente o que eu precisava no momento. 

quinta-feira, maio 09, 2013

Blogs?

Tem alguém aí além da Bá, do Dauro e da Rafa que ainda bloga?
Com o excesso de recursos online e mídia social, as ferramentas ficam obsoletas num piscar de olhos. Lembra quando a gente ficava lendo o blog de todo mundo? Já faz uma década.

E por falar em década, abril foi meu aniversário de 10 anos bamboleando.

terça-feira, maio 07, 2013

Alimentação (1)

Desde criança sempre adorei ler livros sobre nutrição. Ainda lembro do susto quando descobri que o Nescau que minha mãe adoçava pra mim já vinha com açúcar. Sem influência de ninguém, fui corrigindo meus hábitos alimentares pouco a pouco e hoje em dia tento comer o mais saudável possível. A longo prazo, isso me faz sentir melhor, mais disposta, mais feliz e ter menos problemas de saúde. E convenhamos, quem é gosta de hospital?

Eu já tinha uma tendência "geração saúde/natureba" em Floripa mas a vida na Califórnia triplicou esse hábito. Encontrar vegetarianos e veganos é mais do que comum e não se limitam a "hippies". De artistas a advogados e até mesmo grandes executivos desistiram de consumir carne. TODOS os restaurantes oferecem pratos vegetarianos.

A grande vantagem disso é que existe uma inúmera quantidade de produtos alternativos por aqui. Ao invés de leite que causa indigestão e acne em muita gente, hoje em dia é possível comprar leite de soja, arroz, amêndoa, flax e côco.
Como substituto do óleo vegetal ou de soja, tenho usado óleo de coco. A comida fica uma delícia. Na onda dos celíacos, muita gente está evitando glúten e claro há opções de macarrão, bolo e pão sem glúten.

Eu curto tanto comer saudável que não fico legal quando abuso de besteiras, nem a mente e nem o corpo. Hoje em dia, minha dieta é baseada em sucos naturais feitos por mim, chá, salada e sopa, além de grãos. Ainda não sou vegetariana mas como carne esporadicamente. Evito frituras, comida congelada, comidas prontas, embalagens de alumínio e quanto menos industrializada a comida, melhor.

Felizmente há um movimento cada vez maior para diminuir a intensa industrialização que o setor alimentício passou nas últimas décadas. As pessoas estão voltando às feiras e consumindo menos produtos embalados e mais produtos orgânicos.

O que eu acho engraçado é o modismo na alimentação em Los Angeles. Já passamos pelo blueberry, romã, entre outros e agora é a vez do kale (couve) e da quinoa. Em tudo quanto é roda, em todos os restaurantes, só se fala desses dois alimentos.



terça-feira, fevereiro 05, 2013

Santa Maria

Eu sei que a minha opinião não importa a ninguém mas a vontade de me expressar bateu por causa dessa matéria no Diário Catarinense. Os brasileiros exigem justiça. Claro, o que aconteceu no último dia 27 em Santa Maria foi um dos piores incêndios em casas noturnas no mundo, com 237 mortos e muitas pessoas ainda no hospital. É lógico que a dor aperta mais em quem perdeu um filho, um amigo, um namorado...

Uma série de erros causou a tragédia e os responsáveis precisam ser punidos. No entanto, o que tem me incomodado é essa necessidade de apontar um monstro para jogar pedras, algo que já acontece desde a Inquisição. Pois não acho que o Kiko, dono da boate Kiss, seja um monstro e nem que os funcionários mereçam ser ameaçados. Vejo diversas notícias que contribuem para essa execução. Primeiro, disseram que os seguranças não queriam deixar as pessoas saírem. Não deixaram a princípio mas assim que souberam do incêndio, começaram a ajudar. Depois insistiram que o alvará estava vencido mas até onde entendi, eles já tinham dado entrada no órgão público responsável para a renovação e mesmo assim, esse alvará com certeza não impediria o incêndio.

Foi um erro usar a espuma errada. Foi um erro comprar material pirotécnico de uso externo. Foi um erro não vistoriar a casa. Foi um erro não ter outras saídas de emergência. No entanto, o maior erro do Kiko foi o que todos fazemos de uma forma ou de outra. Tentamos economizar no que for possível pois a gente nunca acredita que o risco possa ser tão grande assim. Esse é o erro dele e de todos nós quando não usamos camisinha, fazemos uma ultrapassagem arriscada, compramos um pneu recauchutado por ser mais barato, voltamos bêbados para casa, não conferimos extintores em nossos estabelecimentos e casas, construímos casas em locais de risco, lugares públicos não são vistoriados e aí por diante. Porque nunca acreditamos que vai acontecer com a gente.

Não estou eximindo os responsáveis de culpa mas que sirva de alerta para que não economizemos onde a segurança é essencial. Nesse caso, aconteceu na boate Kiss mas nas minhas experiências de casas noturnas, existem muitos lugares públicos em risco por aí. Vale lembrar que o próprio Kiko tentou ajudar no que foi preciso, inclusive apontando onde seria mais fácil abrir buracos para salvar mais gente.



terça-feira, janeiro 29, 2013

Lindsey Sterling

Um pouco atrasada mas finalmente descobri essa violinista que cresceu no Arizona. Ela ganhou o prêmio de melhor música no Hoopie Awards promovido pelo hooping.org. Lindsey compõe as próprias músicas e mistura vários ritmos modernos como o dubstep.
A artista passou a ser reconhecida graças aos seus videoclipes no YouTube. Depois disso foi convidada a participar do America's Got Talent, programa de talento da NBC e ficou famosa por ser    a violinista que dança. Foi desencorajada a continuar com o violino por não ser um instrumento "pop". Ela ignorou, continuou e agora está fazendo turnê pelos EUA e Europa.            
Esse vídeo foi gravado no Colorado.
                                                                                                                                                                                                     

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Brasil

Passei as últimas 5 semanas no Brasil cuidando da minha mãe que passou por uma cirurgia e curtindo um pouco o verão tropical.
O roteiro geralmente não muda muito: passar tempo com os pais, comer o máximo de frutos do mar que eu puder, tomar umas cervejinhas com os amigos de faculdade e pronto.
O que teve de diferente dessa vez foi finalmente ter feito uma nova trilha pra uma comunidade de 20 famílias que vivem isoladas.

Além disso, organizei um clothing swap, ou melhor, um troca-troca de roupas com a mulherada pra disseminar esse costume e acho que foi um sucesso.

O que valeu mesmo foi a realização do 1º Encontro Nacional de Bambolê. Quase na beira de uma praia tranquila no norte da Ilha de Floripa, o encontro não podia ter sido melhor.  Tivemos participantes do Nordeste ao Sul. Foram 3 dias de oficina, aprendizado, ótima comida e muito amor. Todo mundo se deu muito bem e sem muito stress.

Outra coisa que sempre me surpreende nas minhas andanças por lá é a galera da faculdade. Vinte anos se passaram desde que entramos e todo ano é isso. Nos reencontramos e nunca falta assunto. Isso porque cada um mora num canto do mundo mas fim de ano todo mundo passa na ilha. Eu nunca tinha visto um curso na universidade onde as pessoas continuam mantendo contato a vida toda. E não é um ou outro não. Foram alunos ingressos principalmente entre 1989 e 1998. Vários alunos e até professores se casaram. Isso é o que chamamos de reprodução em cativeiro. Gostoso foi ouvir deles que eu rejuvenesci e pareço mais feliz.
Valeu ainda mais por ter convencido algumas das amigas a começarem a bambolear. Spreading the hoop love, oh yeah!

sexta-feira, novembro 16, 2012

Berlim (2)

Trabalhamos a maior parte do tempo mas deu pra fazer um turismo nos 2 últimos dias. Eu não ligo muito pra atrações turísticas mas às vezes é difícil evitar. Pra começar, fiquei encantada com o sistema de transporte, principalmente depois de morar 11 anos num lugar onde isso praticamente não existe.

Conhecemos a Fernsehturm, uma das torres mais altas do mundo e de onde se vê Berlim inteira. Depois disso, andamos pela Unter der Linden, a rua que leva ao Brandenburg Tor, o cartão postal da cidade. De lá, nos encontramos com amigos do grupo todo num bar em Kreuzberg, inclusive amigos meu de faculdade, um que estava de visita e outro que mora lá.
No dia seguinte resolvemos escolher uma parte menos turística. Fomos numa fábrica de chocolate na região de Tempelhof e por acidente, conhecemos numa comunidade artístico-ecológica. Bem a nossa cara.
De lá, fomos pro bairro de Mitte, a melhor parte de Berlim que vi até agora. É uma área tipo o Soho de NY cheia de galerias e instalações pelas ruas. Vimos um jardim de esculturas de ferro atrás do Kunsthaus Tacheles, que era um centro cultural num prédio em ruínas e que agora querem destruir para dar lugar a um shopping.
Meus únicos dez minutos de dança aconteceram quando entramos de penetra numa festa e o DJ egípcio Hassan Khan estava apresentando essa música. Matei um pouco a vontade de remexer.
Amo Berlim e espero ter a chance de voltar aqui.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Berlim


No começo deste ano resolvi criar uma nova meta: a de viajar a trabalho. Ser jornalista pra mim tinha a ver com trabalhos móveis e menos rotineiros. Nada de passar 8 horas num escritório.
Hoje em dia meu trabalho é bem dinâmico, metade no computador e metade dirigindo pela cidade, ou seja, nada de rotina. No entanto, ainda não tinha viajado a trabalho.
A empresa que eu ajudo - Sinthetics - ia montar um stand numa feira em Berlim e como eu falo um pouco de alemão, ofereci meu serviço e deu certo.
Sinto um carinho especial por aquele país pois minha mãe morou na Alemanha por 10 anos onde praticamente ganhei uma família.
Estive em Berlim em 1994. A cidade toda era praticamente um canteiro de obras, afinal, o muro tinha caído há apenas 4 anos e tinha muita coisa pra ser reformada. Naquela época passei 4 dias e não lembro de muita coisa a não ser do frio, um restaurante peruano, o Hard Rock Cafe e um tour de ônibus que fiz com a família.
Berlim, hoje em dia, é considerada uma das cidades mais artísticas da Europa com inúmeras opções de lazer como clubes, museus, exposições, parques, etc. A cidade não para. Ficamos num bairro afastado na área de Charlottenburg, ao lado do estádio Olympia. Infelizmente a distância impediu de sair mais mas queríamos ficar perto do trabalho.
Aliás, é um desejo antigo que ainda não consegui realizar. Sair pra dançar num grande clube na Europa.
Outro motivo que Berlim mexe comigo é a história do muro. Em 1990, no dia em que o muro caiu, eu estava com vários alemães numa praia em Floripa. Não tínhamos televisão e o vizinho veio nos contar sobre o muro. Achamos que era uma piada mas pra conferir achamos uma TV portátil pequenininha e assistimos as imagens no jornal das pessoas em cima do muro. Nos abraçamos, choramos, celebramos. Foi um dia que marcou todos nós.