Palhaçada
As eleições chegando e o governo vem com esse papo de informações sobre terrorismo. Alguma dúvida que eles estão guardando surpresas perto da hora de votar? Toda hora que um democrata vira notícia, eles arranjam um jeitinho de desviar o foco das atenções.
terça-feira, agosto 03, 2004
sábado, julho 24, 2004
sexta-feira, julho 16, 2004
Negócio
Sabe algo que poderia dar certo aqui em Los Angeles? A existência de um motel no estilo brasileiro com hidromassagem e tudo que se tem direito. Motel aqui é aqueles hotéis de beira de estrada que cobra baratinho ($40 por noite?). Aliás, falando nisso, ainda não vi muita diferença de um hotel de 5 estrelas ou 3 estrelas como vejo no Brasil. Não tem direito a café-da-manhã, não tem frigobar, enfim não vi nada especial.
Algum empresário se habilita?
Sabe algo que poderia dar certo aqui em Los Angeles? A existência de um motel no estilo brasileiro com hidromassagem e tudo que se tem direito. Motel aqui é aqueles hotéis de beira de estrada que cobra baratinho ($40 por noite?). Aliás, falando nisso, ainda não vi muita diferença de um hotel de 5 estrelas ou 3 estrelas como vejo no Brasil. Não tem direito a café-da-manhã, não tem frigobar, enfim não vi nada especial.
Algum empresário se habilita?
quarta-feira, julho 14, 2004
Sushi
Eu ando na maior onda de comer sushi, atrasada comparado aos amigos. Mas só pra informar. Quem come muito sushi corre mais riscos de ter câncer no estômago. Os médicos têm pesquisado muito sobre isso e o mais assustador é a quantidade de produtos tóxicos como mercúrio que a gente ingere através de peixe cru.
Os Desafios de LA
Olha, eu jamais recomendo Los Angeles pra qualquer brasileiro. Melhor Miami ou San Diego. É difícil se adaptar nesta cidade principalmente se você vem direto do Brasil. A cidade é a mais extensa do mundo, é feia e tem muita gente fútil só em busca da fama. Se você não é ágil então, nem cogite a possibilidade, muito menos se você é ligado nas raízes. A maioria aqui não é da cidade mas só brasileiro é apegado à família. Nada de mal nisso, apenas diferente. São raros os brasileiros que eu conheço que realmente gostam daqui principalmente porque ficam tanto em função de trabalho que mal fazem amigos e nem se divertem.
Eu, por exemplo, passei um ano odiando LA, ainda mais vindo do North Shore de Oahu. Só fiquei por causa da oportunidade de trabalho que eu tive. No meu primeiro ano eu só andava com brasileiro. Na verdade eu tenho vontade de qualquer dia me mudar ou pra NY, ou pra Santa Bárbara ou pra San Francisco. Aliás, noite passada sonhei que decidi ir a Floripa de repente e comecei a trabalhar no Diário e eu estava super arrependida e triste. O Ewaldo não queria trabalhar comigo e o Thomas dizendo que a empresa que eu trabalhei nos EUA era uma merda.
Ei, não é que eu não goste de brasileiro. ADORO amigos como a Anacris, PC, Mauricinho, Nico, Vicente, Pati, Paty Cagno, Keila, Lila, Chico, Malu enfim muita gente. Mas aqui, não sei por que, me dou muito melhor com americano do que brasileiro.
Esse post foi inspirado no flog do Marco Túlio que não conseguiu encontrar muitos motivos pra estar aqui. Então também faço uma lista.
O que sinto falta no Brasil:
- pais e parte da família
- mousse de chocolate da mamãe
- Guarda do Embaú
- Lagoa
- Anacris e outros amigos
- Pureza
- frutas, legumes e verduras barato
- férias de 30 dias
- dentista (não que eu goste mas são melhores)
- forró
- meus CDs, roupas e sapatos
- ter companhia pra ir à praia (brasileiros trabalham no findi, americanos não curtem)
- às vezes o jeitinho brasileiro
Características no brasileiro que eu admiro:
- solidário
- passional
- feliz
- otimista
- mais energia (aqui o pessoal não consegue fazer muitas coisas no mesmo dia, mesmo porque passa a maior parte do tempo trabalhando)
- mais limpos (a maioria das casas... argh... que nojo!)
- menos racista apesar do preconceito social na terrinha ser tão ruim quanto.
"Coisas" que me mantém aqui:
- Dan, Pimpy e amigos. A comunidade que me acolheu nessa cidade. Putz, não tenho nem palavras. São amigos pro que der e vier.
- RESPEITO. No trabalho, em casa, na casa dos outros, no relacionamento. Essa coisa do brasileiro ser escalão, de fazer barulho sem se importar com os outros, de ser cleptomaníaco, de pegar coisas sem pedir, de ser infiel, machista, do ciúmes doentio... nunca me agradou. Onde já se viu não poder sair porque o namorado não quer? Só o que me faltava.
- MENOS (MUITO MENOS) JULGAMENTOS. Isso é algo que eu adoro aqui. Você se veste de qualquer jeito e ninguém está nem aí. Brasileiros sempre reparam como os outros se vestem e a partir daí geram preconceitos.
- até sub-emprego pode ser mais prazeroso aqui do que um bom emprego lá pelo tratamento que o empregado recebe. Definitivamente brasileiros necessitam de cursos de gerenciamento. Estou lendo um livro pra educar meu cachorro (é, eu sei, ridículo mas funciona) e fazer a coisa certa se consegue apreciando os acertos e não condenando os erros.
- JUVENTUDE dura mais/ MENOS SOLIDAO. O fato é que com apenas 25 anos eu me sentia muuuuuito solitária em Floripa porque nessa idade todo mundo já está casado ou namorando e/ou com filhos. Os amigos vivem em função dos relacionamentos. Sai na balada e só rola cassação e/ou só tem molecada. Passou dos 30 e mal consegue emprego. Quais as opções pra alguém de 30 anos e solteiro?
tá na hora de trabalhar, depois eu volto
Eu ando na maior onda de comer sushi, atrasada comparado aos amigos. Mas só pra informar. Quem come muito sushi corre mais riscos de ter câncer no estômago. Os médicos têm pesquisado muito sobre isso e o mais assustador é a quantidade de produtos tóxicos como mercúrio que a gente ingere através de peixe cru.
Os Desafios de LA
Olha, eu jamais recomendo Los Angeles pra qualquer brasileiro. Melhor Miami ou San Diego. É difícil se adaptar nesta cidade principalmente se você vem direto do Brasil. A cidade é a mais extensa do mundo, é feia e tem muita gente fútil só em busca da fama. Se você não é ágil então, nem cogite a possibilidade, muito menos se você é ligado nas raízes. A maioria aqui não é da cidade mas só brasileiro é apegado à família. Nada de mal nisso, apenas diferente. São raros os brasileiros que eu conheço que realmente gostam daqui principalmente porque ficam tanto em função de trabalho que mal fazem amigos e nem se divertem.
Eu, por exemplo, passei um ano odiando LA, ainda mais vindo do North Shore de Oahu. Só fiquei por causa da oportunidade de trabalho que eu tive. No meu primeiro ano eu só andava com brasileiro. Na verdade eu tenho vontade de qualquer dia me mudar ou pra NY, ou pra Santa Bárbara ou pra San Francisco. Aliás, noite passada sonhei que decidi ir a Floripa de repente e comecei a trabalhar no Diário e eu estava super arrependida e triste. O Ewaldo não queria trabalhar comigo e o Thomas dizendo que a empresa que eu trabalhei nos EUA era uma merda.
Ei, não é que eu não goste de brasileiro. ADORO amigos como a Anacris, PC, Mauricinho, Nico, Vicente, Pati, Paty Cagno, Keila, Lila, Chico, Malu enfim muita gente. Mas aqui, não sei por que, me dou muito melhor com americano do que brasileiro.
Esse post foi inspirado no flog do Marco Túlio que não conseguiu encontrar muitos motivos pra estar aqui. Então também faço uma lista.
O que sinto falta no Brasil:
- pais e parte da família
- mousse de chocolate da mamãe
- Guarda do Embaú
- Lagoa
- Anacris e outros amigos
- Pureza
- frutas, legumes e verduras barato
- férias de 30 dias
- dentista (não que eu goste mas são melhores)
- forró
- meus CDs, roupas e sapatos
- ter companhia pra ir à praia (brasileiros trabalham no findi, americanos não curtem)
- às vezes o jeitinho brasileiro
Características no brasileiro que eu admiro:
- solidário
- passional
- feliz
- otimista
- mais energia (aqui o pessoal não consegue fazer muitas coisas no mesmo dia, mesmo porque passa a maior parte do tempo trabalhando)
- mais limpos (a maioria das casas... argh... que nojo!)
- menos racista apesar do preconceito social na terrinha ser tão ruim quanto.
"Coisas" que me mantém aqui:
- Dan, Pimpy e amigos. A comunidade que me acolheu nessa cidade. Putz, não tenho nem palavras. São amigos pro que der e vier.
- RESPEITO. No trabalho, em casa, na casa dos outros, no relacionamento. Essa coisa do brasileiro ser escalão, de fazer barulho sem se importar com os outros, de ser cleptomaníaco, de pegar coisas sem pedir, de ser infiel, machista, do ciúmes doentio... nunca me agradou. Onde já se viu não poder sair porque o namorado não quer? Só o que me faltava.
- MENOS (MUITO MENOS) JULGAMENTOS. Isso é algo que eu adoro aqui. Você se veste de qualquer jeito e ninguém está nem aí. Brasileiros sempre reparam como os outros se vestem e a partir daí geram preconceitos.
- até sub-emprego pode ser mais prazeroso aqui do que um bom emprego lá pelo tratamento que o empregado recebe. Definitivamente brasileiros necessitam de cursos de gerenciamento. Estou lendo um livro pra educar meu cachorro (é, eu sei, ridículo mas funciona) e fazer a coisa certa se consegue apreciando os acertos e não condenando os erros.
- JUVENTUDE dura mais/ MENOS SOLIDAO. O fato é que com apenas 25 anos eu me sentia muuuuuito solitária em Floripa porque nessa idade todo mundo já está casado ou namorando e/ou com filhos. Os amigos vivem em função dos relacionamentos. Sai na balada e só rola cassação e/ou só tem molecada. Passou dos 30 e mal consegue emprego. Quais as opções pra alguém de 30 anos e solteiro?
tá na hora de trabalhar, depois eu volto
sexta-feira, julho 09, 2004
George Bush and Fahrenheit 9/11
Amanhã o presidente caca GB vai fazer a festa de aniversário em San Diego num submarino nuclear. Interessante usar patrimônio do governo pra uma festinha, não?
E por falar em George Bush, estou surpresa com a repercussão do Fahrenheit 9/11 nesta cidade. Sempre que uma superprodução entra em cartaz como Lord of the Rings ou Spiderman, é difícil conseguir ingressos na primeira semana mas daí por diante é tranquilo. O filme do Michael Moore estorou também na segunda semana, todas as sessões. Fico muito satisfeita com um documentário como esse fazer tanto sucesso. Tudo o que eu quero é que esse homem não se reeleja.
E por falar em George Bush, estou surpresa com a repercussão do Fahrenheit 9/11 nesta cidade. Sempre que uma superprodução entra em cartaz como Lord of the Rings ou Spiderman, é difícil conseguir ingressos na primeira semana mas daí por diante é tranquilo. O filme do Michael Moore estorou também na segunda semana, todas as sessões. Fico muito satisfeita com um documentário como esse fazer tanto sucesso. Tudo o que eu quero é que esse homem não se reeleja.
sexta-feira, julho 02, 2004
Mais um show
Por que eu gosto deste lugar? Imagina você dar uma volta na sua loja de CDs preferida e assistir de brinde o show do Concrete Blonde? Hoje foi o lançamento do novo álbum da banda e eu, Dan e o Pimpy não poderíamos perder essa. Ela tocou mais hits que músicas novas mas não as mais famosas como Joey ou Tomorrow Wendy. Em compensação: Caroline, God is a Bullet and Take Me Home.
Grande Mudança
Desde que a gente começou a namorar, o Dan sempre dormiu direto aqui em casa, quase todos os dias. Mas agora ele está trazendo as tralhas. Nunca tive essa experiência antes. Espero que seja legal.
E hoje fazem 4 anos que cheguei na Terra do Tio Sam.
Por que eu gosto deste lugar? Imagina você dar uma volta na sua loja de CDs preferida e assistir de brinde o show do Concrete Blonde? Hoje foi o lançamento do novo álbum da banda e eu, Dan e o Pimpy não poderíamos perder essa. Ela tocou mais hits que músicas novas mas não as mais famosas como Joey ou Tomorrow Wendy. Em compensação: Caroline, God is a Bullet and Take Me Home.
Grande Mudança
Desde que a gente começou a namorar, o Dan sempre dormiu direto aqui em casa, quase todos os dias. Mas agora ele está trazendo as tralhas. Nunca tive essa experiência antes. Espero que seja legal.
E hoje fazem 4 anos que cheguei na Terra do Tio Sam.
segunda-feira, junho 28, 2004
quinta-feira, junho 24, 2004
Birthday Week
Atrasado mas ainda em tempo. A semana do meu aniversário foi D+, poucas vezes que me senti tão feliz.
Dia 16, o Dan preparou uma baita surpresa. Dirigimos 2hs e meia pra buscar o Pimpy. E eu quase morrendo de curiosidade sobre o tal lugar que ele estava me levando. Ele até vendou meus olhos e quando abri dei de cara com esse filhote de Jack Russell de 8 semanas, todo branquinho com as orelhas marrons e uma pinta preta ao redor de um olho. Estou completamente apaixonada por esse cachorro.
Na sexta foi minha festa. Me diverti até às 8 da manhã. Ganhei um djambe e amigos de tudo quanto é grupo apareceram. Dancei, bamboleei, sorri muito. Muito legal ter feito uma festa de aniversário.
Atrasado mas ainda em tempo. A semana do meu aniversário foi D+, poucas vezes que me senti tão feliz.
Dia 16, o Dan preparou uma baita surpresa. Dirigimos 2hs e meia pra buscar o Pimpy. E eu quase morrendo de curiosidade sobre o tal lugar que ele estava me levando. Ele até vendou meus olhos e quando abri dei de cara com esse filhote de Jack Russell de 8 semanas, todo branquinho com as orelhas marrons e uma pinta preta ao redor de um olho. Estou completamente apaixonada por esse cachorro.
Na sexta foi minha festa. Me diverti até às 8 da manhã. Ganhei um djambe e amigos de tudo quanto é grupo apareceram. Dancei, bamboleei, sorri muito. Muito legal ter feito uma festa de aniversário.
domingo, junho 13, 2004
Trabalho
Você já viu isso? Aqui tem que negar trabalho. Sempre recebo novas ofertas e essa semana trabalhei até nos meus dias de folga. Sou super dedicada quando estou trabalhando mas não quero jornada de 7 dias. Preciso de descanso pra ir à praia ou ler um livro ou brincar de hula hoop.
Não é à toa que muito brasileiro vem pra cá e passa o tempo todo morrendo de saudade do Brasil. Lá sempre sai com os amigos e se diverte. Aqui fica em função do trabalho pra poder consumir mais. Quem não sentiria falta assim? Sempre procuro mostrar pra esse pessoal o quão importante é se socializar e tentar ter o mesmo estilo de vida que tinha lá. Porque ficar com a cabeça virada pra lá só faz se sentir pior.
Você já viu isso? Aqui tem que negar trabalho. Sempre recebo novas ofertas e essa semana trabalhei até nos meus dias de folga. Sou super dedicada quando estou trabalhando mas não quero jornada de 7 dias. Preciso de descanso pra ir à praia ou ler um livro ou brincar de hula hoop.
Não é à toa que muito brasileiro vem pra cá e passa o tempo todo morrendo de saudade do Brasil. Lá sempre sai com os amigos e se diverte. Aqui fica em função do trabalho pra poder consumir mais. Quem não sentiria falta assim? Sempre procuro mostrar pra esse pessoal o quão importante é se socializar e tentar ter o mesmo estilo de vida que tinha lá. Porque ficar com a cabeça virada pra lá só faz se sentir pior.
quinta-feira, junho 10, 2004
A única novidade por aqui é que ando nos preparativos pra minha festa de aniversário na sexta que vem. Eu nunca faço festa no meu dia mas vou virar balzaquiana. Quero celebrar. Praticamente todos os meus amigos confirmaram e acho que nunca me senti tão feliz na vida. Tô esperando umas 100 pessoas.
Depois de passar parte da minha vida com complexo de rejeição, não poderia ter riqueza maior que ser amada da forma que eu sou pelos meus amigos. 4 DJs e uma banda de electronic funky jazz. Alguns deles, que cobram uma boa grana, até se ofereceram pra tocar. Por muito tempo me preocupei apenas em sucesso profissional. Hoje em dia não ligo. Só quero ser bem tratada e ter tempo livre pra aproveitar a vida. Procuro trabalhar bem sempre, seja no que for. O resto é consequência. Nunca fui tão feliz.
Depois de passar parte da minha vida com complexo de rejeição, não poderia ter riqueza maior que ser amada da forma que eu sou pelos meus amigos. 4 DJs e uma banda de electronic funky jazz. Alguns deles, que cobram uma boa grana, até se ofereceram pra tocar. Por muito tempo me preocupei apenas em sucesso profissional. Hoje em dia não ligo. Só quero ser bem tratada e ter tempo livre pra aproveitar a vida. Procuro trabalhar bem sempre, seja no que for. O resto é consequência. Nunca fui tão feliz.
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