Passei o último fim-de-semana na Reserva Nacional de Paracas, um deserto à beira da praia onde há várias espécies de animais como leão marinho, pinguim, golfinho e inúmeras aves. Um dos voluntários, o australiano Pete que está viajando há 11 anos, nos levou para um vôo duplo de parapente. Antes de sair de LA, ganhei um vôo de monomotor e agora parapente. Amei!
Segunda foi minha última noite em Pisco. Todos os voluntários insistiram para eu ficar e depois de tanta convivência e ideais em comum, foi bem difícil partir. Sinto falta deles. Eu queria ficar mais mas aproveitei pra viajar com a Kendall, uma garota de San Francisco.
Pegamos uma carona até a Panamericana e depois um ônibus pra Ica. Passamos o dia em Huacachina, um oásis perto da cidade com as maiores dunas que eu já vi na minha vida. A intenção era de ir pra Arequipa mas como não tinha ônibus naquele dia, partimos pra Cuzco. O problema é que uma salmonella me atacou e foi uma das viagens mais difíceis que eu já fiz. 17 horas de ônibus, uma televisão quase despencando na minha cabeça, um sueco gritando enquanto dormia e eu com uma baita febre. Depois da catapora em Paris, isso tá virando rotina.
Cheguei em Cuzco há uma hora. Bom ver tanto verde depois de tanta destruição apesar que estou com saudade de Pisco e vontade de voltar.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
sábado, fevereiro 02, 2008
Ultima semana
Esta eh a minha ultima semana em Pisco. Os 10 primeiros dias foram dificeis pelas condicoes da cidade ainda mais no bairro em que estamos. Pisco eh considerado um dos lugares mais perigosos do Peru e Pisco Playa, onde estamos eh praticamente o pior bairro da cidade e portanto, o que mais precisa de assistencia.
Essa semana trabalhei com um canadense, um ingles e 2 suiccas reformando a biblioteca de uma escola. Derrubamos parede, pintamos, fizemos uma estante, graccas a doaccao de um americano.
Conseguir recursos para tantos projetos eh a maior dificuldade.
Agora ja estou com mais animo de trabalhar e ja estou mais enturmada. Nem da mais vontade de ir pois ha tanta coisa pra fazer. Alias, todo mundo acaba ficando mais do que o esperado. Muitos destes voluntarios, ja trabalharam em outros desastres como o Tsunami e o Katrina e esta sendo muito bom conviver com esses viajantes que chegam a passar anos na estrada. Muita inspiracao.
Essa semana trabalhei com um canadense, um ingles e 2 suiccas reformando a biblioteca de uma escola. Derrubamos parede, pintamos, fizemos uma estante, graccas a doaccao de um americano.
Conseguir recursos para tantos projetos eh a maior dificuldade.
Agora ja estou com mais animo de trabalhar e ja estou mais enturmada. Nem da mais vontade de ir pois ha tanta coisa pra fazer. Alias, todo mundo acaba ficando mais do que o esperado. Muitos destes voluntarios, ja trabalharam em outros desastres como o Tsunami e o Katrina e esta sendo muito bom conviver com esses viajantes que chegam a passar anos na estrada. Muita inspiracao.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Bactérias
Eu pensei que meu sangue brasileiro me deixaria imune das doenças que os "gringos" pegaram mas as bactérias me atacaram também. Desde o terremoto há umas bactérias no ar e todos os voluntários acabam doentes depois de 5 dias. Pois é, essa semana sou eu. Mas daqui a pouco estou bem.
Essa semana recomeçamos o intercâmbio com a comunidade. Eles costumavam ter umas 10 pessoas que vinham participar mas esta semana tivemos umas 50 pessoas dos 4 aos 40 anos. Falamos português, espanhol, inglês, dançamos samba, cumbia (ou algo assim) e mesmo depois de um dia cansativo, todo mundo se divertiu e saiu com um sorriso no rosto.
Infelizmente não estou batendo fotos porque minha câmera se foi no segundo dia de viagem no Rio. Se eu pudesse, iria lá em casa buscar meu material fotográfico e voltava. Estou querendo fazer umas matérias sobre o lugar. Jornalistas de plantão, alguma sugestão?
Aliás, estamos precisando de doações e voluntários pra continuar os projetos na cidade. Ainda tem muita gente vivendo em barracas. Aqui tem trabalho pra anos. Mais sobre o que estamos fazendo no site www.burnerswithoutborders.org
Essa semana recomeçamos o intercâmbio com a comunidade. Eles costumavam ter umas 10 pessoas que vinham participar mas esta semana tivemos umas 50 pessoas dos 4 aos 40 anos. Falamos português, espanhol, inglês, dançamos samba, cumbia (ou algo assim) e mesmo depois de um dia cansativo, todo mundo se divertiu e saiu com um sorriso no rosto.
Infelizmente não estou batendo fotos porque minha câmera se foi no segundo dia de viagem no Rio. Se eu pudesse, iria lá em casa buscar meu material fotográfico e voltava. Estou querendo fazer umas matérias sobre o lugar. Jornalistas de plantão, alguma sugestão?
Aliás, estamos precisando de doações e voluntários pra continuar os projetos na cidade. Ainda tem muita gente vivendo em barracas. Aqui tem trabalho pra anos. Mais sobre o que estamos fazendo no site www.burnerswithoutborders.org
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Pisco
Nao tem acento desta vez.
Por mais que se leia as noticias no jornal, reporte numeros e historias, nao da pra se ter ideia da dimensao de um desastre como este terremoto no Peru.
O bairro em que estamos foi 80% destruido. A organizacao que estava aqui antes da gente, Hands on Disaster Relief, removeu os escombros e agora a Burners Without Borders esta trabalhando na reconstrucao.
A gente anda pelas ruas e somente 1 ou 2 casas em cada rua ficaram de pe. Cinco meses se passaram e so agora o Governo comecou a fazer umas poucas casas pre-fabricadas. As vitimas continuam esperando pelos $190 milhoes de dolares que os outros paises mandaram e ainda nao foi liberado pelo Governo.
Por isso, o trabalho das ONGs e voluntarios tem sido fundamental. Todo o dinheiro que levantamos eh investido diretamente na comunidade e principalmente na compra de material para a reconstrucao.
Cheguei em Pisco na ultima quinta. Na sexta trabalhei na reconstrucao de uma escola numa vila de pescadores. Esta semana estou no projeto Caritas que consiste em 120 casas temporarias (afinal essas pessoas estao sem teto ha 5 meses) feitas de plastico e folhas tranccadas.
Alem destes projetos temos voluntarios trabalhando em outras 2 escolas e num prototipo de banheiro/cozinha por causa do problema de saneamento basico. Esse eh um dos piores problemas depois de um desastre e responsavel pelo grande numero de mortes. Tambem temos um programa de intercambio onde ensinamos ingles e eles nos ensinam espanhol.
Eu estava insegura mas estou muito feliz de ter vindo. Fazer parte de um projeto onde qualquer ajuda eh tao necessaria torna o trabalho gratificante.
Por mais que se leia as noticias no jornal, reporte numeros e historias, nao da pra se ter ideia da dimensao de um desastre como este terremoto no Peru.
O bairro em que estamos foi 80% destruido. A organizacao que estava aqui antes da gente, Hands on Disaster Relief, removeu os escombros e agora a Burners Without Borders esta trabalhando na reconstrucao.
A gente anda pelas ruas e somente 1 ou 2 casas em cada rua ficaram de pe. Cinco meses se passaram e so agora o Governo comecou a fazer umas poucas casas pre-fabricadas. As vitimas continuam esperando pelos $190 milhoes de dolares que os outros paises mandaram e ainda nao foi liberado pelo Governo.
Por isso, o trabalho das ONGs e voluntarios tem sido fundamental. Todo o dinheiro que levantamos eh investido diretamente na comunidade e principalmente na compra de material para a reconstrucao.
Cheguei em Pisco na ultima quinta. Na sexta trabalhei na reconstrucao de uma escola numa vila de pescadores. Esta semana estou no projeto Caritas que consiste em 120 casas temporarias (afinal essas pessoas estao sem teto ha 5 meses) feitas de plastico e folhas tranccadas.
Alem destes projetos temos voluntarios trabalhando em outras 2 escolas e num prototipo de banheiro/cozinha por causa do problema de saneamento basico. Esse eh um dos piores problemas depois de um desastre e responsavel pelo grande numero de mortes. Tambem temos um programa de intercambio onde ensinamos ingles e eles nos ensinam espanhol.
Eu estava insegura mas estou muito feliz de ter vindo. Fazer parte de um projeto onde qualquer ajuda eh tao necessaria torna o trabalho gratificante.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Peru
O blog anda meio abandonado mas nao foi fácil usar a internet em Floripa. Tenho escrito muito mas pra mim mesma.
Desta vez foi mais difícil me despedir do Brasil. Ontem as lágrimas escorriam sem parar. Eu e meus pais nos conectamos super bem dessa vez e tive vontade de passar mais tempo com eles. Além disso, revi amigos, encontrei com pessoas que eu ñ via há muito tempo, curti muita praia, passei uns dias na minha querida Guarda do Embaú, bamboleei bastante, comi muita ostra e a tao adorada paella do Serginho, assisti o show de 15 anos do Dazaranha (uma banda nativa que eu acompanhei desde o começo).
15 dias de férias ñ seriam suficientes. Só pra me readaptar a tudo depois de 3 anos, demorou esse tempo. Depois sempre resisto a partir. Foi assim em LA, no Rio e em Floripa.
Cheguei hoje no Peru. Tudo certo até agora. Graças aos amigos, estou hospedada na casa de um casal muito legal. Em breve estarei indo pra Pisco trabalhar.
Desta vez foi mais difícil me despedir do Brasil. Ontem as lágrimas escorriam sem parar. Eu e meus pais nos conectamos super bem dessa vez e tive vontade de passar mais tempo com eles. Além disso, revi amigos, encontrei com pessoas que eu ñ via há muito tempo, curti muita praia, passei uns dias na minha querida Guarda do Embaú, bamboleei bastante, comi muita ostra e a tao adorada paella do Serginho, assisti o show de 15 anos do Dazaranha (uma banda nativa que eu acompanhei desde o começo).
15 dias de férias ñ seriam suficientes. Só pra me readaptar a tudo depois de 3 anos, demorou esse tempo. Depois sempre resisto a partir. Foi assim em LA, no Rio e em Floripa.
Cheguei hoje no Peru. Tudo certo até agora. Graças aos amigos, estou hospedada na casa de um casal muito legal. Em breve estarei indo pra Pisco trabalhar.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Usar a internet aqui não é tarefa muito fácil.
Sinto que estou aqui uns 4 meses e agora tenho só uma semana. No começo me senti uma gringa, estranhei muita coisa mas agora estou readaptada sem vontade de ir. Ao mesmo tempo morro de saudade dos meus cachorros e dos amigos em LA.
No dia 16 estaria embarcando pro Peru pra trabalhar com a ONG mas agora fiquei sabendo que houve muitos voluntários foram roubados, mesmo andando em grupos. Agora não estou certa do que fazer. Se volto direto pra LA, se fico aqui um pouco mais, se vou pra Costa Rica...
Sinto que estou aqui uns 4 meses e agora tenho só uma semana. No começo me senti uma gringa, estranhei muita coisa mas agora estou readaptada sem vontade de ir. Ao mesmo tempo morro de saudade dos meus cachorros e dos amigos em LA.
No dia 16 estaria embarcando pro Peru pra trabalhar com a ONG mas agora fiquei sabendo que houve muitos voluntários foram roubados, mesmo andando em grupos. Agora não estou certa do que fazer. Se volto direto pra LA, se fico aqui um pouco mais, se vou pra Costa Rica...
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Cidade Maravilhosa

Depois de uma semana louca de mudancas, carregar caixas, achar deposito, fazer malas, vender carro e tudo mais, parti de LA no dia 29 e cheguei no Rio na ultima sexta. Vim pra ficar 3 ou 4 dias mas ja faz uma semana e creio que fico mais alguns dias. Tinha esquecido como eu gosto desta cidade. No ultimo fim-de-semana me encontrei com os amigos que eram do movimento estudantil e vieram gente de SC, SP e SE. Que felicidade! Eh o tipo de amizade que mesmo com a distancia eh sempre gostoso quando nos encontramos. Final de semana regado a muita cerveja e samba. Foi tao bom reencontrar os amigos que eu nao conseguia parar de rir. No domingo fui no tal do trem do samba onde perdi minha camera. A segunda em um ano. Acho que tenho uma maldicao dos eletronicos porque no primeiro dia meu computador tambem quebrou.
Estou pertinho da praia e curtindo o sol que eu estava precisando.
Essa semana fui numa praia que eu era afim de conhecer ha anos: Itacoatiara em Niteroi(foto). Paraiso! Valeu a pena a espera.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Esses dias eu estava conversando com um amigo dos tempos de movimento estudantil e ele perguntou:
- Mas você não tem medo de um dia se arrepender de ter ficado aí, deixando seus projetos de comunicação de lado? Se arrepender de ter deixado seu país e depois perceber que é tarde demais?
Eu perdi essa coisa de raíz há muito tempo. Então porque eu nasci no Brasil, eu devo ficar no Brasil? Não me sinto somente brasileira, muito menos americana. Me sinto parte de algo maior do que apenas um país. Pela primeira vez tentei imaginar como seria minha vida hoje se eu tivesse ficado por lá. Não há uma imagem na cabeça, não faço a menor idéia.
Acho que este ano foi transitório e de aprendizado pra mim. Aqui aprendi a ser mais positiva, mais paciente, mais prática. Aprender a se comunicar numa cultura diferente da sua é fascinante e eu não quero dizer só o idioma mas a forma de se relacionar, de entender e ser entendido, de ler as entrelinhas, de respeitar as diferenças.
A principal satisfação em ter ficado foi a possibilidade de fazer parte de uma comunidade (os burners) na qual eu me identifico muito. Hoje em dia, tenho consciência desta minha necessidade de sentir parte de um todo e ao mesmo tempo, preservar minha individualidade. Com eles, vi que aqui também há muita gente espiritual, afetiva, solidária e liberal. Me envolvi com arte, dança e trabalhos humanitários desde ajudar mendigos através de atividades até vítimas de desastre através de reconstrução. Vi a aceitação das diferenças sem rotular os outros. Aprendi a doar mais. Aprendi a melhorar a auto-estima. Vi que apontar virtudes traz muito mais resultado que apontar defeitos. Conheci mulheres fortes, independentes, seguras e que de sexo frágil não têm nada.
Se eu não tivesse me envolvido com esta comunidade, provavelmente teria voltado pro Brasil. No entanto, não sei se teria a possibilidade de viver algo assim lá porque nunca conheci nada igual e no Brasil somos mais voltados para a família. E aqui estou 7 anos depois, sem ter feito dinheiro, sem carro novo ou casa mas de bem com a vida.
- Mas você não tem medo de um dia se arrepender de ter ficado aí, deixando seus projetos de comunicação de lado? Se arrepender de ter deixado seu país e depois perceber que é tarde demais?
Eu perdi essa coisa de raíz há muito tempo. Então porque eu nasci no Brasil, eu devo ficar no Brasil? Não me sinto somente brasileira, muito menos americana. Me sinto parte de algo maior do que apenas um país. Pela primeira vez tentei imaginar como seria minha vida hoje se eu tivesse ficado por lá. Não há uma imagem na cabeça, não faço a menor idéia.
Acho que este ano foi transitório e de aprendizado pra mim. Aqui aprendi a ser mais positiva, mais paciente, mais prática. Aprender a se comunicar numa cultura diferente da sua é fascinante e eu não quero dizer só o idioma mas a forma de se relacionar, de entender e ser entendido, de ler as entrelinhas, de respeitar as diferenças.
A principal satisfação em ter ficado foi a possibilidade de fazer parte de uma comunidade (os burners) na qual eu me identifico muito. Hoje em dia, tenho consciência desta minha necessidade de sentir parte de um todo e ao mesmo tempo, preservar minha individualidade. Com eles, vi que aqui também há muita gente espiritual, afetiva, solidária e liberal. Me envolvi com arte, dança e trabalhos humanitários desde ajudar mendigos através de atividades até vítimas de desastre através de reconstrução. Vi a aceitação das diferenças sem rotular os outros. Aprendi a doar mais. Aprendi a melhorar a auto-estima. Vi que apontar virtudes traz muito mais resultado que apontar defeitos. Conheci mulheres fortes, independentes, seguras e que de sexo frágil não têm nada.Se eu não tivesse me envolvido com esta comunidade, provavelmente teria voltado pro Brasil. No entanto, não sei se teria a possibilidade de viver algo assim lá porque nunca conheci nada igual e no Brasil somos mais voltados para a família. E aqui estou 7 anos depois, sem ter feito dinheiro, sem carro novo ou casa mas de bem com a vida.
terça-feira, novembro 20, 2007
Contagem Regressiva
Se alguém me perguntasse uma das coisas que eu mais odeio, eu diria que é fazer mudança ou mala. Estou nessa função e enrolação o mês inteiro e eu mal comecei.Eu não sei o que acontece que eu não suporto fazer isso e a essa altura da vida eu já deveria estar bem acostumada.Agora o que me intriga são os comentários de que esta não é apenas uma viagem pra visitar a família. Muita gente está achando que eu estou voltando pro Brasil de vez. Está todo mundo querendo me encontrar pra se despedir e tal. Eu não tenho planos de voltar a morar lá agora porque eu adoro aqui mas ao mesmo tempo estou com uma forte sensação de que algo vai acontecer nestes próximos meses. Espero que seja coisa boa. De fato, acredito que nossa vida acontece em ciclos de 7 anos e adivinha quanto tempo estou em LA? Lembro quando vim pra cá e nunca imaginaria que ficaria aqui, eu dizia que estava indo viajar por 3 meses.
Mais uma vez, os planos são de viajar por 3 meses. Saio daqui dia 29 e passo uns dias no Rio para me encontrar com os amigos do movimento estudantil. Depois fico um mês em Floripa e estou combinando de encontrar amigos de várias fases da minha vida: faculdade, 2º grau e galera da adolescência.
De qualquer forma, estou aberta pra novas aventuras. Por isso, estou entregando o meu apê e vendendo o carro. A verdade é que tenho uma capacidade enorme de me adaptar a novas situações. Se surgisse alguma outra oportunidade interessante de viver em outro lugar, creio que aceitaria. O que estou considerando é me mudar pra San Francisco na volta. Tantos anos que tenho vontade de fazer isto. Mas ficar no Brasil? Não imagino isso.
Do Brasil, desembarco no Peru em janeiro pois me voluntariei pra ajudar Pisco, cidade ao sul de Lima que foi destruída num terremoto em agosto. Sinto falta de fazer trabalhos humanitários. Na mesma época, vários amigos estão organizando um evento na Costa Rica para replantar árvores e recolher lixos das praias. Peru ou Costa Rica?
Em Pisco vou trabalhar com 2 ONGs que estão ajudando na reconstrução: Burners Without Borders e Hands On Disaster Response.
Depois disso, estou querendo fazer a trilha de 5 dias pra Machu Picchu mas é época de chuva e não sei se vai dar.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Enquete pra blogueiros(as)
Quando você escreve no seu blog, você escreve pra você mesmo ou pensa nos seus leitores?
Razão da minha pergunta e dos meus sumiços temporários é porque eu tenho um blog em inglês e o conteúdo daquele blog é bem diferente. No começo era só umas palavrinhas aqui, outras ali mas comecei a aparecer lá com mais frequência. Eu notei também que raramente escrevo nos dois blogs ao mesmo tempo. Ou fico meio por lá ou meio por aqui.
Fica num networking site, o Tribe. De todos os websites desse tipo, o Tribe é o mais interessante/útil na minha opinião. O Tribe virou meio que uma comunidade de burners (quem vai pro Burning Man) e como são meus amigos mais próximos e uma turma bem espiritual, a gente fala muito de sentimento, energia, pede conselhos, essas coisas. Digamos que o blog de lá são pra assuntos internos e o daqui pra assuntos externos. Funciona bem assim.
Razão da minha pergunta e dos meus sumiços temporários é porque eu tenho um blog em inglês e o conteúdo daquele blog é bem diferente. No começo era só umas palavrinhas aqui, outras ali mas comecei a aparecer lá com mais frequência. Eu notei também que raramente escrevo nos dois blogs ao mesmo tempo. Ou fico meio por lá ou meio por aqui.
Fica num networking site, o Tribe. De todos os websites desse tipo, o Tribe é o mais interessante/útil na minha opinião. O Tribe virou meio que uma comunidade de burners (quem vai pro Burning Man) e como são meus amigos mais próximos e uma turma bem espiritual, a gente fala muito de sentimento, energia, pede conselhos, essas coisas. Digamos que o blog de lá são pra assuntos internos e o daqui pra assuntos externos. Funciona bem assim.
quarta-feira, novembro 14, 2007
O Vôo


Em fevereiro um dos meus amigos, que é instrutor de vôo, havia me convidado pra voar no planador dele. Eu adorei a idéia mas nessa enrolação de cidade grande a gente não conseguia conciliar um horário. Depois de enchê-lo tanto, finalmente neste último fim-de-semana nós voamos por Los Angeles durante uma hora e meia. Quando chegamos a 8000 pés, ele desligou o motor e ficamos planando por uns 20 minutos. E a cara de felicidade da menina aqui?
domingo, novembro 11, 2007
Mais um vídeo de bambolê
Acho que esse vai ser o último por um bom tempo. Neste verão fui entrevistada por um programa sobre imigrantes brasileiros pelo mundo, o Planeta Brasil da Globo Internacional. Foi estranho bambolear sem música mas interessante em ver como em 3 meses o estilo de dançar já mudou um pouco.
Assista o vídeo.
Assista o vídeo.
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