sexta-feira, outubro 19, 2007

Estou viva

Não sei o que aconteceu mas perdi completamente a vontade de blogar.

Desde que eu sumi daqui:

  • Passei um bom tempo em sites sociais como Tribe e essa semana o Facebook.
  • Fui pra São Francisco e dancei durante horas no Love Fest . Revi amigos e mais uma vez bateu a vontade de morar lá.
  • Na volta minha amiga veio de mala e cuia aqui pra casa.
  • Fui no show do Underworld, Arcade Fire e Air.
  • Desenvolvendo um projeto jornalístico que se der certo, vai ser uma grande realização.

Agora só ando pensando sobre meu apartamento. Vou pro Brasil daqui a 40 dias e não sei se eu subloco ou se coloco minhas coisas num depósito. Por um lado como estou nesse apartamento há 5 anos, o aluguel é razoavelmente barato. Por outro, de repente é hora de mudar de ares. O fato é que só ontem eu percebi que eu nunca tive de lidar com uma grande mudança e não estou nem um pouco afim de lidar com isso. argh!

domingo, setembro 23, 2007

Personagens

Estou sempre falando dos amigos no blog. Há tempos venho pensando em contar mais sobre essas pessoas, o que eles fazem e a filosofia de vida.

Então pra começar, um vídeo (em inglês) do Lucent Dossier, um grupo de dança teatral que trabalha com muita improvisação. Começaram com uma simples apresentação de um grupo de amigos no Reveillon e hoje em dia já se apresentaram em vários países.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Novas bebidas no meu cardápio

Os Estados Unidos estão longe de terem uma boa gastronomia mas gosto de provar bebidas que nunca tive acesso no Brasil.

Como eu não tomo café, minha bebida quente matinal é o Chai Latte que significa chá com leite. Uma receita indiana.

e tem o Thai Iced Tea com Boba, um chá gelado muito doce porque eles colocam uma espécie de leite condensado com bolinhas de tapioca.

A minha nova mania é o sake não filtrado. Quando você olha, parece um leite aguado. É um sake que não queima tanto a garganta e é mais doce. Tenho tomado toda a semana.

quarta-feira, setembro 05, 2007

De volta do paraíso

Meio de volta porque sempre demora um tempinho pra cabeça se reajustar ao Planeta Terra. Cheguei às 2 da manhã de segunda e às 6 já estava acordando pra ir ao escritório.

Ainda não tenho os números exatos mas dizem que este ano foram vendidos 58 mil ingressos para o Burning Man. Esses números me assustam um pouco já que nós veteranos notamos muitos "turistas" que vão com a mentalidade de só festar ao invés de contribuir com a comunidade, de criar arte. A gente chama esse pessoal de yahoos, que são os espectadores. Além disso, aumentou também o número de frat boys que vão só pra arrumar mulher.
Meu endereço: 4:20 e Arctic e pela terceira vez acampando com o Bouncy Bouncy Club.

Depois de uma pausa de 2 anos e repetindo que este seria meu último Burning Man, tudo mudou na hora que cheguei lá. Aquele é meu lugar, minha comunidade, meus amigos, minha vida. Não conheci muita gente mas revi amigos, resolvi problemas do passado, reforcei amizades e principalmente dancei, dancei e dancei. Dancei horas e horas num estado de alegria e grande auto-estima que não sentia há anos.
Ainda por cima, tivemos eclipse total da Lua e tempestade com 2 arco-íris.

Deixa eu ir e depois eu volto com mais.

sexta-feira, agosto 24, 2007


Meu meio de transporte furou em cima da hora. Tenho 24 horas pra arranjar uma carona. Estou uma pilha de nervos porque ainda não tive tempo pra preparar nada. Passar uma semana no deserto requer muito planejamento.
Ainda por cima, preciso fazer 3 bambolês e construir um rack pra levar na bicicleta.
Eu tenho uma tendência pra entrar em situações desesperadoras, uma vez ganhei o apelido de "Miss Roubada" mas no fim tudo dá certo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Socialmente Ocupada

Lá vai mais um post pessoal. Desde que minha vida mudou, tenho deixado um pouco de lado minha vida cibernética. Adoro blogar e tudo mais, mas não encontro muita energia pra escrever ultimamente. Pra ficar mais claro, vou dar um explicada o que tem acontecido este ano.

Amor - eu e o Dan estávamos juntos há quase 4 anos. Dar o passo pra separação foi um processo muito lento. Insegurança, medo de arrependimento, todos esses conflitos que passam na nossa cabeça. Tinha medo de perder minha família aqui (a gente se considera família um do outro), medo de desistir. Em setembro começamos a conversar sobre não morar mais juntos mas ele só saiu lá de casa em março. A gente continua se falando todo dia, somos bem apegados um ao outro mas foi só no mês passado que me dei conta que a relação deu o que tinha que dar. Buscamos coisas muito diferentes na vida e é hora de cada um seguir o seu caminho.

Trabalho - cortei drasticamente minhas horas de trabalho. Não tenho ensinado muitas aulas e estou aproveitando os fins-de-semana. Apertou muito o bolso mas foi um alívio no meu stress.

Agora percebo que estava vivendo uma vida nada saudável tanto no campo profissional quanto emocional. Vivia como uma dona-de-casa sem muito tempo de lazer e estava bem estressada. Acabava insatisfeita constantemente mas também aprendi muito com essa experiência.

Em suma,
Ando focando na minha felicidade interna ao invés de criar expectativas materiais/profissionais/emocionais "externas". Ainda por cima, os amigos têm me dado um banho de auto-estima. Há dois meses comecei a sentir o resultado de todas estas mudanças. Parei de negar a minha necessidade de vida social, que é basicamente de onde tiro minha força. Tenho recebido amigos diariamente pra conversas, jantares ou filmes. Não tenho ido à muitas festas mas em compensação, parque, praia, parque aquático, churrascos, clothing swaps, chá de bebê, cinema...
Acho que nunca estive tão feliz como agora.

Além disso, após 2 anos de intervalo, esta semana estou me preparando para o meu 5º Burning Man. Parto no domingo e vou sumir mais um tempinho mas uma hora eu volto, pode deixar.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Mulheres poderosas

Ontem fui convidada pra participar de uma tele-conferência de um grupo de mulheres. Ao todo eram 6 e é uma rede que elas começaram há 2 anos e a pessoa do centro sempre tem um tema a trabalhar para atingirmos nosso crescimento espiritual e focalizar nos nossos objetivos. Dessa vez falamos de aceitar nossas limitações.
Aliás, eu nunca fui muito de andar com mulher. Nunca tive paciência com o comportamento feminino mas sinceramente nestes últimos anos conheci mulheres interessantíssimas. Aliás, vários amigos falaram como são as mulheres que ditam as regras na nossa comunidade.
Obrigada Universo por me trazer tantas possibilidades de crescimento.

Imagine a woman who believes it is right and good she is a woman
A woman who honors her experience and tells her stories
Who refuses to carry the sins of others within her body and life

Imagine a woman who believes she is good
A woman who trusts and respects herself.
Who listens to her needs and desires and meets them with
tenderness and grace

Imagine a woman who has acknowledged the past's influence on the
present.
A woman who has walked through her past.
Who has healed into the present.

Imagine a woman who authors her own life.
A woman who exerts, initiates and moves on her own behalf.
Who refuses to surrender except to her truest self and to her wisest
voice.

Imagine a woman who names her own gods.
A woman who imagines the divine in her image and likeness.
Who designs her own spirituality and allows it to inform her daily life.

Imagine a woman in love with her own body
A woman who believes her body is enough, just as it is
Who celebrates her body and its rhythms and cycles as an exquisite
resource.

Imagine a woman who honors the face of the Goddess in her changing face.
A woman who celebrates the accumulation of her years and her wisdom.
Who refuses to use precious energy disguising the changes in her body
and life.

Imagine a woman who values the women in her life.
A woman who sits in circles of women.
Who is reminded of the truth about herself when she forgets.

Imagine yourself as this woman.

Patrician Lynn Reilly

quarta-feira, agosto 01, 2007

Mutaytor

Já comentei sobre eles aqui antes. Além de serem meus primeiros amigos em LA, é uma das minhas bandas locais preferidas. Nos últimos 2 anos, eles saíram em turnê pelo país e agora estão de volta na cidade. Tocam nexta sexta na Sunset Strip, mais precisamente no Roxy.
O que eu não sabia é que além do John Avila fazer parte da banda, Steve Reid também é integrante. John foi o ex-baixista do Oingo Boingo e Steve Reid é ex-Supertramp, 2 bandas que eu curti muito.

quinta-feira, julho 26, 2007

Joy Division

Dia 26/09 estréia nos EUA o filme Control sobre Ian Curtis, compositor e vocalista do Joy Division. O roteiro é baseado no livro Touching From a Distance, escrito pela mulher Deborah Curtis, também co-produtora do filme.
Joy Division tocou entre 1977 e 1980 até o suicídio de Ian aos 23 anos. Após a morte dele, os outros integrantes montaram o New Order, bem mais conhecido mundialmente.
Junto com Pixies, Joy Division sempre foi uma das minhas bandas preferidas. A única até hoje que eu tive camiseta, DVD raro, livro, etc. Espero por este filme há anos. Já ouvi comentários de que eu devo ser depressiva já que a música é bem dark e as letras falam de sofrimento. Mas tem algo sobre a guitarra e a voz grave de Ian que me hipnotizam.
Nos últimos anos tenho notado que muitos músicos têm tocado cover do J.D., como por exemplo, Moby. Além disso, há 2 bandas atuais que soam muito como eles: Interpol e She Wants Revenge.

segunda-feira, julho 16, 2007

Dois corações

Não adianta. Ser imigrante é ter sempre dois corações. A cabeça fica um pouco na terra de origem e no entanto quando volta, sente falta do novo mundo. Alguns se adaptam, alguns se readaptam mas a gente sempre imagina como está o outro lado.
São raros os casos de imigrantes que não se sentem assim...

sexta-feira, julho 13, 2007

I am not filthy hippie, am I?

Praticamente todos os meus amigos me chamam de hippie mas eu nunca me considerei uma.
Muita gente tem a idéia de hippies serem pessoas sujas e que não gostam de trabalhar. Ou que vivem chapados. Sempre escuto esse termo com um tom pejorativo então resolvi dar uma pesquisada sobre a definição de palavra. Não me considerava uma porque não creio eu tenha um estilo específico. Sou muito "camaleão".
Conclusão: depois de ver a definição, finalmente admito que sou hippie e com o maior prazer.

Sou hippie neste sentido:
Sou pacifista, a favor da popularização/democratização da arte e nunca fui de aceitar a moral imposta pela sociedade. Nesse caso, eu me encaixo nessa sociedade alternativa.

Hippies rejected established institutions, criticized middle class values, opposed nuclear weapons, opposed the Vietnam War, embraced aspects of Eastern religions, championed sexual liberation, promoted the use of psychedelic drugs to expand one's consciousness, and created intentional communities. They used alternative arts, street theatre, folk music, and psychedelic rock as a part of their lifestyle, and as a way of expressing their feelings, their protests, and their vision of the world and life. Hippies opposed political and social orthodoxy, choosing a gentle and nondoctrinaire ideology that favored peace, love, and personal freedom,[5][6] perhaps best epitomized by The Beatles' song "All You Need is Love".[7] They perceived the dominant culture as a corrupt, monolithic entity that exercised undue power over their lives, calling this culture "The Establishment", "Big Brother", or "The Man".[8][9] Noting that they were "seekers of meaning and value," scholars like Timothy Miller describe hippies as a new religious movement.

Tem um outro texto legal (em inglês) sobre o assunto.

sexta-feira, julho 06, 2007

Que vida boa!!

Ando numa fase de encantamento desde que voltei do OrangeKamp, o acampamento anual da minha turma. Ainda estou processsando tanto carinho e tanto amor que temos um pelo outro. Às vezes pela diferença cultural nem acho que eles são tão chegados em mim e daí a gente se vê e percebe quanta admiração temos um pelo outro. Que sentimento gostoso! E lá se vão 4 anos.
A gente volta com mais vontade de se ver ainda. Ficamos grudados no 4 de julho e esse fim-de-semana vai ser a mesma coisa.

Fora isso, comprei uma passagem pro Brasil depois de 3 anos.