Mais Iraque
Hoje na Florida, quando o pai de um soldado de 20 anos recebeu a noticia que seu filho morreu em combate, ele foi ate a van dos marines e ateou fogo.
quinta-feira, agosto 26, 2004
terça-feira, agosto 24, 2004
Enfim sós e a saga do Burning Man
Agora estamos somente eu, Dan e Pimpy aqui em casa. Depois de tanto tempo com a casa lotada, tá uma delícia ter privacidade novamente. Estou até com vontade ajeitar a casa.
Enquanto isso, não era o planejado mas domingo partiremos para o meu 4º Burning Man. O tema deste ano é Vault of Heaven em plena lua cheia. Realmente este ano preferia usar minhas férias pra me jogar em outros destinos: Hawaii ou Nova Iorque. Mas foi difícil dizer não quando me deram um ingresso mais barato, além do namorado insistindo porque será nosso aniversário de um ano. Lá no deserto numa madrugada de terça-feira foi onde tudo começou...
Este ano juntei o Camp Serotonins do Dan com o Bouncy Bouncy Club. Cem pessoas, 10 DJs, 2 bandas, um pula-pula, um bar e 2 domes (como é isso em português?). Não estou tão empolgada como das vezes passadas mas lógico que vai ser maravilhoso.
Alugamos uma van, compramos equipamento de camping porque dessa vez a família cresceu e tenho uma caixa de fantasia mas parece que sempre tem algo faltando.
Agora estamos somente eu, Dan e Pimpy aqui em casa. Depois de tanto tempo com a casa lotada, tá uma delícia ter privacidade novamente. Estou até com vontade ajeitar a casa.
Enquanto isso, não era o planejado mas domingo partiremos para o meu 4º Burning Man. O tema deste ano é Vault of Heaven em plena lua cheia. Realmente este ano preferia usar minhas férias pra me jogar em outros destinos: Hawaii ou Nova Iorque. Mas foi difícil dizer não quando me deram um ingresso mais barato, além do namorado insistindo porque será nosso aniversário de um ano. Lá no deserto numa madrugada de terça-feira foi onde tudo começou...
Este ano juntei o Camp Serotonins do Dan com o Bouncy Bouncy Club. Cem pessoas, 10 DJs, 2 bandas, um pula-pula, um bar e 2 domes (como é isso em português?). Não estou tão empolgada como das vezes passadas mas lógico que vai ser maravilhoso.
Alugamos uma van, compramos equipamento de camping porque dessa vez a família cresceu e tenho uma caixa de fantasia mas parece que sempre tem algo faltando.
terça-feira, agosto 17, 2004
Desde que saí do Brasil, minha vó morreu, meu primo de 18 anos virou pai, meu outro primo de 9 ganha tudo quanto é campeonato de surf e meus primos pequenos estão entrando na adolescência. Graças a internet, no último ano finalmente estamos um pouco mais em contato. Volta e meia surge alguém no Messenger que eu não falo há 5 anos.
Quando minha mãe foi morar na Alemanha era só na base na carta. Mãe pra filha tudo bem. É bem mais gostoso receber carta que e-mail mas escrever pra mais de 10 primos e 6 tios, a coisa complica.
Definitivamente essa rede foi a grande revolução do século XXI. Nao dá mais pra viver sem internet. Tem gente (coitada) que nem sai de casa e compra tudo pelo computador.
Quando minha mãe foi morar na Alemanha era só na base na carta. Mãe pra filha tudo bem. É bem mais gostoso receber carta que e-mail mas escrever pra mais de 10 primos e 6 tios, a coisa complica.
Definitivamente essa rede foi a grande revolução do século XXI. Nao dá mais pra viver sem internet. Tem gente (coitada) que nem sai de casa e compra tudo pelo computador.
quinta-feira, agosto 05, 2004
quarta-feira, agosto 04, 2004
Smile
Dizem que alemão é super sério. Não são os únicos. Moro num prédio em que a maioria dos moradores são russos e ô gente pra amarrar a cara. Eles não sabem sorrir. O Dan quer se mudar porque não aguenta tanto mal humor.
Família Brunning
E lá se foi Marco, Rau e Helô. Depois de 3 meses e meio (!!!) morando aqui em casa, eles se mudaram pra North Hollywood. Vou sentir falta mas vai ser gostoso finalmente ter privacidade com a minha família. Quem sabe aos poucos ajeitar o apê.
Dizem que alemão é super sério. Não são os únicos. Moro num prédio em que a maioria dos moradores são russos e ô gente pra amarrar a cara. Eles não sabem sorrir. O Dan quer se mudar porque não aguenta tanto mal humor.
Família Brunning
E lá se foi Marco, Rau e Helô. Depois de 3 meses e meio (!!!) morando aqui em casa, eles se mudaram pra North Hollywood. Vou sentir falta mas vai ser gostoso finalmente ter privacidade com a minha família. Quem sabe aos poucos ajeitar o apê.
terça-feira, agosto 03, 2004
sábado, julho 24, 2004
sexta-feira, julho 16, 2004
Negócio
Sabe algo que poderia dar certo aqui em Los Angeles? A existência de um motel no estilo brasileiro com hidromassagem e tudo que se tem direito. Motel aqui é aqueles hotéis de beira de estrada que cobra baratinho ($40 por noite?). Aliás, falando nisso, ainda não vi muita diferença de um hotel de 5 estrelas ou 3 estrelas como vejo no Brasil. Não tem direito a café-da-manhã, não tem frigobar, enfim não vi nada especial.
Algum empresário se habilita?
Sabe algo que poderia dar certo aqui em Los Angeles? A existência de um motel no estilo brasileiro com hidromassagem e tudo que se tem direito. Motel aqui é aqueles hotéis de beira de estrada que cobra baratinho ($40 por noite?). Aliás, falando nisso, ainda não vi muita diferença de um hotel de 5 estrelas ou 3 estrelas como vejo no Brasil. Não tem direito a café-da-manhã, não tem frigobar, enfim não vi nada especial.
Algum empresário se habilita?
quarta-feira, julho 14, 2004
Sushi
Eu ando na maior onda de comer sushi, atrasada comparado aos amigos. Mas só pra informar. Quem come muito sushi corre mais riscos de ter câncer no estômago. Os médicos têm pesquisado muito sobre isso e o mais assustador é a quantidade de produtos tóxicos como mercúrio que a gente ingere através de peixe cru.
Os Desafios de LA
Olha, eu jamais recomendo Los Angeles pra qualquer brasileiro. Melhor Miami ou San Diego. É difícil se adaptar nesta cidade principalmente se você vem direto do Brasil. A cidade é a mais extensa do mundo, é feia e tem muita gente fútil só em busca da fama. Se você não é ágil então, nem cogite a possibilidade, muito menos se você é ligado nas raízes. A maioria aqui não é da cidade mas só brasileiro é apegado à família. Nada de mal nisso, apenas diferente. São raros os brasileiros que eu conheço que realmente gostam daqui principalmente porque ficam tanto em função de trabalho que mal fazem amigos e nem se divertem.
Eu, por exemplo, passei um ano odiando LA, ainda mais vindo do North Shore de Oahu. Só fiquei por causa da oportunidade de trabalho que eu tive. No meu primeiro ano eu só andava com brasileiro. Na verdade eu tenho vontade de qualquer dia me mudar ou pra NY, ou pra Santa Bárbara ou pra San Francisco. Aliás, noite passada sonhei que decidi ir a Floripa de repente e comecei a trabalhar no Diário e eu estava super arrependida e triste. O Ewaldo não queria trabalhar comigo e o Thomas dizendo que a empresa que eu trabalhei nos EUA era uma merda.
Ei, não é que eu não goste de brasileiro. ADORO amigos como a Anacris, PC, Mauricinho, Nico, Vicente, Pati, Paty Cagno, Keila, Lila, Chico, Malu enfim muita gente. Mas aqui, não sei por que, me dou muito melhor com americano do que brasileiro.
Esse post foi inspirado no flog do Marco Túlio que não conseguiu encontrar muitos motivos pra estar aqui. Então também faço uma lista.
O que sinto falta no Brasil:
- pais e parte da família
- mousse de chocolate da mamãe
- Guarda do Embaú
- Lagoa
- Anacris e outros amigos
- Pureza
- frutas, legumes e verduras barato
- férias de 30 dias
- dentista (não que eu goste mas são melhores)
- forró
- meus CDs, roupas e sapatos
- ter companhia pra ir à praia (brasileiros trabalham no findi, americanos não curtem)
- às vezes o jeitinho brasileiro
Características no brasileiro que eu admiro:
- solidário
- passional
- feliz
- otimista
- mais energia (aqui o pessoal não consegue fazer muitas coisas no mesmo dia, mesmo porque passa a maior parte do tempo trabalhando)
- mais limpos (a maioria das casas... argh... que nojo!)
- menos racista apesar do preconceito social na terrinha ser tão ruim quanto.
"Coisas" que me mantém aqui:
- Dan, Pimpy e amigos. A comunidade que me acolheu nessa cidade. Putz, não tenho nem palavras. São amigos pro que der e vier.
- RESPEITO. No trabalho, em casa, na casa dos outros, no relacionamento. Essa coisa do brasileiro ser escalão, de fazer barulho sem se importar com os outros, de ser cleptomaníaco, de pegar coisas sem pedir, de ser infiel, machista, do ciúmes doentio... nunca me agradou. Onde já se viu não poder sair porque o namorado não quer? Só o que me faltava.
- MENOS (MUITO MENOS) JULGAMENTOS. Isso é algo que eu adoro aqui. Você se veste de qualquer jeito e ninguém está nem aí. Brasileiros sempre reparam como os outros se vestem e a partir daí geram preconceitos.
- até sub-emprego pode ser mais prazeroso aqui do que um bom emprego lá pelo tratamento que o empregado recebe. Definitivamente brasileiros necessitam de cursos de gerenciamento. Estou lendo um livro pra educar meu cachorro (é, eu sei, ridículo mas funciona) e fazer a coisa certa se consegue apreciando os acertos e não condenando os erros.
- JUVENTUDE dura mais/ MENOS SOLIDAO. O fato é que com apenas 25 anos eu me sentia muuuuuito solitária em Floripa porque nessa idade todo mundo já está casado ou namorando e/ou com filhos. Os amigos vivem em função dos relacionamentos. Sai na balada e só rola cassação e/ou só tem molecada. Passou dos 30 e mal consegue emprego. Quais as opções pra alguém de 30 anos e solteiro?
tá na hora de trabalhar, depois eu volto
Eu ando na maior onda de comer sushi, atrasada comparado aos amigos. Mas só pra informar. Quem come muito sushi corre mais riscos de ter câncer no estômago. Os médicos têm pesquisado muito sobre isso e o mais assustador é a quantidade de produtos tóxicos como mercúrio que a gente ingere através de peixe cru.
Os Desafios de LA
Olha, eu jamais recomendo Los Angeles pra qualquer brasileiro. Melhor Miami ou San Diego. É difícil se adaptar nesta cidade principalmente se você vem direto do Brasil. A cidade é a mais extensa do mundo, é feia e tem muita gente fútil só em busca da fama. Se você não é ágil então, nem cogite a possibilidade, muito menos se você é ligado nas raízes. A maioria aqui não é da cidade mas só brasileiro é apegado à família. Nada de mal nisso, apenas diferente. São raros os brasileiros que eu conheço que realmente gostam daqui principalmente porque ficam tanto em função de trabalho que mal fazem amigos e nem se divertem.
Eu, por exemplo, passei um ano odiando LA, ainda mais vindo do North Shore de Oahu. Só fiquei por causa da oportunidade de trabalho que eu tive. No meu primeiro ano eu só andava com brasileiro. Na verdade eu tenho vontade de qualquer dia me mudar ou pra NY, ou pra Santa Bárbara ou pra San Francisco. Aliás, noite passada sonhei que decidi ir a Floripa de repente e comecei a trabalhar no Diário e eu estava super arrependida e triste. O Ewaldo não queria trabalhar comigo e o Thomas dizendo que a empresa que eu trabalhei nos EUA era uma merda.
Ei, não é que eu não goste de brasileiro. ADORO amigos como a Anacris, PC, Mauricinho, Nico, Vicente, Pati, Paty Cagno, Keila, Lila, Chico, Malu enfim muita gente. Mas aqui, não sei por que, me dou muito melhor com americano do que brasileiro.
Esse post foi inspirado no flog do Marco Túlio que não conseguiu encontrar muitos motivos pra estar aqui. Então também faço uma lista.
O que sinto falta no Brasil:
- pais e parte da família
- mousse de chocolate da mamãe
- Guarda do Embaú
- Lagoa
- Anacris e outros amigos
- Pureza
- frutas, legumes e verduras barato
- férias de 30 dias
- dentista (não que eu goste mas são melhores)
- forró
- meus CDs, roupas e sapatos
- ter companhia pra ir à praia (brasileiros trabalham no findi, americanos não curtem)
- às vezes o jeitinho brasileiro
Características no brasileiro que eu admiro:
- solidário
- passional
- feliz
- otimista
- mais energia (aqui o pessoal não consegue fazer muitas coisas no mesmo dia, mesmo porque passa a maior parte do tempo trabalhando)
- mais limpos (a maioria das casas... argh... que nojo!)
- menos racista apesar do preconceito social na terrinha ser tão ruim quanto.
"Coisas" que me mantém aqui:
- Dan, Pimpy e amigos. A comunidade que me acolheu nessa cidade. Putz, não tenho nem palavras. São amigos pro que der e vier.
- RESPEITO. No trabalho, em casa, na casa dos outros, no relacionamento. Essa coisa do brasileiro ser escalão, de fazer barulho sem se importar com os outros, de ser cleptomaníaco, de pegar coisas sem pedir, de ser infiel, machista, do ciúmes doentio... nunca me agradou. Onde já se viu não poder sair porque o namorado não quer? Só o que me faltava.
- MENOS (MUITO MENOS) JULGAMENTOS. Isso é algo que eu adoro aqui. Você se veste de qualquer jeito e ninguém está nem aí. Brasileiros sempre reparam como os outros se vestem e a partir daí geram preconceitos.
- até sub-emprego pode ser mais prazeroso aqui do que um bom emprego lá pelo tratamento que o empregado recebe. Definitivamente brasileiros necessitam de cursos de gerenciamento. Estou lendo um livro pra educar meu cachorro (é, eu sei, ridículo mas funciona) e fazer a coisa certa se consegue apreciando os acertos e não condenando os erros.
- JUVENTUDE dura mais/ MENOS SOLIDAO. O fato é que com apenas 25 anos eu me sentia muuuuuito solitária em Floripa porque nessa idade todo mundo já está casado ou namorando e/ou com filhos. Os amigos vivem em função dos relacionamentos. Sai na balada e só rola cassação e/ou só tem molecada. Passou dos 30 e mal consegue emprego. Quais as opções pra alguém de 30 anos e solteiro?
tá na hora de trabalhar, depois eu volto
sexta-feira, julho 09, 2004
George Bush and Fahrenheit 9/11
Amanhã o presidente caca GB vai fazer a festa de aniversário em San Diego num submarino nuclear. Interessante usar patrimônio do governo pra uma festinha, não?
E por falar em George Bush, estou surpresa com a repercussão do Fahrenheit 9/11 nesta cidade. Sempre que uma superprodução entra em cartaz como Lord of the Rings ou Spiderman, é difícil conseguir ingressos na primeira semana mas daí por diante é tranquilo. O filme do Michael Moore estorou também na segunda semana, todas as sessões. Fico muito satisfeita com um documentário como esse fazer tanto sucesso. Tudo o que eu quero é que esse homem não se reeleja.
E por falar em George Bush, estou surpresa com a repercussão do Fahrenheit 9/11 nesta cidade. Sempre que uma superprodução entra em cartaz como Lord of the Rings ou Spiderman, é difícil conseguir ingressos na primeira semana mas daí por diante é tranquilo. O filme do Michael Moore estorou também na segunda semana, todas as sessões. Fico muito satisfeita com um documentário como esse fazer tanto sucesso. Tudo o que eu quero é que esse homem não se reeleja.
Assinar:
Postagens (Atom)