domingo, agosto 06, 2006

Futebol

Hoje trabalhei no jogo Barcelona FC x Chivas.
Como não sou jornalista esportivo, nunca imaginei que iria pisar num gramado de um campo de futebol (talvez num show de rock) durante o jogo. Que bom ver de tão perto. Ainda por cima dei de cara com o Ronaldinho. Geralmente não ligo pra essas coisas mas confesso que foi legal primeiro porque foi inesperado, segundo que ele era o único jogador que eu conhecia (tinha esquecido que ele joga no Barcelona), era da minha terrinha e certamente foi a coisa mais divertida que aconteceu durante o dia todo.

Mas fogo foi ouvir um torcedor mexicano reclamando do jogador quando ele errou o lançamento da bola:
"Eres brasileño".
Só o que me faltava.

Fotos

Um dos objetivos este ano é profissionalizar todos os meus hobbies, e concentrá-los numa micro-empresa. Afinal estou tendo mais apresentações, mais trabalhos de fotos e mais aulas.
As últimas fotos que eu bati estão aqui. Adoro fotografar desde criança e sempre fiz uns trocados com minha fotografia. Mas chegou a hora de levar mais a sério.
As fotos são de um festival em Santa Bárbara chamado Lightning in a Bottle organizado pelo The Do Lab, que é um grupo de amigos, parte dos Orange Kids. O festival teve bandas, DJs, oficinas, performances e arte.
The Do Lab começou porque esses garotos viviam criando coisas pros outros, uma festa aqui, outra lá. Até a casa deles era super criativa. O hobbie se transformou em profissão e agora eles trabalham 24horas pra eles mesmos nestas criações.
Essa é um tendência no grupo que eu convivo. Vários deixaram seus bem remunerados salários de empresa depois de adquirir experiência, pra seguir seus sonhos e viver daquilo que gosta, da forma que acredita. Na verdade trabalhar de autônomo parece ser a melhor saída hoje em dia. Ainda mais com o direito dos trabalhadores diminuindo cada vez mais.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Preguiça de escrever

Ando sem vontade de blogar.

Não estou trabalhando muito mas ando super envolvida nos meus projetos. Várias resenhas pra escrever, foto pra editar, teste de dança, negócios, headshots (book), ensaio de show, aula pra preparar e ainda teve visita de sogra.

Mais Show

Se alguém me perguntasse que músico brasileiro eu gostaria de ver, eu diria Lenine.
Lá por 1998 ou 1999, assisti um show acústico dele no lado da minha casa. O local tinha capacidade pra não mais que 500 pessoas e naquela noite estava tão cheio que mal dava pra se mexer. Eu não conhecia muito o trabalho de Lenine mas fiquei boba com a performance e o carisma. Não fui a única. O público foi a loucura e pedia mais e mais. Ninguém queria sair e olha que Florianópolis geralmente não é assim. Lenine nos olhava perplexo e soltou até um puta-que-pariu! Acho que ele voltou umas 2 ou 3 vezes.

Ontem a noite tive a oportunidade de assistir outro show acústico dele aqui. De graça! foi a primeira apresentação de Lenine na costa oeste dos EUA. E mais uma vez saí encantada. Não dá vontade de ir embora. Aproveitei e testei a camera de vídeo que eu ganhei. Qualquer hora eu mostro aqui.

A música pernambucana é a minha preferida no Brasil: Lenine, Otto, Chico Science, Mundo Livre, Nação Zumbi e Mestre Ambrósio.

Ar condicionado em carro é supérfluo

Foi o que sempre achei. Pra que? Abre a janela do carro. Certo?
Errado.
Olha, eu a-do-ro calor mas não ter ar condicionado em Los Angeles é tortura. Primeiro porque no minuto que a gente sai da garagem, a gente fica encharcado de suor. Segundo porque a gente passa muito tempo dentro do carro, suando. Além disso, raramente venta. Sua-se mais que em academia de ginástica. Ô calor dos infernos!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Don't mention it!

Essa expressão significa "de nada" mas raramente escuto alguém falar isso. Esses dias um amigo respondeu assim e soou tão estranho. Não parece algo positivo, parece algo tipo "cala-boca".

sexta-feira, julho 28, 2006

The Perfect Sunday

Finalmente arranjei um tempinho pra escrever. Na verdade agora deveria estar editando umas fotos mas lá vai.

Receita para o show perfeito:

- Coloque 20 mil pessoas num anfiteatro natural (Hollywood Bowl).
- Adicione 50 amigos. Mantém a energia elevada.
- Leve uma cesta de pic-nic com uma garrafa enorme de vinho.
- Distribua glow sticks para toda a platéia.
- Ponha no palco 3 bandas ideais pra esse ambiente.

Pronto!

Domingo passado talvez tenha sido uma das melhores experiências de show que já tive. Se você um dia tiver a oportunidade de assistir um show do Flaming Lips por favor, vá! Mesmo que você não goste da música, eu garanto que a performance já vale o ingresso.

Os Mutantes

Tocaram metade em inglês, metade em português. Eu estava na maior ansiedade pra assisti-los e foi super legal mas preferia ter assistido num lugar menor e 100% em português. Mesmo assim, vi muita gente curtindo. Geralmente a banda que abre não tem muito público mas dessa vez estava cheio. Cadê a Rita Lee?
adendo: Fiquei aqui pensando sobre esse show e olhando os websites deles. Por mais que eu goste de Mutantes, não sei, acredito que toda a banda tem seu momento, sua energia e depois de 30 anos, não tem como ser a mesma coisa. Era uma música feita por quem tinha 20 anos e muitos sonhos, nos anos 60. Foi a música certa no momento certo. Não tem como resgatar isso em 2006.

Thievery Corporation

Pra mim, foi a grande surpresa da noite porque eu nunca tinha escutado e superou demais as minhas expectativas. Que tipo de música? Downtempo. Do jeito que eu gosto. Algumas músicas são meio latinas, outras hip-hop, outras indianas e a cada música, a participação especial de um cantor. Preciso comprar o CD.

Flaming Lips

Este foi o segundo show que eu assisti deles e confesso que não sou muito fã da música mas o show... caramba!! Eles sempre preparam não uma mas várias surpresas. Primeiro colocaram 20 mulheres de cabelo verde e com o corpo pintado andando pelo anfiteatro distribuindo glow sticks. Na hora do show deles, cada fila tinha feito mais de 50 metros de "corda" de glow sticks. O começo do show já parece um grand finale. De um lado do palco, talvez uns 40 Papai-Noéis, do outro uns 40 alienígenas. Ele começa o show caminhando dentro de uma bolha. Durante a segunda música foram jogadas dezenas de bolas gigantes na platéia. E finalmente no meio do show, ele fala pra todo mundo jogar os glow-sticks. Gente! Foram 10 minutos de chuva de glow-sticks. Foi muito legal ver aquelas luzinhas de um lado pro outro.
É por isso que eles são convidados pra tocar em todos os festivais porque interagem o tempo todo com o público. Muito divertido!!!

domingo, julho 23, 2006

voltei

Estava esperando a maré de notícias ruins passar pra voltar a escrever. Passei por alguns problemas mas alguns amigos tiveram problemas ainda maiores. Acho que agora as coisas estão começando a melhorar, na parte pessoal porque o mundo está de cabeça pra baixo.
Essa semana estava conversando sobre a guerra no Líbano com um aluno que é muçulmano e nasceu na Síria. O ódio naquela região parece algo completamente sem solução. Ele acha que a forma de diminuir os conflitos seria transformar Israel num país não-religioso. Nunca tinha pensado sobre isso. A minha idéia era dividir o país ao meio, com muro e tudo. Pode ser meio radical mas sei lá, existe tanta rivalidade que não vejo um meio de convivência pacífica.

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Finalmente depois de um tempão, esse fim-de-semana foi hora de trabalhos mais artísticos: fotografia e performance. Ontem fotografei uma festa de meninas bissexuais. Acho que eu era a única hetero. Quanto a performance, eu fico nervosa mas é sempre um prazer. Ainda estou aprendendo a lidar com palco. Tenho um longo caminho pela frente.

E daqui a pouco vou ao Hollywood Bowl com uma turma pra assistir Mutantes, Thievery Corporation e Flaming Lips. Oba!! Hollywood Bowl é obrigatório pelo menos uma vez por verão, ainda por cima com 3 bandas que eu adoro!

domingo, julho 16, 2006

Recado pra família

Não sei se vocês lêem o blog mas obrigada por todas as mensagens. É domingo a noite aqui em Los Angeles e cheguei em casa há pouco. Passei o fim-de-semana nas montanhas e só soube da notícia agora.
Vô Eloy foi meu pai, meu vô, meu amigo, minha âncora. Amo demais esse velhinho. Está difícil escrever neste momento. Como eu queria ter ido em junho mas a catapora estragou os planos. Eu lamento demais por não estar aí. Seria bom dar um abraço em vocês.
TE AMO, VOZINHO!
Fica em paz!

terça-feira, julho 11, 2006

Manifesto a indignação

É difícil ser honesto e ver tanta mentira.
É difícil lutar por paz e ver tanta violência.
É difícil ser solidária e ver tanto desrespeito.
É difícil querer fazer o bem e ser enganado
uma, duas, três vezes.

Depois de passar por catapora, ter a câmera roubada, a mãe doente e estar sem trabalho, ontem num ato babaca de distração tive a carteira roubada com TODO os meus documentos e dinheiro.
Sempre tenho dificuldade em superar situações como essa, não pelo bem material mas pela sensação de impotência, de violação e de injustiça. Fico arrasada, inconformada, sei lá, indignada por estar sempre nessa batalha pra sobreviver, vivendo simples ou como diz a sogra, "sendo pobre" pra chegar duas F.D.P. e tomar o pouco que lhe resta porque tirar dos outros é mais fácil que batalhar pelo seu próprio.
Dói quando penso que estou sempre tentando fazer o bem para os outros, acreditando num mundo melhor e a sociedade constantemente te joga um balde de água fria na cara.
O pior é não poder usufruir da tecnologia alheia. É a segunda vez que sou roubada este ano e nenhuma das vezes foi possível usar o sistema de câmeras que eles têm na tentativa de encontrar o responsável. Por que? E a impunidade rola solta, seja lá onde for. E nós, "utopistas", sendo achatados por uma sociedade onde a falta de escrúpulos é majestosa.

sexta-feira, julho 07, 2006

Eficiência ou Exagero?

Essas são 2 palavras que estão bem interligadas quando o assunto é segurança.
Ontem passei por um atropelamento e haviam 2 carros de bombeiros, um carro da polícia e a ambulância. Numa outra vez, vi 8 carros de polícia na rua para prender UM homem. Cruz! Precisa tudo isso? Às vezes me irrito com o excesso de controle. Até que ponto deixa de ser eficiência pra ser exagero?

No entanto, estava assistindo ao Jornal Nacional hoje e 14 agentes penitenciários já morreram desde maio...é, creio que prefiro o exagero. O governo não tem nenhuma previsão ou idéia de como defender 23 mil agentes de presídio. Tudo o que eles pensam é em liberar a compra de armas para os agentes se defenderem por si mesmo, com o dinheiro do próprio bolso. Isso mesmo! Tudo o que a gente precisa pra se sentir mais seguro é armar as pessoas mais ainda. Quem acredita que isso vai melhorar a situação deles? Sei...

segunda-feira, julho 03, 2006

E lá se foi mais...

um Orange Kamp (com K mesmo). Por um instante, pensei em ir mais tarde ao invés de sexta a noite pra poder assistir Brasil X França. Ainda bem que eu não fiz isso. Imagina perder um dos finais de semana mais legais do ano pra assistir a derrota do Brasil?
É isso aí. Perdeu, perdeu. Já era. Vamos curtir outras coisas. É normal ficar triste mas muitos ficam a ponto de depositarem todas as esperanças na seleção. Muito exagero! Pelo menos a gente já ganhou 5 vezes, né? Que tal nós mesmos praticarmos esporte?

Pra quem não acompanhou as histórias de anos anteriores, nós - os Orange Kids - sepmre alugamos um Camp no Verão e passamos um fim-de-semana nas montanhas. São mais ou menos 80 pessoas, dividido em umas 10 cabanas e somos responsáveis por tudo no acampamento: turnos na cozinha, na limpeza e na organização. Além disso, sempre damos aulas (adivinha qual foi a minha?), fazemos um show de talentos e uma festa. Dessa vez eu fiz aula de Comunicação Efetiva, Poi e Costura, onde aprendi a fazer um chapéu.
Dancei até não aguentar mais mas acho que o tarado das calcinhas foi o que mais se divertiu. Ele não atacou nenhuma calcinha mas o grande amor dele estava lá, Ebear - uma Italian Greyhound.